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Será que as vacinas estão em dia?

Vacina não é coisa de criança! Será que a sua carteira de vacinação está em ordem? Seu ginecologista pode ajudá-la a descobrir!

Mulher tomando vacina

A volta do sarampo, doença que estava extinta no país desde 2016, reacendeu a discussão sobre a importância da vacinação da população. Para entender melhor: o vírus retornou ao país por meio de imigrantes venezuelanos, porém,se as pessoas estivessem vacinadas no Brasil, o vírus não teria se propagado, causando assim o risco de uma nova epidemia da doença.

Doenças contagiosas, como sarampo, rubéola, poliomielite e coqueluche, que inclusive levaram milhares de pessoas à morte no século passado, foram controladas e até erradicadas do país graças à vacinação. Mas, caso as pessoas parem de se vacinar, podem voltar e até se tornar uma epidemia. Ou seja, ao não se vacinar ou não vacinar o seu filho, você coloca a saúde de diversas pessoas em risco e ainda contribui para o retorno de diversas doenças.

O pediatra normalmente controla o calendário de vacinação para recém-nascidos e crianças, mas a imunização não para por aí: o Ministério da Saúde tem um calendário de vacinação específico para adolescentes, adultos, idosos, e ainda para gestantes. As mulheres em idade fértil, por exemplo, devem tomar a vacina contra rubéola, pois se ela contrair a doença durante a gravidez, pode causar até a morte do bebê. Será que você está com a carteira de vacinação em dia? Confira quais imunizações são necessárias a partir da adolescência.

Dupla ou Tríplice Bacteriana Adulta


A Dupla Bacteriana é oferecida pela rede pública de saúde e protege contra difteria e tétano, já a Tríplice Bacteriana é encontrada nas clínicas particulares e, além da difteria e tétano, também protege contra a coqueluche. Deve ser administrada como reforço da dose infantil a cada 10 anos.

Tríplice Viral


Protege contra três doenças infecciosas provocadas por vírus: o sarampo, a caxumba e a rubéola. É necessário tomar de uma a duas doses, com intervalo mínimo de 4 semanas entre elas, dependendo do histórico de vacinação. Apesar do recente surto da doença, quem está com a carteirinha em ordem não precisa se vacinar novamente, independentemente da idade.

Em relação à rubéola, é importante que mulheres em idade fértil sejam imunizadas, porque a doença durante a gravidez é mais grave e pode provocar malformações no bebê, como problemas de visão e audição.

Febre Amarela


Antes, era recomendado tomar uma dose da vacina contra Febre Amarela a cada 10 anos. O esquema atual exige uma dose única da vacina, que pode ser administrada em bebês a partir dos 9 meses.

Hepatite B


É recomendada para adultos e adolescentes que nunca tomaram a vacina quando crianças, já que a imunização contra Hepatite B é relativamente nova. São necessárias três doses. A primeira; a segunda, 30 após a primeira; e a terceira, seis meses após a primeira. Na rede particular é possível encontrar a vacina da hepatite A associada à hepatite B.

Varicela (catapora)


Quem não teve catapora na infância deve tomar a vacina, pois a doença costuma ser mais grave em adultos.

Influenza


Existem dois tipos da vacina contra a gripe: a trivalente, disponível na rede pública e na rede particular, que protege contra duas cepas de vírus influenza e uma de vírus B; e a quadrivalente, disponível somente na rede particular, que protege contra duas cepas de vírus A e duas de vírus B. Como a composição sofre alterações, é necessário tomar uma dose única todo ano. Veja mais sobre a vacina da gripe aqui

HPV


Protege contra o papilomavírus humano, doença sexualmente transmissível que provoca verrugas genitais e pode levar ao câncer do colo de útero, vulva, vagina ou ânus, entre outros. Existe a vacina bivalente, que protege contra os tipos de vírus 16 e 18, que causam câncer, e a quadrivalente, que imuniza contra quatro tipos (6, 11, 16 e 18), ou seja, tipos relacionados a câncer e a verrugas genitais. Meninas e mulheres devem receber a imunização a partir dos 9 anos de idade (meninas menores de 15 anos devem receber duas doses e meninas com mais de 15 anos devem receber três doses). Meninos e homens podem ser vacinados entre os 9 e 26 anos de idade, apenas com a forma quadrivalente da vacina (meninos menores de 15 anos devem receber duas doses e meninos com mais de 15 anos devem receber três doses).

3 vacinas que as grávidas devem tomar

Tríplice Bacteriana Adulta


A partir da 20ª semana, no entanto preferencialmente entre 27 e 36 semanas, a gestante que está com a vacina em dia, mas recebeu a última dose da vacina contra o tétano há mais de cinco anos, deve tomar uma dose de reforço, que protege o bebê contra o tétano neonatal, uma infecção causada por uma bactéria que entra no organismo do recém-nascido pelo coto do cordão umbilical e atinge o sistema nervoso, podendo causar a morte da criança. É importante também garantir a imunização contra a coqueluche, doença muito grave em bebês, principalmente para os que têm até 3 meses de vida.

Influenza


Alguns tipos de vírus da gripe, como o H1N1, durante a gravidez e no puerpério podem levar a formas clínicas graves e até a morte. A vacina, em dose única, é segura para a mamãe e para o bebê e pode ser tomada em qualquer fase da gestação.

Hepatite B


Caso a gestante não tenha tomado o esquema completo para a hepatite B, ela deve ser vacinada durante o segundo ou terceiro trimestre, pois existe risco de ela transmitir a doença ao filho durante a gestação ou no momento do parto. Em recém-nascidos, as chances de a hepatite B evoluir para uma hepatite crônica é de 90%, por isso os bebês já recebem a primeira dose da vacina logo
após o nascimento.

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