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Vacina da gripe na gravidez: vale tomar?

A vacina da gripe é segura e deve ser tomada todo ano – inclusive por gestantes – pois os vírus têm uma alta capacidade de mutação

A vacina da gripe evita a doença e possíveis complicações na gravidez

A vacina da gripe evita a doença e possíveis complicações na gravidez

No dia 23 de abril, começou a campanha de 2018 do Ministério da Saúde de vacinação contra o influenza e as mulheres grávidas não só podem como devem tomar a vacina da gripe. Inclusive, as gestantes têm direito à versão gratuita oferecida nos postos de saúde.

A composição da vacina muda todo ano, já que os vírus da gripe têm uma alta capacidade de mutação. Então, mesmo quem tomou no ano passado deve se vacinar novamente. A rede pública disponibiliza a vacina trivalente, contra H1N1, H2N3 e o tipo B Yamagata, já as clínicas particulares oferecem a vacina quadrivalente, que inclui o tipo B Victoria. Os dois tipos podem ser tomadas em qualquer período da gestação – inclusive quem está amamentando pode se imunizar.

Vacina da gripe: Por quê é importante se imunizar?


Como durante a gestação a resposta imunológica do organismo é comprometida, os diversos vírus influenza, principalmente o H1N1 e o H2N3, podem causar complicações sérias como pneumonia e infecções respiratórias que, em situações extremas, podem levar à morte. Ao se vacinar, a mãe protege tanto a si quanto ao bebê, já que os anticorpos produzidos pelo organismo passam para o feto através da placenta.

A vacina da gripe é realmente segura?


Muitas pacientes ficam inseguras – principalmente com a divulgação na mídia sobre os efeitos adversos causados pela vacina. A vacina é composta por vírus inativados, é segura e só é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática em doses anteriores ou para quem tem alergia a ovo de galinha. Podem ocorrer dor, endurecimento e dor no local da injeção nas primeiras 48 horas.

É mito achar que a vacina causa gripe. “Mas a fulana tomou a vacina e ficou de cama!”. O que ocorre é que o sistema imune demora alguns dias para produzir anticorpos e pode ser que a pessoa tenha entrado em contato com o vírus nesse meio tempo. É importante ressaltar que a eficácia da vacina contra o influenza é de 70%, ou seja, não protege 100%.

Vale lembrar que, ao contrário da vacina da gripe, a vacina contra a febre amarela não deve ser administrada durante a gravidez.

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