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Amamentação é amor. E também é persistência e dedicação

Além dos inúmeros benefícios para a saúde, a amamentação é um momento único que só as mães experimentam

FreeImages.com/Carin Araujo


Entre os dias 1 e 7 de agosto é comemorada a Semana do Aleitamento Materno. Apesar de ser um processo fisiológico natural e instintivo, o ato de amamentar precisa compreendido, pois envolve muito mais do que a produção de leite. Muitas vezes o começo não é fácil e as fotos das mamães felizes e tranquilas com seus bebês nos seios parecem uma situação muito distante.

A amamentação deve ser iniciada dentro da primeira hora após o nascimento e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mantida com exclusividade até o bebê completar seis meses de idade e seguida como alimentação complementar até os dois anos. O leite materno é um alimento completo e essencial para a formação do sistema imunológico da criança, protegendo contra alguns tipos de alergia e também de problemas futuros como obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares.

Amamentação: o leite é fraco?

A primeira dúvida que surge na cabeça das mamães é “será que meu leite é fraco?”. O primeiro leite, o colostro, costuma causar incertezas por ser um líquido amarelado claro, quase transparente, e produzido em menor quantidade – porém, na medida para as necessidades do recém-nascido em seus primeiros dias. Se você comparar um bebê que mama no peito e outro que toma fórmula, a criança alimentada com leite artificial fica mais tempo sem mamar porque a digestão é mais lenta. Mas isso não significa que o leite materno seja menos nutritivo ou “fraco”. Aliás, não existe leite materno fraco!

Amamentação: meu leite é suficiente?

A segunda questão que atormenta as novas mamães: “será que tenho leite suficiente?”. Alguns sinais indicam se a quantidade de leite é satisfatória para o desenvolvimento do bebê: bebês calmos e satisfeitos e sensação de que as mamas esvaziam após a mamada, trocas de cerca de 8 fraldas molhadas de xixi por dia e, o mais importante, ganho de peso adequado (controlado regularmente pelo pediatra).

Lembre-se: a amamentação deve ocorrer em livre demanda e a duração de cada mamada depende de cada bebê. O importante é que ele mame o mesmo seio até o final antes de ir para a outro. E na próxima mamada, a mãe deverá oferecer primeiro o último seio da mamada anterior. O jeito como o bebê pega o peito é vital para o sucesso da amamentação e para evitar fissuras e até sangramentos: ele deve abocanhar não apenas o bico mas também a aréola ou grande parte dela.

É preciso amor, persistência e dedicação para enfrentar o estresse pós-parto, a dor nos mamilos logo no início (em no máximo 15 dias o incômodo desaparece!) e o cansaço de ter que acordar durante as madrugadas. Além dos inúmeros benefícios para a saúde, aconchegar o bebê no colo e alimentá-lo é um momento único que só as mães experimentam!

Obs.: A amamentação é o melhor para mãe e para o bebê, mas em alguns casos a amamentação exclusiva infelizmente não é possível. E a mãe que não consegue amamentar não é “menos mãe” nem deve se culpar por causa disso!

Imagem: FreeImages.com/Carin Araujo

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