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Endometriose: tirar o útero é uma opção?

A atriz americana Lena Dunham passou por uma histerectomia total, aos 31 anos, para se livrar das fortes dores causadas pela endometriose

Endometriose

Nesta semana, a atriz e diretora americana Lena Dunham ganhou as manchetes ao revelar que passou por uma histerectomia total, uma operação que remove o útero, aos 31 anos, para se livrar dos sintomas da endometriose – procedimento que, entre outras consequências, a impedirá de engravidar futuramente.

Só quem vive com a doença sabe os desconfortos que ela causa, como cólicas muito fortes durante a menstruação, dor durante as relações sexuais, infertilidade, entre outros sintomas que podem levar até à depressão.

O que é a endometriose?

A endometriose é causada por um crescimento anormal das células do endométrio, membrana que reveste o interior do útero, para fora do órgão, como nas trompas, no ovário e até mesmo no intestino e na bexiga. Infelizmente, não existe cura ainda para a doença, apenas tratamentos e cirurgias para aliviar os sintomas e controlar sua progressão.

Tirar o útero cura a endometriose?

Mas afinal, apesar de radical, a histerectomia é a cura para a endometriose? Em um primeiro momento, pode-se pensar que removendo o útero a mulher pararia de menstruar e, consequentemente, as células do endométrio não migraria para os outros órgãos, resolvendo o problema.

No entanto, na maioria das vezes a doença não acomete somente o útero, mas toda a cavidade pélvica, e se a paciente apresentar outros focos de endometriose em outras regiões, as lesões continuam ou podem reaparecer mesmo sem a presença do útero, já que os ovários continuam a produzir o estrogênio, hormônio que estimula a proliferação do tecido endometrial.

A histerectomia deve ser utilizada como um último recurso e não deve ser feita de forma rotineira para o tratamento da endometriose, tanto pelas consequências como pelo risco de não resolver o problema. E lembre-se: cada caso precisa ser sempre avaliado individualmente por um especialista!

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