Fonte: Jannoon028 - Freepik.com

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Na última segunda (8), a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo informou que desde janeiro de 2017 foram confirmados 29 casos de febre amarela no estado, sendo que 13 pessoas morreram com a doença. O governo, então, decidiu ampliar a partir de fevereiro a vacinação para todo o estado e imunizar crianças a partir dos 9 meses até idosos com 60 anos. No entanto, a vacina contra a febre amarela tem algumas contraindicações – principalmente para quem está grávida ou acabou de ter bebê. Confira!

Gestante pode tomar a vacina?
Não, a vacina não deve ser tomada durante a gestação por ser composta de microrganismos vivos atenuados em laboratório.

Quem está tentando engravidar deve tomar a vacina?
É importante certificar-se antes de que você ainda não engravidou e aguardar pelo menos 30 dias após a vacina para engravidar.

Devo tomar a vacina antes de engravidar?
A vacina contra a febre amarela tem validade de 10 anos. Se você nunca foi imunizada ou não se lembra quando tomou e mora próximo a alguma área de risco, pode se vacinar antes de começar as tentativas para engravidar.

E quem está amamentando?
A vacina é contraindicada para mulheres que estejam amamentando bebês menores de 6 meses. Se a mamãe mora em uma região de risco, uma dose pode ser administrada e o aleitamento materno deve suspenso por 10 dias.

Como as grávidas devem se proteger?
A febre amarela é transmitida pela picada de mosquitos (Aedes aegypti, Haemagogus e Sabethes), então a gestante deve usar repelentes e proteger as pernas e os braços com blusas de mangas longas e calças, além de colocar telas nas janelas. Se a futura mamãe mora numa área de alto risco, é importante ela conversar com o médico para avaliar o custo-benefício de ser imunizada com a vacina.

Outubro começou e o rosa tomou conta das cidades do mundo – até o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, ganhou iluminação nova durante este mês. O objetivo é ressaltar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

O movimento Outubro Rosa começou em 1990, quando a Fundação Susan G. Komen for the Cure realizou a Corrida pela Cura e distribuiu laços rosas aos participantes para conscientizar a população sobre a importância da prevenção contra o câncer de mama. Em pouco tempo, outras cidades começaram a fazer ações isoladas e distribuíam os laços em locais públicos e eventos até que o Congresso Americano instituiu o mês de outubro como o mês nacional de prevenção contra o câncer de mama no país.

Hoje, o mundo abraça essa causa já que o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres, depois do câncer de pele não melanoma. O INCA (Instituto Nacional de Câncer) estima quase 58 mil casos novos da doença por ano no Brasil (2016). Existem diversos tipos de câncer de mama, alguns evoluem rapidamente, outros, não, mas a maioria dos casos tem bom prognóstico, principalmente se diagnosticado precocemente.

Detecção precoce
Na maioria dos casos, o câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, o que aumenta as chances de cura.

Muitas mulheres descobrem a doença a partir da observação casual de alterações na mama, então é importante que você observe e faça a autopalpação das mamas sempre – pode ser no banho, quando for trocar de roupa ou em qualquer outra situação. Diferentemente de como foi preconizado nos anos 80, não é necessário uma técnica específica para se autoexaminar ou periodicidade definida. Por isso, fique atenta a qualquer alteração na mama e marque uma consulta com seu ginecologista se notar alguma mudança.

Consulte um ginecologista pelo menos uma vez por ano para realizar exames de rotina. Exames anuais de ultrassom de mama podem detectar o tumor precocemente e, após os 40 anos, a mamografia é recomendada a cada dois anos para o rastreamento da doença.

Quem tem risco elevado para o câncer de mama deve conversar com o médico para definir uma conduta a seguir. No próximo post iremos falar sobre os fatores que aumentam o risco para a doença. Confira!

Recentemente falamos aqui sobre os fatores femininos, que representam 40% das causas de infertilidade. Agora vamos falar sobre os fatores masculinos, responsáveis também por aproximadamente 40% dos problemas de fertilidade.

Após um ano de tentativas sem sucesso, o casal deve buscar o auxílio de um profissional especialista em infertilidade e uma avaliação criteriosa será feita tanto na mulher como no homem.

Diferentemente das mulheres que já nascem com todos os óvulos formados, a produção de espermatozoides, as células reprodutoras masculinas, começa na puberdade e vai até o final da vida. Um homem saudável produz de 100 a 200 milhões de espermatozoides por dia. Bastante, né? No entanto, a produção normal de espermatozoides depende de um complexo sistema hormonal. O processo, que leva aproximadamente 72 dias, se inicia nos testículos com o desenvolvimento de células espermáticas imaturas para células espermáticas maduras (ou espermatozoides).

Nesta etapa, eles migram para o epidídimo e, após 18 a 24 horas, ganham a capacidade de se locomover. Em seguida, passam para o ducto deferente até chegarem à vesícula seminal, onde ficarão armazenados até o momento da ejaculação. Entre 200 a 500 milhões de espermatozoides são depositados na parte posterior da vagina durante a relação, porém apenas 300 a 500 conseguem alcançar o local da fecundação. No entanto, alguns problemas podem alterar a quantidade e/ou a qualidade dos espermatozoides:

Varicocele
É uma dilatação anormal das veias testiculares que pode dificultar o retorno venoso e a qualidade dos espermatozoides. Pode ser assintomática, mas em alguns casos causa dor e desconforto na região. Se comprovada a relação da varicocele com a infertilidade, a cirurgia é a opção para corrigir o problema. É um procedimento simples, realizado sob anestesia peridural ou raquidiana.

Disfunção hormonal
Os principais hormônios masculinos relacionados com a fertilidade são o FSH (Hormônio Folículo-estimulante), responsável por estimular a produção de espermatozoides, e o LH (Hormônio Luteinizante), que promove a produção de testosterona pelos testículos – baixos níveis de LH levam à perda da vontade sexual e dificuldade de ereção. Os dois hormônios podem ser repostos.

Processos infecciosos
Sífilis, gonorreia, clamídia e outras bactérias causam infecções que prejudicam as células testiculares e, em casos graves, podem obstruir o epidídimo e o ducto deferente, impedindo a liberação dos espermatozoides.

Exposição a toxinas
Alguns medicamentos, como a finasterida (usada contra a queda de cabelo) e as substâncias utilizadas na quimioterapia e na radiação ionizante podem comprometer a produção dos espermatozoides.

O uso de drogas também tem uma relação direta com a infertilidade. A maconha, por exemplo, diminui a mobilidade dos espermatozoides. Já a cocaína, altera a produção, e o álcool pode comprometer a qualidade do sêmen. Já o cigarro pode atrapalhar a ereção e provocar alterações até no DNA dos espermatozoides. Inclusive, dados da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) mostram que homens e mulheres fumantes têm chance três vezes maior de sofrerem de infertilidade.

O uso de esteroides anabolizantes também pode causar infertilidade. A testosterona sintética ocasiona o bloqueio da produção de espermatozoides – em alguns casos, definitivamente.

Diagnóstico: espermograma
O principal exame para investigar a infertilidade masculina é a análise do sêmen, o espermograma. Ele avalia alguns parâmetros como número de espermatozoides (a diminuição do número de espermatozóides é denominada oligospermia e sua ausência é chamada de azoospermia), a mobilidade, a morfologia, entre outros, além da ocorrência de infecções.

No entanto, vale destacar que o espermograma não é um teste de fertilidade e a avaliação para constatar a infertilidade masculina também deve abranger um exame físico e a investigação histórica do paciente e do casal.

Quando posso tingir o cabelo? Fato: 9 entre 10 gestantes fazem esta pergunta durante o pré-natal. O assunto é controverso e há divergências entre os especialistas quanto ao uso de produtos químicos (tinturas, alisamentos, permanentes, etc.) durante a gravidez – alguns obstetras pedem para as gestantes não utilizarem durante toda a gravidez, outros liberam. Então, é importante seguir sempre a indicação do seu médico!

Boa parte dos produtos químicos que mudam a cor ou a estrutura do fio contêm substâncias como amônia, chumbo, benzeno e formol, que são absorvidas pelo couro cabeludo, uma região bastante vascularizada. Algumas pesquisas mostraram que altas doses da química da tintura podem ser prejudiciais. No entanto, as análises foram feitas com doses muito maiores do que a quantidade de química que a mulher é exposta quando colore as madeixas. Ou seja, não há estudos conclusivos se a tintura de fato prejudica a saúde do bebê em formação, nem pesquisas que mostram qual quantidade pode ser usada com segurança.

As tinturas de cabelos pode ser divididas em:
– Graduais: Mais utilizadas por homens, têm efeito cumulativo (a cor depende do uso contínuo) e contêm chumbo, prata, cobre, níquel, entre outros metais.
– Semi-permanentes ou tonalizantes: Não penetram na haste do cabelo, apenas depositam os pigmentos em sua superfície. Não contém amônia na fórmula e dura até oito lavagens.
– Permanentes: À base de amônia, penetram na estrutura do fio e não podem ser removidas. Exige nova aplicação conforme a raíz fica visíveis com o crescimento dos cabelos.
– Reflexos, luzes, californianas, ombré hair e outras variações: alguns fios são descoloridos com água oxigenada. Às vezes o cabeleireiro utiliza tintura para acertar a cor buscada.

Os métodos de alisamento (até sem formol!) e as tintas graduais e permanentes devem ser evitadas durante toda a gestação. Como todo cuidado é pouco e prefiro pecar pelo excesso de zelo, costumo liberar para as minhas pacientes tonalizantes sem amônia e reflexos e suas variações (protegendo o couro cabeludo) após a 24a semana. Porém, após a 12a semana, como as chances de malformações são menores, muitas futuras mamães já utilizam tonalizantes sem amônia sem efeitos negativos para o bebê.

Vai pintar sozinha?
Para ter um contato menor com o produto, o ideal é que outra pessoa pinte o seu cabelo durante a gestação. Mas como nem sempre é possível, siga as dicas abaixo para amenizar ainda mais os riscos:
– Use luvas;
– Deixe o produto agir nos fios o tempo mínimo recomendado na embalagem;
– Faça a aplicação em um local bem ventilado;
– Se possível (e os fios brancos permitirem), evite passar o tonalizante no couro cabeludo;
– Enxague bem após o tempo de ação.

E durante a amamentação?
Também faltam estudos sobre o uso de produtos químicos para cabelos durante a amamentação. No entanto, acredita-se que mesmo que a química entre na corrente sanguínea, uma quantidade mínima seria transmitida para o bebê através do leite materno. Pergunte para o pediatra e siga suas orientações. Afinal, melhor do que ficar com os cabelos perfeitos é cuidar para que o bebê esteja sempre saudável!

Como falamos no último post, a infertilidade conjugal é definida como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares sem o uso de métodos anticoncepcionais e os fatores femininos representam 40% das causas de infertilidade.

Idade
Existem muitas causas de infertilidade feminina. A idade é uma delas: cada vez mais as mulheres estão postergando a maternidade e a qualidade e a quantidade de óvulos diminuem com o passar dos anos. A época ideal para a mulher engravidar é entre 20 a 30 anos de idade. Muito cedo para a vida atual, né? Mas aos 35 anos, cerca de 11% das mulheres já enfrentarão problemas para engravidar. Aos 45 anos, essa taxa ultrapassa os 85% e, aos 50 anos, praticamente todas as mulheres são inférteis.

Endometriose
A endometriose é caracterizada pela presença de endométrio, revestimento interno do útero, fora do órgão, como nos ovários, tubas, peritônio, e mais raramente, no intestino e na bexiga. É uma doença cada vez mais relevante na investigação da infertilidade – estimativas sugerem que 1 em cada 10 mulheres tem endometriose e que de 20 a 50% das pacientes que realizam tratamento para infertilidade apresentam o problema.

Fator uterino
Como é no útero que ocorre a implementação do embrião, qualquer alteração no órgão pode dificultar a gestação. As alterações uterinas mais frequentes são os miomas, os pólipos uterinos e algumas malformações congênitas como útero bicorno e unicorno.

Fator ovulatório
As alterações ovulatórias são geralmente causadas por distúrbios na produção dos hormônios que regulam o ciclo menstrual. Fatores emocionais, distúrbios da tireoide, o aumento da prolactina e a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) estão entre as causas mais frequentes – inclusive, a SOP é um dos principais distúrbios que interfere no processo normal de ovulação.

Fator tubário
Muitas doenças ginecológicas, infecções e cirurgias podem danificar as tubas uterinas e atrapalhar o encontro do espermatozoide com o óvulo. Em alguns casos, a fertilização até ocorre na tuba danificada, mas o embrião gerado não consegue alcançar o útero, ocorrendo uma gestação ectópica, que é inviável e na maioria das vezes é necessária uma cirurgia de emergência para preservar a saúde da paciente.

Nos próximos posts irei detalhar mais cada uma das causas femininas, diagnósticos e tratamentos, mas no texto seguinte vamos falar sobre a infertilidade masculina!

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Antes mesmo de iniciarmos a vida sexual, somos bombardeados de avisos para evitarmos uma gravidez indesejada. Até que um dia resolvemos que é hora de ter um bebê e começam as tentativas. E o desapontamento surge quando, no primeiro mês, a menstruação desce ou os dois risquinhos do teste de farmácia não aparecem. Será que tenho algum problema?

As chances de engravidar em um único mês são pequenas: cerca de 15%. Após um ano, mantendo relações frequentes sem proteção (pelo menos três vezes por semana), essa taxa sobe para 88%. Por isso, mulheres abaixo de 35 anos só devem procurar ajuda de um médico especialista em reprodução humana para avaliação adequada após um ano sem conseguir engravidar – o período deve ser menor, de 6 meses, quando a mulher tem mais de 35 anos.

Claro que em algumas situações o casal deve procurar assistência médica antes de um ano. Por exemplo, quando o ciclo menstrual é irregular ou já é conhecido algum problema como endometriose, Síndrome dos Ovários Policísticos, miomas, infecção pélvica prévia, entre outros.

A infertilidade é um problema que atinge de 15 a 20% dos casais em idade fértil. Entre as causas estão os fatores femininos (40%), os fatores masculinos (40%). Os outros 20% são infertilidade sem causa aparente, mesmo após investigação completa.

Nos próximos dias, vamos falar um pouco mais sobre cada um desses fatores, como o diagnóstico é feito e também os principais tratamentos disponíveis atualmente para tratar a infertilidade. Acompanhe!

É difícil ver os bebês tão pequeninos chorando por horas com as crises de cólicas, típicas dos primeiros meses. E lá vem os palpites de amigos e familiares: corta o feijão, não coma brócolis… No entanto, não há pesquisas conclusivas sobre a relação da cólica do bebê com os alimentos ingeridos pelas mães. As cólicas dos recém-nascidos são consequências da maturação intestinal e tendem a desaparecer após o quarto mês.

Mas isso não significa que a mamãe que amamenta pode descuidar da alimentação! É essencial tomar muito líquido, como água e sucos naturais, para aumentar a produção de leite – quanto mais ingerir, maior será a produção – e seguir uma alimentação balanceada e variada, rica em frutas, vegetais, cereais integrais e laticínios. Evite alimentos ricos em gordura, café em excesso, refrigerante, bebidas alcóolicas e industrializados, que não acrescentam valor nutricional nem para a mamãe, nem para o bebê.

Semana Mundial da Amamentação 2017
A Semana Mundial de Amamentação 2017 (SMAM) acontece de 1o a 7 de agosto e une mais de 170 países com o objetivo de apoiar e promover a amamentação exclusiva até os seis meses e complementar até pelo menos os dois anos de idade. Durante esse período, vou abordar as dúvidas que ouço no consultório e a importância de conversar com o obstetra para que a mamãe e o bebê aproveitem melhor essa forma única e tão especial de alimentação.

Amamentação

Antes de responder a pergunta acima, acho importante lembrar que é possível, sim, engravidar amamentando. Não é uma situação comum, mas acontece – daí a necessidade de conversar com seu ginecologista sobre métodos anticoncepcionais no pós-parto. Mas o que a mamãe grávida deve fazer: continuar amamentando ou interromper o aleitamento materno?

Amamentar durante uma nova gravidez não representa risco para o bebê em formação – não aumenta as chances de aborto, nem causa contrações, desde que a gestação seja normal. A ocitocina, hormônio liberado durante a amamentação, não é suficiente para gerar contrações uterinas capazes de provocar um aborto antes da 38a semana, pois o útero tem proteções que impedem os efeitos da substância. Não há também evidências científicas que comprovem que amamentar pode causar problemas no desenvolvimento fetal.

No entanto, por precaução alguns médicos podem indicar a suspensão da amamentação caso a gestante apresente sangramento vaginal, contrações uterinas prematuras ou tenha partos prematuros prévios.

A nova gestação também não diminui a qualidade nutricional do leite materno. Mas em alguns casos a criança pode começar a recusar e até desmamar espontaneamente devido às modificações no sabor e na quantidade do leite, causadas pelas alterações hormonais da gestação. Então, se a gravidez estiver ocorrendo normalmente, a gestante pode continuar amamentando seu filho sem problemas ou contra-indicações!

Semana Mundial da Amamentação 2017
A Semana Mundial de Amamentação 2017 (SMAM) acontece de 1o a 7 de agosto e une mais de 170 países com o objetivo de apoiar e promover a amamentação exclusiva até os seis meses e complementar até pelo menos os dois anos de idade. Durante esse período, vou abordar as dúvidas que ouço no consultório e a importância de conversar com o obstetra para que a mamãe e o bebê aproveitem melhor essa forma única e tão especial de alimentação.

A Clínica Gabriel Monteiro realizará no próximo sábado o 2o Curso para Gestantes na sede da Cryopraxis, em São Paulo. Durante uma deliciosa manhã, uma equipe de profissionais de diferentes especialidades apresentará os principais temas que envolvem o ciclo da gravidez, do parto e do pós-parto para preparar os pais para o momento mais esperado: a chegada do bebê!

Confira, abaixo, a programação.

PROGRAMAÇÃO

2o Curso para Gestantes
Quando: Dia 8/7 às 9h
Local: Cryopraxis (Rua Cincinato Braga, 122, Bela Vista, São Paulo)
Inscrições: (11) 94188-5569

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Verdade! Durante a gestação, carpaccio, quibe cru, steak tartare e outros pratos com carnes cruas ou pouco cozidas devem ser evitados por conter microrganismos prejudiciais à saúde. Como esses contaminantes não resistem às altas temperaturas do cozimento, as carnes devem ser consumidas preferencialmente cozidas na gravidez.

A toxoplasmose – causada por um protozoário microscópico encontrado em carnes cruas, leite não pasteurizado e em verduras e frutas mal-lavadas – é perigosa principalmente durante a gravidez. Apesar dos sintomas leves, parecidos a uma gripe comum, pode causar malformações no feto e aborto nos primeiros meses. Logo no início do pré-natal a gestante faz um exame para saber se ela é ou não imune à toxoplasmose.

Outra preocupação é a salmonelose, infecção alimentar causada pela bactéria salmonella, também presentes em alimentos crus ou mal cozidos contaminados como carnes, ovos, leite não pasteurizado e derivados e a própria água. A doença causa febre, diarreia, cólicas abdominais e vômito e, em gestantes, pode evoluir para um quadro grave e até causar a morte se não houver tratamento.

Vale ressaltar que essas doenças são raras hoje em dia, mas como durante a gravidez o sistema imunológico fica mais debilitado, é importante tomar cuidado principalmente com a higiene dos alimentos e evitar os itens mais propícios a contaminações, como a carne crua.

Em casa, procure higienizar corretamente verduras e legumes em solução de hipoclorito de sódio (siga a recomendação do fabricante) e, depois lave novamente em água corrente para retirar o produto. Vai comer fora? Escolha restaurantes que você conheça a qualidade e as condições de higiene.

Uma pergunta que ouço praticamente todos os dias no consultório é: posso comer comida japonesa? Já falei sobre esse assunto aqui , mas as apaixonadas por sushi, sashimi e etc. podem ficar tranquilas e comer peixe cru durante a gravidez. No entanto, vale lembrar que os peixes podem se deteriorar facilmente se manipulados ou armazenados de forma incorreta, daí novamente a necessidade de escolher com muito cuidado o restaurante!

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