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“A amamentação é a base da vida”

A Semana Mundial do Aleitamento Materno 2018 visa reforçar os benefícios da amamentação para a saúde e o desenvolvimento dos bebês

Sheron Amamentação Semana Mundial do Aleitamento Materno

Divulgação / Ministério da Saúde

“A amamentação é a base da vida”. Este é o tema da Semana Mundial do Aleitamento Materno de 2018, que vai do dia 1º até o dia 7 de agosto. O objetivo é reforçar os benefícios do leite materno para a saúde dos bebês, como a prevenção de doenças como casos de diarreia, infecções respiratórias, diabetes e obesidade, reduzindo em 13% a mortalidade de crianças menores de 5 anos.

Neste ano, a campanha conta com a participação da atriz Sheron Menezzes, que amamentou exclusivamente por seis meses o pequeno Benjamin, de 9 meses, e pretende continuar o aleitamento até os dois anos ou mais junto com a introdução alimentar, como recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O leite materno é um alimento completo. Até os seis meses, o bebê não precisa de mais nada além dele – água, suco, chá ou complemento – para se desenvolver. Está sempre pronto, limpo e quentinho. É mais econômico também! Em 2004, estima-se que o gasto mensal com a fórmula infantil variou de 38% a 133% do salário-mínimo, dependendo da marca. Isso sem contar mamadeiras e acessórios.

Infelizmente, apesar dos avanços nos últimos anos, o Brasil ainda não alcançou as metas recomendadas pela OMS. Apenas 39% das crianças são amamentadas com o leite da mãe nos primeiros 5 meses de vida, de acordo com uma pesquisa realizada pela OMS em 2017.

A falta de apoio – do pai do bebê, da família e dos profissionais da saúde – é um fator que interfere diretamente no êxito da prática. A amamentação acaba sendo um ato solitário da mãe, que muitas vezes por falta de incentivo, orientação e ajuda acaba abrindo mão do aleitamento materno.

Amamentação é assunto para o papai, sim!


O pai ou companheiro pode participar de diversas maneiras no cuidado do bebê – vale dar banho, trocar fralda, colocar para dormir e também para arrotar. É essencial estar ao lado e cuidar da mãe – sim, a mãe também precisa de muitos cuidados no puerpério.

Fique de olho na alimentação e na ingestão de água. A mulher que amamenta precisa beber pelo menos 3 litros de líquidos por dia para dar conta da produção de leite! Um ambiente estressante também pode atrapalhar a produção, então é importante que os moradores da casa procurem manter a paz no ambiente.

Amamentação e o apoio da família e dos amigos


Não dar palpites leigos! Eis o primeiro mandamento que todos que cercam uma mãe deveriam seguir. “Mas eu dei fórmula e fulano está forte e saudável”, “O bebê está chorando porque está com fome. Seu leite não é suficiente”, ou “Dá uma mamadeira a noite e você vai ver como o bebê vai dormir a noite inteirinha”. Se você é mãe, provavelmente já ouviu alguma dessas frases. Se ainda não é, se prepare para ouvir. É importante filtrar os comentários leigos e seguir as orientações dos profissionais de saúde, como o pediatra.

Já o segundo mandamento deveria ser “ajudar a mãe que amamenta”. É extremamente importante que a família e os amigos apoiem a mãe para que ela consiga amamentar de uma forma tranquila. Não dar palpites já contribui. Mas que tal ajudar nos afazeres domésticos ou mesmo dar suporte emocional? É preciso ouvir a mãe que amamenta incentivá-la e fazer com que ela se sinta segura.

O preparo para a amamentação começa no pré-natal


O obstetra que acompanha a gestante durante os nove meses tem um papel essencial. É ele quem irá informa sobre a amamentação na primeira hora de vida do bebê, a chamada hora de ouro, e também fará o diagnóstico das mamas e do tipo de bico da futura mamãe.

Amamentar não é fácil e muitas mamães podem enfrentar dificuldades nos primeiros dias. As enfermeiras da maternidade e consultoras em aleitamento materno podem ajustar a pega do bebê e dar a assistência necessária até que a amamentação fique prazerosa tanto para a mãe como para o bebê. Com paciência, persistência e a ajuda correta, a amamentação na grande maioria das vezes dá certo, acredite!

Após a alta hospitalar, o papel do pediatra dá continuidade ao do obstetra. Ele normalmente é o profissional de saúde mais próximo nos primeiros tumultuados meses do bebê. Além de acompanhar o ganho de peso do bebê mensalmente, também pode avaliar a pega do bebê se perceber que a amamentação não está indo como esperado. Lembre-se: a mãe que não produz leite suficiente é exceção.

A insegurança em relação à amamentação é natural, por isso é importante que as mamães recebam informações corretas e contem com todo o apoio possível para que o binômio mãe e filho aproveitem todos os benefícios do aleitamento materno.

Confira aqui a campanha da Semana Mundial do Aleitamento Materno de 2018.

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