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Está na hora de congelar os óvulos?

Adiar a maternidade é uma escolha cada vez mais frequente atualmente e congelar os óvulos é uma opção para preservar a fertilidade

Congelamento de óvulos

Trinta e poucos anos? Está na hora de pensar em congelar os óvulos!

Adiar a maternidade é uma escolha cada vez mais frequente. Mas é preciso estar atenta, pois a fertilidade tem uma queda natural com o passar dos anos. Diferentemente dos homens que têm uma fábrica ativa e permanente de espermatozóides, as mulheres já nascem com o estoque de óvulos para toda sua vida fértil. Com o passar dos anos, além da diminuição do número de óvulos, também acontece uma perda na sua qualidade, o que aumenta as chances de malformações e abortos. Daí a importância de conversar com um médico especialista em reprodução humana sobre técnicas para preservar a ferilidade, como o congelamento de óvulos.

Hormônio Anti-Mulleriano

Por meio de um exame de sangue é possível avaliar a dosagem do hormônio Anti-Mulleriano (AMH) produzido pelas células ovarianas, estimando a qualidade dos óvulos e a longevidade reprodutiva. Também é utilizado para o cálculo da dose de medicações utilizadas para a indução da ovulação.

A mulher tem a maior quantidade de óvulos antes mesmo de seu nascimento – cerca de 7 milhões. Ao nascer, esse número já cai para 2 milhões e a diminuição continua com o passar dos anos. Na primeira menstruação, restam aproximadamente 500 mil óvulos e cada ciclo menstrual consome, em média, 1.000 óvulos para que apenas um fique maduro – o folículo dominante. A reserva ovariana tem sua queda acelerada após os 35 anos e, aos 38 anos, a mulher tem apenas 25 mil óvulos. Aos 50 anos, a reserva ovariana é praticamente zero. Ou seja, se você tem mais de 35 anos e pretende engravidar, a situação pode começar a ficar complicada.

Quando congelar os óvulos é a melhor opção

O congelamento de óvulos pode ser uma opção para as mulheres que desejam postergar a maternidade e o ideal é que o procedimento seja feito até os 35 anos. O principal método utilizado atualmente é a vitrificação – com a técnica, o óvulo atinge a temperatura do congelamento em poucos segundos, sem a formação de cristais de gelo no interior de suas células.

Como é o procedimento?

Logo após a menstruação, a paciente é submetida a uma série de injeções diárias de hormônio para promover o crescimento dos folículos, que é acompanhado por ultrassom. Quando atingem o tamanho esperado, do 10o ao 12o dia, a paciente utiliza uma outra injeção para amadurecer os óvulos. Após 36 horas, a aspiração dos folículos é feita em uma clínica especializada em reprodução humana, em ambiente cirúrgico e com sedação. A punção é feita pelo canal vaginal e guiada por ultrassom. Os óvulos são capturados um a um e encaminhados para o laboratório, que avaliará a viabilidade de congelamento. O procedimento é rápido e, por conta da anestesia, costuma ser indolor. No pós-operatório, a paciente pode sentir uma cólica leve. Com a vitrificação, os óvulos mantêm as características e não envelhecem mais. Não existe um tempo limite de “validade”, mas na prática os óvulos ficam congelados por até 10 anos, a as taxas de sobrevivência ao descongelamento é de cerca de 95%.

O SUS não disponibiliza o tratamento e os planos de saúde não oferecem cobertura. Os valores variam de clínica para clínica, mas é importante se planejar para três gastos. Primeiro, a estimulação e a vitrificação. Depois, o tempo em que ficarão congelados – as clínicas costumam cobrar uma taxa anual de manutenção. Depois, ainda há gastos com o descongelamento, a formação do embrião e a fertilização.

Gravidez futura após congelar os óvulos

Depois de descongelado, o óvulo se torna igual ao óvulo fresco, porém é importante ressaltar que o congelamento não garante a gravidez, já que outros fatores envolvem a fertilização e a implementação no útero.

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