Quando posso tingir o cabelo? Fato: 9 entre 10 gestantes fazem esta pergunta durante o pré-natal. O assunto é controverso e há divergências entre os especialistas quanto ao uso de produtos químicos (tinturas, alisamentos, permanentes, etc.) durante a gravidez – alguns obstetras pedem para as gestantes não utilizarem durante toda a gravidez, outros liberam. Então, é importante seguir sempre a indicação do seu médico!

Boa parte dos produtos químicos que mudam a cor ou a estrutura do fio contêm substâncias como amônia, chumbo, benzeno e formol, que são absorvidas pelo couro cabeludo, uma região bastante vascularizada. Algumas pesquisas mostraram que altas doses da química da tintura podem ser prejudiciais. No entanto, as análises foram feitas com doses muito maiores do que a quantidade de química que a mulher é exposta quando colore as madeixas. Ou seja, não há estudos conclusivos se a tintura de fato prejudica a saúde do bebê em formação, nem pesquisas que mostram qual quantidade pode ser usada com segurança.

As tinturas de cabelos pode ser divididas em:
– Graduais: Mais utilizadas por homens, têm efeito cumulativo (a cor depende do uso contínuo) e contêm chumbo, prata, cobre, níquel, entre outros metais.
– Semi-permanentes ou tonalizantes: Não penetram na haste do cabelo, apenas depositam os pigmentos em sua superfície. Não contém amônia na fórmula e dura até oito lavagens.
– Permanentes: À base de amônia, penetram na estrutura do fio e não podem ser removidas. Exige nova aplicação conforme a raíz fica visíveis com o crescimento dos cabelos.
– Reflexos, luzes, californianas, ombré hair e outras variações: alguns fios são descoloridos com água oxigenada. Às vezes o cabeleireiro utiliza tintura para acertar a cor buscada.

Os métodos de alisamento (até sem formol!) e as tintas graduais e permanentes devem ser evitadas durante toda a gestação. Como todo cuidado é pouco e prefiro pecar pelo excesso de zelo, costumo liberar para as minhas pacientes tonalizantes sem amônia e reflexos e suas variações (protegendo o couro cabeludo) após a 24a semana. Porém, após a 12a semana, como as chances de malformações são menores, muitas futuras mamães já utilizam tonalizantes sem amônia sem efeitos negativos para o bebê.

Vai pintar sozinha?
Para ter um contato menor com o produto, o ideal é que outra pessoa pinte o seu cabelo durante a gestação. Mas como nem sempre é possível, siga as dicas abaixo para amenizar ainda mais os riscos:
– Use luvas;
– Deixe o produto agir nos fios o tempo mínimo recomendado na embalagem;
– Faça a aplicação em um local bem ventilado;
– Se possível (e os fios brancos permitirem), evite passar o tonalizante no couro cabeludo;
– Enxague bem após o tempo de ação.

E durante a amamentação?
Também faltam estudos sobre o uso de produtos químicos para cabelos durante a amamentação. No entanto, acredita-se que mesmo que a química entre na corrente sanguínea, uma quantidade mínima seria transmitida para o bebê através do leite materno. Pergunte para o pediatra e siga suas orientações. Afinal, melhor do que ficar com os cabelos perfeitos é cuidar para que o bebê esteja sempre saudável!

Como falamos no último post, a infertilidade conjugal é definida como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares sem o uso de métodos anticoncepcionais e os fatores femininos representam 40% das causas de infertilidade.

Idade
Existem muitas causas de infertilidade feminina. A idade é uma delas: cada vez mais as mulheres estão postergando a maternidade e a qualidade e a quantidade de óvulos diminuem com o passar dos anos. A época ideal para a mulher engravidar é entre 20 a 30 anos de idade. Muito cedo para a vida atual, né? Mas aos 35 anos, cerca de 11% das mulheres já enfrentarão problemas para engravidar. Aos 45 anos, essa taxa ultrapassa os 85% e, aos 50 anos, praticamente todas as mulheres são inférteis.

Endometriose
A endometriose é caracterizada pela presença de endométrio, revestimento interno do útero, fora do órgão, como nos ovários, tubas, peritônio, e mais raramente, no intestino e na bexiga. É uma doença cada vez mais relevante na investigação da infertilidade – estimativas sugerem que 1 em cada 10 mulheres tem endometriose e que de 20 a 50% das pacientes que realizam tratamento para infertilidade apresentam o problema.

Fator uterino
Como é no útero que ocorre a implementação do embrião, qualquer alteração no órgão pode dificultar a gestação. As alterações uterinas mais frequentes são os miomas, os pólipos uterinos e algumas malformações congênitas como útero bicorno e unicorno.

Fator ovulatório
As alterações ovulatórias são geralmente causadas por distúrbios na produção dos hormônios que regulam o ciclo menstrual. Fatores emocionais, distúrbios da tireoide, o aumento da prolactina e a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) estão entre as causas mais frequentes – inclusive, a SOP é um dos principais distúrbios que interfere no processo normal de ovulação.

Fator tubário
Muitas doenças ginecológicas, infecções e cirurgias podem danificar as tubas uterinas e atrapalhar o encontro do espermatozoide com o óvulo. Em alguns casos, a fertilização até ocorre na tuba danificada, mas o embrião gerado não consegue alcançar o útero, ocorrendo uma gestação ectópica, que é inviável e na maioria das vezes é necessária uma cirurgia de emergência para preservar a saúde da paciente.

Nos próximos posts irei detalhar mais cada uma das causas femininas, diagnósticos e tratamentos, mas no texto seguinte vamos falar sobre a infertilidade masculina!

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Antes mesmo de iniciarmos a vida sexual, somos bombardeados de avisos para evitarmos uma gravidez indesejada. Até que um dia resolvemos que é hora de ter um bebê e começam as tentativas. E o desapontamento surge quando, no primeiro mês, a menstruação desce ou os dois risquinhos do teste de farmácia não aparecem. Será que tenho algum problema?

As chances de engravidar em um único mês são pequenas: cerca de 15%. Após um ano, mantendo relações frequentes sem proteção (pelo menos três vezes por semana), essa taxa sobe para 88%. Por isso, mulheres abaixo de 35 anos só devem procurar ajuda de um médico especialista em reprodução humana para avaliação adequada após um ano sem conseguir engravidar – o período deve ser menor, de 6 meses, quando a mulher tem mais de 35 anos.

Claro que em algumas situações o casal deve procurar assistência médica antes de um ano. Por exemplo, quando o ciclo menstrual é irregular ou já é conhecido algum problema como endometriose, Síndrome dos Ovários Policísticos, miomas, infecção pélvica prévia, entre outros.

A infertilidade é um problema que atinge de 15 a 20% dos casais em idade fértil. Entre as causas estão os fatores femininos (40%), os fatores masculinos (40%). Os outros 20% são infertilidade sem causa aparente, mesmo após investigação completa.

Nos próximos dias, vamos falar um pouco mais sobre cada um desses fatores, como o diagnóstico é feito e também os principais tratamentos disponíveis atualmente para tratar a infertilidade. Acompanhe!

É difícil ver os bebês tão pequeninos chorando por horas com as crises de cólicas, típicas dos primeiros meses. E lá vem os palpites de amigos e familiares: corta o feijão, não coma brócolis… No entanto, não há pesquisas conclusivas sobre a relação da cólica do bebê com os alimentos ingeridos pelas mães. As cólicas dos recém-nascidos são consequências da maturação intestinal e tendem a desaparecer após o quarto mês.

Mas isso não significa que a mamãe que amamenta pode descuidar da alimentação! É essencial tomar muito líquido, como água e sucos naturais, para aumentar a produção de leite – quanto mais ingerir, maior será a produção – e seguir uma alimentação balanceada e variada, rica em frutas, vegetais, cereais integrais e laticínios. Evite alimentos ricos em gordura, café em excesso, refrigerante, bebidas alcóolicas e industrializados, que não acrescentam valor nutricional nem para a mamãe, nem para o bebê.

Semana Mundial da Amamentação 2017
A Semana Mundial de Amamentação 2017 (SMAM) acontece de 1o a 7 de agosto e une mais de 170 países com o objetivo de apoiar e promover a amamentação exclusiva até os seis meses e complementar até pelo menos os dois anos de idade. Durante esse período, vou abordar as dúvidas que ouço no consultório e a importância de conversar com o obstetra para que a mamãe e o bebê aproveitem melhor essa forma única e tão especial de alimentação.

Amamentação

Antes de responder a pergunta acima, acho importante lembrar que é possível, sim, engravidar amamentando. Não é uma situação comum, mas acontece – daí a necessidade de conversar com seu ginecologista sobre métodos anticoncepcionais no pós-parto. Mas o que a mamãe grávida deve fazer: continuar amamentando ou interromper o aleitamento materno?

Amamentar durante uma nova gravidez não representa risco para o bebê em formação – não aumenta as chances de aborto, nem causa contrações, desde que a gestação seja normal. A ocitocina, hormônio liberado durante a amamentação, não é suficiente para gerar contrações uterinas capazes de provocar um aborto antes da 38a semana, pois o útero tem proteções que impedem os efeitos da substância. Não há também evidências científicas que comprovem que amamentar pode causar problemas no desenvolvimento fetal.

No entanto, por precaução alguns médicos podem indicar a suspensão da amamentação caso a gestante apresente sangramento vaginal, contrações uterinas prematuras ou tenha partos prematuros prévios.

A nova gestação também não diminui a qualidade nutricional do leite materno. Mas em alguns casos a criança pode começar a recusar e até desmamar espontaneamente devido às modificações no sabor e na quantidade do leite, causadas pelas alterações hormonais da gestação. Então, se a gravidez estiver ocorrendo normalmente, a gestante pode continuar amamentando seu filho sem problemas ou contra-indicações!

Semana Mundial da Amamentação 2017
A Semana Mundial de Amamentação 2017 (SMAM) acontece de 1o a 7 de agosto e une mais de 170 países com o objetivo de apoiar e promover a amamentação exclusiva até os seis meses e complementar até pelo menos os dois anos de idade. Durante esse período, vou abordar as dúvidas que ouço no consultório e a importância de conversar com o obstetra para que a mamãe e o bebê aproveitem melhor essa forma única e tão especial de alimentação.

A Clínica Gabriel Monteiro realizará no próximo sábado o 2o Curso para Gestantes na sede da Cryopraxis, em São Paulo. Durante uma deliciosa manhã, uma equipe de profissionais de diferentes especialidades apresentará os principais temas que envolvem o ciclo da gravidez, do parto e do pós-parto para preparar os pais para o momento mais esperado: a chegada do bebê!

Confira, abaixo, a programação.

PROGRAMAÇÃO

2o Curso para Gestantes
Quando: Dia 8/7 às 9h
Local: Cryopraxis (Rua Cincinato Braga, 122, Bela Vista, São Paulo)
Inscrições: (11) 94188-5569

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Verdade! Durante a gestação, carpaccio, quibe cru, steak tartare e outros pratos com carnes cruas ou pouco cozidas devem ser evitados por conter microrganismos prejudiciais à saúde. Como esses contaminantes não resistem às altas temperaturas do cozimento, as carnes devem ser consumidas preferencialmente cozidas na gravidez.

A toxoplasmose – causada por um protozoário microscópico encontrado em carnes cruas, leite não pasteurizado e em verduras e frutas mal-lavadas – é perigosa principalmente durante a gravidez. Apesar dos sintomas leves, parecidos a uma gripe comum, pode causar malformações no feto e aborto nos primeiros meses. Logo no início do pré-natal a gestante faz um exame para saber se ela é ou não imune à toxoplasmose.

Outra preocupação é a salmonelose, infecção alimentar causada pela bactéria salmonella, também presentes em alimentos crus ou mal cozidos contaminados como carnes, ovos, leite não pasteurizado e derivados e a própria água. A doença causa febre, diarreia, cólicas abdominais e vômito e, em gestantes, pode evoluir para um quadro grave e até causar a morte se não houver tratamento.

Vale ressaltar que essas doenças são raras hoje em dia, mas como durante a gravidez o sistema imunológico fica mais debilitado, é importante tomar cuidado principalmente com a higiene dos alimentos e evitar os itens mais propícios a contaminações, como a carne crua.

Em casa, procure higienizar corretamente verduras e legumes em solução de hipoclorito de sódio (siga a recomendação do fabricante) e, depois lave novamente em água corrente para retirar o produto. Vai comer fora? Escolha restaurantes que você conheça a qualidade e as condições de higiene.

Uma pergunta que ouço praticamente todos os dias no consultório é: posso comer comida japonesa? Já falei sobre esse assunto aqui , mas as apaixonadas por sushi, sashimi e etc. podem ficar tranquilas e comer peixe cru durante a gravidez. No entanto, vale lembrar que os peixes podem se deteriorar facilmente se manipulados ou armazenados de forma incorreta, daí novamente a necessidade de escolher com muito cuidado o restaurante!

Imagem: Bayer

Imagem: Bayer

Apesar de ser o método contraceptivo mais eficaz que existe, o Sistema Intrauterino, também conhecido como DIU hormonal ou Mirena, ainda causa insegurança. Por isso, resolvi listar e esclarecer as principais dúvidas que ouço das pacientes no consultório. Confira!

1 – Qual a vantagem do DIU em relação aos outros métodos contraceptivos?
O Sistema Intrauterino é um dos métodos contraceptivos mais seguros que existe – a eficácia é similar à laqueadura (esterilização feminina). Tem duração de 5 anos e é totalmente reversível. O método praticamente não tem contraindicações e efeitos colaterais. Inclusive, é uma excelente opção para pacientes com contraindicação ao uso de contraceptivos orais, como as fumantes e portadoras de hipertensão arterial, diabetes e trombose. Só não recomendo para quem tem múltiplos parceiros, pois pode aumentar o risco de infecções dentro do útero.

2 – Qual a diferença entre o DIU de cobre e o DIU hormonal?
O primeiro é um pequeno dispositivo de plástico em forma de “T” com partes revestidas de cobre, material com propriedade espermecida. Como não tem hormônio, a mulher continua ovulando e menstruando normalmente – inclusive, algumas usuárias de DIU de cobre apresentam fluxo menstrual aumentado acompanhado de cólicas intensas.

O Sistema Intrauterino, ou DIU hormonal, também é uma pequena estrutura em forma de “T”, porém tem um reservatório que libera pequenas quantidades diárias de progesterona (não contém estrógeno) no local. Age dentro do útero, tornando o muco cervical mais espesso – o que dificulta a passagem dos espermatozóides e a fertilização do óvulo – e inibindo o crescimento do endométrio (camada que reveste a parte interna do útero), o que consequentemente diminui o fluxo menstrual. Inclusive mais de 40% das mulheres que usam esse tipo de DIU param de menstruar após 6 meses da colocação.

3 – Vou sentir dor durante a colocação?
A implantação do DIU leva cerca de dez minutos e pode ser feita no consultório, sem a necessidade de sedação. Primeiro, o médico faz uma ultrassonografia transvaginal para verificar a posição do útero. Na sequência, insere um espéculo para abrir a vagina e, com o auxílio de um aplicador, insere o dispositivo. Corta a ponta do fio, retira o espéculo e pronto! A dor varia de uma mulher para outra, mas geralmente a paciente sente uma cólica forte que acaba em poucos minutos. Quem já teve filhos, principalmente por parto normal, sente menos dor. Existe também a opção de fazer a implantação em um ambiente hospitalar com anestesia.

4 – Quais são os efeitos colaterais? Engorda?
Como a ação do DIU hormonal é local, uma quantidade mínima de progesterona atinge a corrente sanguínea. Então, são poucos os efeitos colaterais quando comparado a os outros métodos hormonais como pílulas, implantes, adesivos e injeções. Algumas pacientes, no entanto, relatam aumento de retenção hídrica, surgimento de acne e irregularidade menstrual, incômodos que tentem a diminuir com o passar do tempo.

5 – Conheço uma pessoa que engravidou utilizando o DIU. O método é realmente eficaz?
Nenhum método é 100% eficaz, mas é praticamente impossível engravidar utilizando o Sistema Intrauterino porque até quando mal colocado o dispositivo continua liberando hormônio. O DIU de cobre tem uma falha de 0,5 para cada 100 usuárias por ano, já o DIU hormonal tem uma falha de 0,1 para cada 100 mulheres.

6 – O DIU pode sair do lugar?
Dificilmente, porém é importante fazer um ultrassom após um mês da colocação para avaliar a posição do dispositivo. Alguns indícios de que o DIU se deslocou: aumento no volume de sangramento durante a menstruação e dor abdominal intensa. Se você suspeita que isso aconteceu, utilize outro método contraceptivo (camisinha, por exemplo) e comunique seu médico para reavaliação.

7 – O DIU é recomendado para quem tem endometriose?
Como o DIU hormonal inibe o crescimento do endométrio, ele impede a migração células para fora do útero e é eficaz para controlar os sintomas da endometriose.

8 – O parceiro pode sentir o DIU durante a relação sexual?
O DIU fica dentro do útero, somente o fio que será utilizado para a retirada que fica um pouco para fora, a cerca de 2cm do colo do útero. No entanto, se o fio ficar muito comprido, o parceiro pode senti-lo durante a penetração – mas ele não corre o risco de se machucar! Se for um incômodo para vocês, converse com o seu ginecologista e veja se é possível diminuir um pouco o comprimento do fio.

9 – Vou conseguir engravidar depois?
O dispositivo pode ser removido a qualquer momento e é possível engravidar no mês seguinte a retirada, que é feita no consultório mesmo, sem necessidade de sedação.

10 – Posso colocar o DIU quanto tempo depois de ter bebê?
Pode ser inserido 90 dias após o parto. É um método recomendado para mamães que acabaram de ter bebê e querem evitar uma nova gravidez pois não atrapalha a amamentação.

Fonte: Jannoon028 - Freepik.com

Fonte: Jannoon028 – Freepik.com

Popularmente conhecida como gripe, a influenza é uma doença viral bastante comum, principalmente nos meses mais frios do ano, e na maioria das vezes não traz complicações sérias, além do incômodo dos sintomas como febre, calafrios, dor de cabeça e no corpo, tosse, dor de garganta e coriza.

No entanto, existem três tipos de vírus influenza: A, B e C. Os tipos A e B são responsáveis pelas epidemias sazonais – e o vírus influenza A, em especial, é altamente variável e está associado às epidemias mais graves que evoluem para hospitalização e até morte. Os subtipos A(H1N1) e A(H3N2) circulam atualmente em humanos e a vacinação é a forma mais importante de proteção. Já o tipo C causa problemas respiratórios brandos e, como não têm impacto na saúde pública, não compõe a vacina sazonal contra influenza.

Segundo dados do Ministério da Saúde, 1.982 pessoas morreram por H1N1 em 2016. A região sudeste foi a mais afetada, com 56,5% dos casos, sendo que São Paulo foi o estado com mais mortes. Por isso, é importante tomar anualmente a vacina contra a gripe, que inclui a imunização ao vírus H1N1.

Gestantes X Vacina Influenza
Durante a gravidez e no puerpério (até 42 dias após o parto), o sistema imunológico está comprometido pelas alterações que ocorrem na gestação e a gripe pode evoluir para formas clínicas graves, principalmente no terceiro trimestre.

A vacina contra a gripe é considerada segura tanto para a gestante quanto para o feto e é recomendada em qualquer fase da gestação – alguns médicos, no entanto, preferem indicar a imunização após a 12a semana, então converse com o seu obstetra antes. Estudos mostram que gravidas imunizadas não só afastam os riscos de complicações durante a gestação como também protegem o bebê mesmo depois do nascimento. De acordo com uma pesquisa americana, tomar a vacina durante a gravidez diminui em até 70% os riscos de infecções pelo vírus da gripe durante os primeiros seis meses de vida.

A vacina é feita com o vírus morto e raramente causa efeitos colaterais, somente o local poderá ficar um pouco dolorido e avermelhado e algumas pessoas têm um pouco de febre.

As gestantes podem tomar a vacina na rede privada ou gratuitamente na rede pública de saúde – não precisa comprovação de gestação, somente as puérperas devem levar a certidão de nascimento do recém-nascido, cartão gestante ou documento do hospital.

A chegada do bebê sempre gera muitas dúvidas e também ansiedade. Para preparar e acalmar os pais de primeira (ou segunda, ou terceira…) viagem, no sábado 26 de novembro, das 9h às 13h, a Clínica Dr. Gabriel Monteiro, em parceria com a Cryopraxis, fará o 1o Curso para Gestantes, ministrado por uma equipe multidisciplinar.

Confira, abaixo, a programação:

9h: Receios na gestação – Entender para enfrentar
Larissa Cangueiro, psicóloga

9h30: A importância do períneo saudável no pré e no pós-parto
Laira Ramos, fisioterapeuta

10h: Nutrição saudável na gestação
Flávia Monteiro, nutricionista

10h30: O que é importante saber sobre células-tronco
Dr. Alberto D’Auria, ginecologista e obstetra

11h: Coffee Break

11h15: Oficina – Os primeiros dias em casa: os cuidados com o recém-nascido e técnicas para o sucesso da amamentação
Renata Ressio Sanches, enfermeira

12h: Mudanças hormonais na gestação e suas complicações
Dra. Aletéia Casarotto, endocrinologista

12h30: Mitos e verdades do parto normal e da cesárea
Dr. Gabriel Monteiro, ginecologista e obstetra

As inscrições podem ser feitas até o dia 24/11 pelo telefone (11) 3885-6762.

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