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Sarampo na gravidez

Três estados estão com surto de sarampo: São Paulo, Rio de Janeiro e Pará. E a vacina, a principal forma de prevenção, é contraindicada durante a gravidez

Sarampo na gravidez é grave

O aumento do número de casos de sarampo no país, principalmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Pará, tem levantado uma série de dúvidas sobre a doença e a vacina. Afinal, o sarampo é uma doença viral infecciosa altamente contagiosa. Sua transmissão se dá de forma direta por meio das secreções expelidas pela pessoa infectada ao respirar, falar, tossir e espirrar.

A fase mais crítica para o contágio é dois dias antes e dois dias depois do início da erupção cutânea. No início, o sarampo pode ser confundido com uma gripe ou outra virose, já que o doente apresenta febre alta (acima de 38,5°, coriza e congestão nasal, tosse persistente e irritação nos olhos. Em seguida, aparecem as manchas avermelhadas no rosto que depois se espalham pelo corpo.

O sarampo já foi uma das principais causas de morte na primeira infância em todo mundo e acomete, principalmente, crianças menores de 5 anos. No entanto, os adultos também podem contrair o vírus e mas gestantes a doença pode ser especialmente grave e trazer riscos tanto para a futura mãe quanto para a saúde do bebê.

Quais são os riscos do sarampo na gravidez?


Devido à queda da imunidade durante a gestação, as gestantes são mais suscetíveis às possíveis complicações da doença. Os principais riscos de contrair sarampo durante a gravidez são:
– Acometimento do sistema nervoso central, com sequelas definitivas;
– Infecções respiratórias (como pneumonia e broncopneumonia);
– Malformações no feto e risco aumentado de aborto espontâneo;
– Parto prematuro.

A gestante pode tomar vacina contra o sarampo?


A principal forma de prevenção é a vacinação. Lembrando que o sarampo já havia sido erradicado no Brasil e que a cobertura vacinal no país está abaixo do patamar ideal do Ministério da Saúde, que é acima de 95%.

Muitas pessoas não sabem se foram vacinadas durante a infância e, infelizmente, as gestantes não podem se imunizar durante toda a gestação, pois a vacina é produzida com o vírus atenuado ou seja, vivo. Como a gestação baixa naturalmente a imunidade da mulher, se ela for vacinada corre o risco de contrair a doença ou ter complicações.

Os bebês podem ser vacinados a partir dos 6 meses – antes, a vacina era dada a partir de um ano de idade. A vacina pode ser dada imediatamente após o parto e a amamentação não restringe a aplicação.

Se você está grávida e não tem certeza se foi vacinada, o ideal é ficar longe de qualquer pessoa que apresente os sintomas da doença. Medidas de higiene também podem ajudar as futuras mamães a se prevenirem:
– Lave sempre as mãos, principalmente antes de alimentar-se;
– Use álcool em gel nas mãos;
– Evite colocar as mãos na boca, no nariz e nos olhos.

E quem está planejando engravidar deve se vacinar?


O recomendado é que a mulher que esteja planejando uma gravidez seja vacinada pelo menos 30 dias antes da concepção, se possível, 90 duas ou três meses antes – e evite a concepção durante um mês.

A vacina tríplice viral (sarampo, rubéola e caxumba) atualmente está em falta nas clínicas de vacinação particulares, no entanto é disponibilizada gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adultos.

Consulte aqui a Unidade de Saúde mais próxima para realizar a vacinação em São Paulo

Lembrando que apesar de a vacina contra o sarampo ser contraindicada durante a gestação, é importante estar com o esquema vacinal em dia para proteger a saúde da mãe e do bebê. Confira aqui quais as vacinas que devem ser tomadas durante a gravidez.

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