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Útero retrovertido: quem tem pode engravidar?

O diagnóstico e o nome assustam, porém o útero retrovertido não atrapalha uma gravidez natural nem o seu desenvolvimento

Útero feminino

Algumas mulheres apresentam o útero retrovertido desde o nascimento

Muitas mulheres, ao fazer um ultrassom transvaginal de rotina, descobrem que têm o útero retrovertido (ou reverso). Ou seja, em vez do órgão estar inclinado para frente sobre a bexiga, está projetado para trás do corpo, na direção da coluna vertebral e do intestino. E as portadoras deste quadro, que não é considerado doença, já pensam “será que vou conseguir engravidar normalmente?”

Útero retrovertido X infertilidade

É um mito pensar que o útero retrovertido atrapalha uma gravidez natural nem o seu desenvolvimento – inclusive não impede que a mulher tenha um parto normal! Apesar de não haver estudos conclusivos, o útero retrovertido é frequentemente associado a uma incidência maior de endometriose (link para post sobre endometriose) – doença que pode causar infertilidade. Apesar da relação entre a posição do útero e o surgimento da endometriose não ser cientificamente comprovada, quando a mulher com útero retrovertido tem a doença, ela tende a ser mais profunda e atingir a região reto-vaginal.

Tem tratamento para o útero retrovertido?

Determinar a posição do útero é importante para alguns tratamentos, por exemplo colocar o DIU ou na fecundação in vitro, quando o médico vai inserir os embriões. No entanto, como dito anteriormente, a condição não é considerada uma doença. Inclusive, vale ressaltar que o útero não é um órgão fixo, por isso é até normal que se mova em algumas circunstâncias, como durante a gravidez ou pela presença e mioma ou focos de endometriose.

Não existe um protocolo único para o tratamento da retroversão uterina e as medias variam conforme as particularidades de cada caso. A alteração no posicionamento o útero é normalmente assintomática, mas algumas mulheres podem sentir desconfortos, principalmente intestinais ou durante as relações sexuais (dispareunia). Em situações específicas, uma cirurgia pode ser indicada para reposicionar o útero e corrigir o problema.

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