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Nos últimos anos, houve uma redução na mortalidade pelo câncer de mama nos Estados Unidos e na Europa, fruto de décadas de investimento voltados para o diagnóstico precoce e o acesso ao tratamento adequado. No Brasil, apesar de todos os esforços, o cenário ainda é preocupante: o número de casos da doença no país aumentou 13,4% entre 2009 e 2014 e, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são esperados quase 58 mil novos casos de câncer de mama por ano.

O câncer de mama não tem somente uma causa e ter uma vida saudável é importante para prevenir a doença: 30% dos casos podem ser evitados com bons hábitos alimentares e exercícios físicos. Além de obesidade e sedentarismo, confira outros fatores que aumentam o risco da doença:

O que aumenta o risco de desenvolver câncer de mama

– Sobrepeso após a menopausa;

– Consumo de bebida alcoólica e tabagismo;

– Casos de câncer de mama na família, principalmente antes dos 50 anos ou em homens *;

– História familiar de câncer de ovário*;

– Alteração genética nos genes BRCA1 e BRCA2*;

– Primeira menstruação antes dos 12 anos;

– Não ter tido filhos ou ter engravidado após os 30 anos;

– Não ter amamentado;

– Uso de contraceptivos hormonais com estrogênio-progesterona;

– Ter feito reposição hormonal pós-menopausa por mais de cinco anos;

– Menopausa em idade tardia (após 55 anos)

* A paciente que possui um desses fatores genéticos é considerada com alto risco para desenvolver câncer de mama (mas não significa que certamente terá a doença)

É importante que todas as mulheres estejam com as vacinas em dia. Será que a sua carteira de vacinação está em ordem? Seu ginecologista pode ajudá-la a descobrir!

Mulher tomando vacina

A volta do sarampo, doença que estava extinta no país desde 2016, reacendeu a discussão sobre a importância da vacinação da população. Para entender melhor: o vírus retornou ao país por meio de imigrantes venezuelanos, porém,se as pessoas estivessem vacinadas no Brasil, o vírus não teria se propagado, causando assim o risco de uma nova epidemia da doença.

Doenças contagiosas, como sarampo, rubéola, poliomielite e coqueluche, que inclusive levaram milhares de pessoas à morte no século passado, foram controladas e até erradicadas do país graças à vacinação. Mas, caso as pessoas parem de se vacinar, podem voltar e até se tornar uma epidemia. Ou seja, ao não se vacinar ou não vacinar o seu filho, você coloca a saúde de diversas pessoas em risco e ainda contribui para o retorno de diversas doenças.

O pediatra normalmente controla o calendário de vacinação para recém-nascidos e crianças, mas a imunização não para por aí: o Ministério da Saúde tem um calendário de vacinação específico para adolescentes, adultos, idosos, e ainda para gestantes. As mulheres em idade fértil, por exemplo, devem tomar a vacina contra rubéola, pois se ela contrair a doença durante a gravidez, pode causar até a morte do bebê. Será que você está com a carteira de vacinação em dia? Confira quais imunizações são necessárias a partir da adolescência.

Dupla ou Tríplice Bacteriana Adulta


A Dupla Bacteriana é oferecida pela rede pública de saúde e protege contra difteria e tétano, já a Tríplice Bacteriana é encontrada nas clínicas particulares e, além da difteria e tétano, também protege contra a coqueluche. Deve ser administrada como reforço da dose infantil a cada 10 anos.

Tríplice Viral


Protege contra três doenças infecciosas provocadas por vírus: o sarampo, a caxumba e a rubéola. É necessário tomar de uma a duas doses, com intervalo mínimo de 4 semanas entre elas, dependendo do histórico de vacinação. Apesar do recente surto da doença, quem está com a carteirinha em ordem não precisa se vacinar novamente, independentemente da idade.

Em relação à rubéola, é importante que mulheres em idade fértil sejam imunizadas, porque a doença durante a gravidez é mais grave e pode provocar malformações no bebê, como problemas de visão e audição.

Febre Amarela


Antes, era recomendado tomar uma dose da vacina contra Febre Amarela a cada 10 anos. O esquema atual exige uma dose única da vacina, que pode ser administrada em bebês a partir dos 9 meses.

Hepatite B


É recomendada para adultos e adolescentes que nunca tomaram a vacina quando crianças, já que a imunização contra Hepatite B é relativamente nova. São necessárias três doses. A primeira; a segunda, 30 após a primeira; e a terceira, seis meses após a primeira. Na rede particular é possível encontrar a vacina da hepatite A associada à hepatite B.

Varicela (catapora)


Quem não teve catapora na infância deve tomar a vacina, pois a doença costuma ser mais grave em adultos.

Influenza


Existem dois tipos da vacina contra a gripe: a trivalente, disponível na rede pública e na rede particular, que protege contra duas cepas de vírus influenza e uma de vírus B; e a quadrivalente, disponível somente na rede particular, que protege contra duas cepas de vírus A e duas de vírus B. Como a composição sofre alterações, é necessário tomar uma dose única todo ano. Veja mais sobre a vacina da gripe aqui

HPV


Protege contra o papilomavírus humano, doença sexualmente transmissível que provoca verrugas genitais e pode levar ao câncer do colo de útero, vulva, vagina ou ânus, entre outros. Existe a vacina bivalente, que protege contra os tipos de vírus 16 e 18, que causam câncer, e a quadrivalente, que imuniza contra quatro tipos (6, 11, 16 e 18), ou seja, tipos relacionados a câncer e a verrugas genitais. Meninas e mulheres devem receber a imunização a partir dos 9 anos de idade (meninas menores de 15 anos devem receber duas doses e meninas com mais de 15 anos devem receber três doses). Meninos e homens podem ser vacinados entre os 9 e 26 anos de idade, apenas com a forma quadrivalente da vacina (meninos menores de 15 anos devem receber duas doses e meninos com mais de 15 anos devem receber três doses).

3 vacinas que as grávidas devem tomar

Tríplice Bacteriana Adulta


A partir da 20ª semana, no entanto preferencialmente entre 27 e 36 semanas, a gestante que está com a vacina em dia, mas recebeu a última dose da vacina contra o tétano há mais de cinco anos, deve tomar uma dose de reforço, que protege o bebê contra o tétano neonatal, uma infecção causada por uma bactéria que entra no organismo do recém-nascido pelo coto do cordão umbilical e atinge o sistema nervoso, podendo causar a morte da criança. É importante também garantir a imunização contra a coqueluche, doença muito grave em bebês, principalmente para os que têm até 3 meses de vida.

Influenza


Alguns tipos de vírus da gripe, como o H1N1, durante a gravidez e no puerpério podem levar a formas clínicas graves e até a morte. A vacina, em dose única, é segura para a mamãe e para o bebê e pode ser tomada em qualquer fase da gestação.

Hepatite B


Caso a gestante não tenha tomado o esquema completo para a hepatite B, ela deve ser vacinada durante o segundo ou terceiro trimestre, pois existe risco de ela transmitir a doença ao filho durante a gestação ou no momento do parto. Em recém-nascidos, as chances de a hepatite B evoluir para uma hepatite crônica é de 90%, por isso os bebês já recebem a primeira dose da vacina logo
após o nascimento.

Muitas mulheres descobrem que estão com HPV na gravidez. A realização ou não de tratamento durante a gestação depende do tipo, da localização e do tamanho da lesão

HPV na gravidez - gestante com as mãos na barriga

Durante o pré-natal, o obstetra pede diversos exames para a futura mamãe, entre eles o Papanicolau, um teste que rastreia lesões pré-cancerosas ou cancerosas no colo do útero. O Ministério da Saúde recomenda que mulheres que já tiveram ou têm atividade sexual façam o teste a partir dos 25 anos. Os dois primeiros exames devem ser realizados com o intervalo de 1 ano entre eles. Se o resultado for negativo, os próximos rastreamentos podem ser feitos a cada três anos.

Porém, apesar da recomendação de fazer o exame preventivo rotineiramente, muitas mulheres acabam fazendo o exame pela primeira vez ou após muito tempo durante a gravidez. E algumas descobrem ter HPV (papilomavírus humano), vírus responsável por 70% dos casos de câncer de útero. Vale ressaltar que existem mais de 100 tipos de vírus diferentes e que esses agentes infecciosos são divididos em HPV de alto e de baixo risco. Os de alto risco são os subtipos de propiciam as lesões cancerígenas. Já os de baixo risco favorecem o aparecimento de verrugas benignas, os chamados condilomas.

Na maioria das vezes, o próprio organismo combate o vírus, impedindo sua manifestação e evolução. No entanto, a menor resistência imunológica e as alterações hormonais que ocorrem durante a gravidez podem favorecer o desenvolvimento de lesões, principalmente no primeiro e no segundo trimestre.

HPV na gravidez: quais os riscos?

Estou grávida e com HPV, e agora? Você não está sozinha: pesquisas sugerem que aproximadamente 33% das gestantes no Brasil têm o vírus do HPV. Caso o Papanicolau indique uma lesão, a colposcopia deverá ser realizada. No exame, o médico utiliza um microscópio grande (colposcópio) para identificar áreas anormais. A biópsia pode ser necessária, caso suspeite a existência de lesões pré-cancerígenas ou cancerígenas. Mas fique tranquila! O exame é seguro e pode ser realizado em qualquer momento da gestação.

A boa notícia é que estudos mostram que o vírus não prejudica o desenvolvimento nem a saúde do bebê, pois ele não é transmitido pelo sangue nem consegue penetrar o líquido amniótico. Mas na hora do parto, o HPV pode ser um problema, caso a gestante tenha lesões ativas, pois podem obstruir o canal de parto. Algumas pesquisas também sugerem que o bebê pode ser contaminado durante o parto – no entanto, é raro ocorrer a contaminação e geralmente o bebê elimina o vírus espontaneamente e não manifesta a doença.

Tratamentos do HPV na gravidez

A realização ou não de tratamento durante a gestação depende do tipo, da localização e do tamanho da lesão. No pós-parto, dependendo da extensão e do grau, as lesões podem regredir e até desaparecer. Inclusive, pesquisas mostram que entre 25 a 70% dos casos de NIC não tratados durante a gravidez regridem espontaneamente. Mesmo assim, é essencial o acompanhamento médico para decidir qual a melhor terapia.

Parto normal ou cesárea?

De acordo com a FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), a presença de NIC (neoplasia-epitelial cervical) ou LIE (lesão intraepitelial escamosa), independentemente do grau, não é uma contraindicação para o parto normal. No entanto, o obstetra deve avaliar individualmente o caso, priorizando sempre o desejo materno e a saúde do binômio mãe e filho.

Veja mais sobre HPV e parto normal aqui).

É papel do obstetra explicar os benefícios do leite materno para o bebê e incentivar a mamãe a amamentar, se possível, imediatamente após o parto, na chamada hora de ouro

Hora de ouro mãe amamenta após parto

Hora de ouro: amamentar após o parto traz benefícios para a mãe e para o bebê. Converse com o seu obstetra!

Durante os nove meses de gestação, as futuras mamães pensam os detalhes do enxoval e do quartinho do bebê. Durante as consultas do pré-natal, discutem com o obstetra as possibilidades para o parto: normal ou cesárea, com anestesia ou sem, com ou sem epísio… No entanto, são poucas as pacientes que abordam o tema amamentação antes do nascimento do bebê.

É papel do profissional explicar os benefícios do leite materno para o bebê e incentivar a mamãe a amamentar, se possível, imediatamente após o parto. O exame das mamas durante a gravidez também é essencial para identificar a anatomia do mamilo para que o bebê tenha uma pega adequada e diminuir o risco de desenvolver fissuras e até mastite, que pode levar a um desmame precoce. O médico também deve investigar se existe alguma alteração nas glândulas mamárias ou nódulos.

Qual o seu tipo de mamilo?

Até ficar grávida, talvez você nunca tinha reparado como são os seus mamilos. Cerca de 90% das mulheres possuem o mamilo chamado normal ou protuso. Esse formato facilita a amamentação, pois o bico fica proeminente em relação à aréola, o que facilita a pega do bebê.

No entanto, algumas mulheres têm o chamado mamilo plano, que não se sobressai da aréola e pode causar alguma dificuldade para a mulher. No entanto, alguns acessórios como conchas preparatórios e algumas técnicas ajudam a formar o mamilo.

Outras mamães têm o mamilo invertido, ou seja, voltado para dentro, como o umbigo. Esse tipo também pode atrapalhar a amamentação, mas não é um limitador desde que a mãe aprenda a fazer a pega corretamente.

O importante é, a partir do sexto ou sétimo mês, conhecer o bico, pois o obstetra pode sugerir exercícios ou uso de algum acessório, como conchas preparatórias e corretores de mamilo, para facilitar que o bico se forme.

Lembrando que as próprias mudanças hormonais que ocorrem durante a gravidez já preparam os seios para a amamentação. Os mamilos ficam mais espessos, escuros e protuberantes.

A hora de ouro da amamentação

A amamentação na primeira hora de vida, a chamada Golden hour (“hora de ouro”), é recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde e pode reduzir em até 22% a mortalidade neonatal. O reflexo de sucção do bebê é mais ativo após o nascimento e o colostro que sai dos seios da mãe, apesar de ser um líquido quase transparente e em pouca quantidade, é conhecido como a “primeira vacina” por proporcionar anticorpos e nutrientes essenciais, capazes de proteger o bebê de diversas doenças e infecções.

Apesar das recomendações, é importante que você reforce com o obstetra o desejo de amamentar ainda na sala de parto, antes mesmo dos primeiros cuidados – claro, se a mãe e o recém-nascido estiverem em boas condições de saúde.

Mais:

Semana Mundial do Aleitamento Materno 2018 “Amamentar é a base da vida”

Amamentar é amor. E também é persistência e dedicação

Orientações do Ministério da Saúde sobre amamentação

A Semana Mundial do Aleitamento Materno 2018 visa reforçar os benefícios da amamentação para a saúde e o desenvolvimento dos bebês

Sheron Amamentação Semana Mundial do Aleitamento Materno

Divulgação / Ministério da Saúde

“A amamentação é a base da vida”. Este é o tema da Semana Mundial do Aleitamento Materno de 2018, que vai do dia 1º até o dia 7 de agosto. O objetivo é reforçar os benefícios do leite materno para a saúde dos bebês, como a prevenção de doenças como casos de diarreia, infecções respiratórias, diabetes e obesidade, reduzindo em 13% a mortalidade de crianças menores de 5 anos.

Neste ano, a campanha conta com a participação da atriz Sheron Menezzes, que amamentou exclusivamente por seis meses o pequeno Benjamin, de 9 meses, e pretende continuar o aleitamento até os dois anos ou mais junto com a introdução alimentar, como recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O leite materno é um alimento completo. Até os seis meses, o bebê não precisa de mais nada além dele – água, suco, chá ou complemento – para se desenvolver. Está sempre pronto, limpo e quentinho. É mais econômico também! Em 2004, estima-se que o gasto mensal com a fórmula infantil variou de 38% a 133% do salário-mínimo, dependendo da marca. Isso sem contar mamadeiras e acessórios.

Infelizmente, apesar dos avanços nos últimos anos, o Brasil ainda não alcançou as metas recomendadas pela OMS. Apenas 39% das crianças são amamentadas com o leite da mãe nos primeiros 5 meses de vida, de acordo com uma pesquisa realizada pela OMS em 2017.

A falta de apoio – do pai do bebê, da família e dos profissionais da saúde – é um fator que interfere diretamente no êxito da prática. A amamentação acaba sendo um ato solitário da mãe, que muitas vezes por falta de incentivo, orientação e ajuda acaba abrindo mão do aleitamento materno.

Amamentação é assunto para o papai, sim!


O pai ou companheiro pode participar de diversas maneiras no cuidado do bebê – vale dar banho, trocar fralda, colocar para dormir e também para arrotar. É essencial estar ao lado e cuidar da mãe – sim, a mãe também precisa de muitos cuidados no puerpério.

Fique de olho na alimentação e na ingestão de água. A mulher que amamenta precisa beber pelo menos 3 litros de líquidos por dia para dar conta da produção de leite! Um ambiente estressante também pode atrapalhar a produção, então é importante que os moradores da casa procurem manter a paz no ambiente.

Amamentação e o apoio da família e dos amigos


Não dar palpites leigos! Eis o primeiro mandamento que todos que cercam uma mãe deveriam seguir. “Mas eu dei fórmula e fulano está forte e saudável”, “O bebê está chorando porque está com fome. Seu leite não é suficiente”, ou “Dá uma mamadeira a noite e você vai ver como o bebê vai dormir a noite inteirinha”. Se você é mãe, provavelmente já ouviu alguma dessas frases. Se ainda não é, se prepare para ouvir. É importante filtrar os comentários leigos e seguir as orientações dos profissionais de saúde, como o pediatra.

Já o segundo mandamento deveria ser “ajudar a mãe que amamenta”. É extremamente importante que a família e os amigos apoiem a mãe para que ela consiga amamentar de uma forma tranquila. Não dar palpites já contribui. Mas que tal ajudar nos afazeres domésticos ou mesmo dar suporte emocional? É preciso ouvir a mãe que amamenta incentivá-la e fazer com que ela se sinta segura.

O preparo para a amamentação começa no pré-natal


O obstetra que acompanha a gestante durante os nove meses tem um papel essencial. É ele quem irá informa sobre a amamentação na primeira hora de vida do bebê, a chamada hora de ouro, e também fará o diagnóstico das mamas e do tipo de bico da futura mamãe.

Amamentar não é fácil e muitas mamães podem enfrentar dificuldades nos primeiros dias. As enfermeiras da maternidade e consultoras em aleitamento materno podem ajustar a pega do bebê e dar a assistência necessária até que a amamentação fique prazerosa tanto para a mãe como para o bebê. Com paciência, persistência e a ajuda correta, a amamentação na grande maioria das vezes dá certo, acredite!

Após a alta hospitalar, o papel do pediatra dá continuidade ao do obstetra. Ele normalmente é o profissional de saúde mais próximo nos primeiros tumultuados meses do bebê. Além de acompanhar o ganho de peso do bebê mensalmente, também pode avaliar a pega do bebê se perceber que a amamentação não está indo como esperado. Lembre-se: a mãe que não produz leite suficiente é exceção.

A insegurança em relação à amamentação é natural, por isso é importante que as mamães recebam informações corretas e contem com todo o apoio possível para que o binômio mãe e filho aproveitem todos os benefícios do aleitamento materno.

Confira aqui a campanha da Semana Mundial do Aleitamento Materno de 2018.

Mais: Laserterapia para tratar fissuras na amamentação

Entenda a diferença entre a FIV (fertilização in vitro) e a Inseminação artificial e quando cada método é indicado para o casal que deseja engravidar

FIV Fertilização in Vitro

Quando o casal tem relações desprotegidas durante um ano e não consegue engravidar, é necessário procurar a ajuda de um médico especialista em reprodução humana para avaliação adequada (veja mais informações aqui ) Atualmente, há diversos tratamentos que podem ser realizados por casais que não conseguem engravidar naturalmente. A fertilização in vitro (FIV) e a inseminação artificial são os tratamentos mais conhecidos – inclusive, muitas pessoas confundem os dois métodos.

Reprodução assistida: FIV e inseminação artificial

Tanto a inseminação artificial como a FIV são procedimentos realizados com acompanhamento de um médico especialista em Reprodução Humana. Um dos principais desafios da reprodução assistida é encontrar as causas da infertilidade do casal para, então, individualizar o tratamento para que alcançar o sonho da maternidade. Muitas vezes, o casal já chega com a ideia de fazer uma técnica específica, porém somente um profissional, após uma minuciosa avaliação, consegue individualizar o tratamento para aumentar a probabilidade de ocorrer uma gravidez.

Inseminação artificial

A inseminação artificial ou intrauterina é considerada uma técnica de baixa complexidade, e, consequentemente, tem um custo mais baixo, comparando com a FIV. O médico acompanha o ciclo menstrual com ultrassons transvaginais seriados e, durante o período ovulatório, o sêmen é depositado diretamente na cavidade uterina para ser fecundado naturalmente na tuba uterina. Ou seja, o tratamento diminui o caminho percorrido pelo espermatozoide até o óvulo. A inseminação pode ser realizada no ciclo natural da paciente, porém também é possível utilizar baixas doses de medicamentos para estimular a ovulação.

O sêmen é coletado no laboratório e é processado para concentrar o maior número de espermatozoides móveis e normais morfologicamente em um pequeno volume de material. É possível utilizar o sêmen do próprio parceiro ou de doador, no caso de produção independente ou para casais homoafetivos.

É um método indicado para casais com infertilidade sem causa aparente e também quando o homem possui alterações leves no sêmen, porém com qualidade adequada após o processamento seminal. Em relação aos fatores femininos, é recomendado em casos em que a mulher não ovula adequadamente, tem disfunções cervicais que impedem a subida dos espermatozoides ou tem endometriose leve ou moderada com pelo menos uma trompa não obstruída.

Fertilização in vitro (FIV)

Já a FIV, conhecida popularmente como “bebê de proveta”, é um tratamento mais complexo que necessita um maior acompanhamento médico e estrutura laboratorial. Inicialmente, a paciente é submetida à estimulação ovariana, com a utilização de hormônios que promoverão o recrutamento e amadurecimento de um maior número de óvulos, em comparação a um ciclo menstrual natural que normalmente produz um único óvulo. O acompanhamento médico, com ultrassons transvaginais e exames de sangue para dosagens hormonais, são essenciais para controlar a estimulação e definir o melhor dia para a captação dos óvulos.

Com a paciente sob leve sedação, os óvulos são retirados do ovário através de uma punção com agulha acoplada ao ultrassom transvaginal. No mesmo dia, o sêmen do parceiro é coletado e os melhores espermatozoides são selecionados. Os óvulos são colocados em um meio de cultivo especial e, depois de 2 a 4 horas, estarão prontos para receber os espermatozoides – de 50 a 100 mil por óvulo coletado! – para que ocorra a fertilização.

Após 3 a 5 dias, o embrião é transferido para o útero, que foi paralelamente preparado para aceitar o embrião. O número de embriões que serão transferidos para cada mulher depende da qualidade dos embriões formados, da idade da mulher e do desejo do casal. Caso haja um excesso de embriões, eles podem ser criopreservados e transferidos futuramente. Atualmente, é possível transferir apenas um embrião com taxas semelhantes de sucesso e especialistas em Reprodução Humana do mundo todo tentam diminuir o número de gestações múltiplas.

A fertilização in vitro é mais eficaz do que a inseminação e é indicada quando a mulher apresenta alterações e obstruções nas trompas, em casos de endometriose, baixa reserva ovariana ou idade avançada. Em relação aos fatores masculinos, é recomendada quando o homem apresenta baixa concentração ou motilidade dos espermatozoides.

Taxas de sucesso

O sucesso de um procedimento depende de diversas variáveis, como a idade do óvulo. As chances de uma gravidez natural são de 15%. Na inseminação, as chances de sucesso são de 25% a 30% e, na FIV, de 40% a 45%.

A pílula do dia seguinte evita uma gravidez indesejada, porém é um contraceptivo de emergência e deve ser utilizado somente em ÚLTIMO caso!

mulher segura pílula do dia seguinte

Após um “acidente de percurso” na relação sexual, logo surge a solução: tomar a conhecida pílula do dia seguinte. O método é realmente eficaz para evitar uma gravidez indesejada, porém é um contraceptivo de emergência, ou seja, deve ser utilizado somente em último caso. Quando, por exemplo, a camisinha estoura no momento da ejaculação, ou quando a mulher se lembra que não tomou a pílula anticoncepcional nos últimos três dias. Em casos de estupro, também pode ser utilizada.

O recomendado é tomar a pílula do dia seguinte logo após a relação sexual, não ultrapassando 72 horas (3 dias), pois sua eficácia diminui com o passar do tempo. Nas primeiras 24 horas, a eficácia do método pode chegar a 98%. O medicamento, dependendo da marca e da formulação, é vendido em dose única ou em dois comprimidos – se for em dois, a mulher pode tomar uma cápsula e esperar 12 horas para tomar a outra, ou tomar as duas de uma vez só. Estima-se que o medicamento já começa sua ação após uma hora da ingestão.

O mecanismo de ação da pílula de emergência pode variar dependendo da fase do ciclo menstrual: pode inibir ou atrasar a ovulação, dificultar a entrada do espermatozoide e a fecundação do óvulo ou atrapalhar a passagem do óvulo na tuba uterina. Importante: após a implantação no útero, o medicamento não impedirá a evolução da gestação. Inclusive, o método não causa aborto ou má formação no feto, caso ocorra a gravidez.

Após tomar a pílula do dia seguinte, espere vir a menstruação (algumas mulheres menstruam em até sete dias; outras, na data prevista) para iniciar uma nova cartela da pílula anticoncepcional. O método emergencial não tem efeito cumulativo, então até a menstruação descer, não faça sexo desprotegido. Use camisinha.

Pílula do dia seguinte: posso usar sempre que transar?

Não. O contraceptivo de emergência é menos eficaz que os métodos contraceptivos regulares, então não deve ser usado com frequência. Inclusive, como tem uma concentração elevada de hormônio, é inapropriado para uso regular. Para você ter uma ideia, a pílula do dia seguinte equivale à cerca de meia cartela daquela que se toma todo dia. Uma bomba hormonal em dose única, certo? Não utilizar frequentemente é uma questão de cuidado com a sua saúde e com o seu próprio corpo! O ideal é consultar um ginecologista e encontrar o melhor método para justamente não precisar da pílula do dia seguinte.

A pílula do dia seguinte tem efeitos colaterais. Além de desregular o ciclo menstrual, pode provocar enjoo e vômito – inclusive, se isso acontecer nas primeiras três ou quatro horas após a ingestão, é necessário repetir a dose. Outros sintomas comuns são dor de cabeça, desconforto nas mamas e vertigem.

Estudos mostram que o método hormonal também pode aumentar o risco de uma gravidez ectópica, ou seja, fora do útero. Como diminui o movimento natural das trompas (lugar onde acontece a fecundação do óvulo com o espermatozoide), o óvulo fecundado pode não alcançar a cavidade uterina e se implantar ali mesmo ao invés do útero. A gravidez ectópica tubária é uma situação de emergência médica, já que a tuba pode se romper, causando uma hemorragia.

Amamentação X pílula do dia seguinte

Como você já sabe, a amamentação não evita em 100% uma futura gravidez e a mamãe que não deseja engravidar na sequência deve utilizar um método contraceptivo, como o DIU hormonal ou de cobre. No entanto, muitas mulheres ainda apostam na amamentação como método contraceptivo e ficam inseguras após a relação sexual. A pílula do dia seguinte não é indicada durante as primeiras seis semanas após o parto, pois o hormônio passa para o leite humano. Após o período, é importante conversar com o seu médico para avaliar os benefícios.

Contraindicações da pílula emergencial

É importante conversar com o seu ginecologista antes de utilizar o medicamento. De forma geral, as contraindicações são as mesmas dos anticoncepcionais comuns: mulheres com risco de tromboembolismo venoso e com insuficiência hepática, por exemplo, não devem tomar o medicamento. E vale reforçar: é um método emergencial, que evita uma gravidez indesejada, mas não protege contra as DSTs. Então, use-o com moderação!

Antes, o bebê é considerado prematuro e, caso passe por uma cesárea eletiva, tem três vezes mais risco de ir para a UTI Neonatal

Bebê recém-nascido cesárea

Durante as consultas, sempre busco ressaltar os benefícios do parto normal para a futura mamãe. É muito comum as pacientes já chegarem trazendo o próprio desejo para o momento da chegada do bebê, porém é meu papel, como obstetra, informar a gestante durante o pré-natal sobre os benefícios e riscos das vias de parto durante o pré-natal com o obstetra.

No entanto, o desejo materno também precisa ser respeitado e a gestante pode, sim, optar por uma cesariana. Porém, vale ressaltar que há 2 anos, o Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou que a cesárea eletiva só pode ser agendada após a 39ª semana de que gestação. Antes, o procedimento podia ser marcado a partir da 37ª semana de gestação, quando o recém-nascido deixava de ser considerado pré-maturo.

De acordo com estudos do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG), bebês com 37 e 38 semanas ainda são imaturos e têm maior possibilidade de apresentar problemas respiratórios, como a síndrome do desconforto respiratório, e também dificuldades para manter a temperatura corporal e para mamar. Mais: os bebês com idade gestacional inferior a 39 semanas apresentam três vezes mais risco de irem para UTI Neonatal. Então, o melhor é esperar completar no mínimo 39 semanas até que o parto cesariano se torne mais seguro.

Cesárea: exceções à regra

Diante de algumas intercorrências médicas, a cesárea antecipada ainda é a melhor solução para garantir o bem-estar do binômio mãe-filho. Por exemplo, em caso de pré-eclâmpsia, que provoca um aumento significativo na pressão arterial e pode causar a morte para a mãe e para o bebê.
Se a mulher entrar em trabalho de parto antes das 39 semanas e mantiver a decisão de parto cesárea, o procedimento também poderá ser realizado.

Confira aqui as recomendações do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas e aqui a Resolução do Conselho Federal de Medicina.

O útero retrovertido, condição que afeta aproximadamente 20% das mulheres, está frequentemente associado à infertilidade

Útero feminino

Algumas mulheres apresentam o útero retrovertido desde o nascimento

Muitas mulheres, ao fazer um ultrassom transvaginal de rotina, descobrem que têm o útero retrovertido (ou reverso). Ou seja, em vez do órgão estar inclinado para frente sobre a bexiga, está projetado para trás do corpo, na direção da coluna vertebral e do intestino. E as portadoras deste quadro, que não é considerado doença, já pensam “será que vou conseguir engravidar normalmente?”

Útero retrovertido X infertilidade

É um mito pensar que o útero retrovertido atrapalha uma gravidez natural nem o seu desenvolvimento – inclusive não impede que a mulher tenha um parto normal! Apesar de não haver estudos conclusivos, o útero retrovertido é frequentemente associado a uma incidência maior de endometriose (link para post sobre endometriose) – doença que pode causar infertilidade. Apesar da relação entre a posição do útero e o surgimento da endometriose não ser cientificamente comprovada, quando a mulher com útero retrovertido tem a doença, ela tende a ser mais profunda e atingir a região reto-vaginal.

Tem tratamento para o útero retrovertido?

Determinar a posição do útero é importante para alguns tratamentos, por exemplo colocar o DIU ou na fecundação in vitro, quando o médico vai inserir os embriões. No entanto, como dito anteriormente, a condição não é considerada uma doença. Inclusive, vale ressaltar que o útero não é um órgão fixo, por isso é até normal que se mova em algumas circunstâncias, como durante a gravidez ou pela presença e mioma ou focos de endometriose.

Não existe um protocolo único para o tratamento da retroversão uterina e as medias variam conforme as particularidades de cada caso. A alteração no posicionamento o útero é normalmente assintomática, mas algumas mulheres podem sentir desconfortos, principalmente intestinais ou durante as relações sexuais (dispareunia). Em situações específicas, uma cirurgia pode ser indicada para reposicionar o útero e corrigir o problema.

A vacina da gripe evita a doença e possíveis complicações na gravidez

A vacina da gripe evita a doença e possíveis complicações na gravidez

No dia 23 de abril, começou a campanha de 2018 do Ministério da Saúde de vacinação contra o influenza e as mulheres grávidas não só podem como devem tomar a vacina da gripe. Inclusive, as gestantes têm direito à versão gratuita oferecida nos postos de saúde.

A composição da vacina muda todo ano, já que os vírus da gripe têm uma alta capacidade de mutação. Então, mesmo quem tomou no ano passado deve se vacinar novamente. A rede pública disponibiliza a vacina trivalente, contra H1N1, H2N3 e o tipo B Yamagata, já as clínicas particulares oferecem a vacina quadrivalente, que inclui o tipo B Victoria. Os dois tipos podem ser tomadas em qualquer período da gestação – inclusive quem está amamentando pode se imunizar.

Vacina da gripe: Por quê é importante se imunizar?


Como durante a gestação a resposta imunológica do organismo é comprometida, os diversos vírus influenza, principalmente o H1N1 e o H2N3, podem causar complicações sérias como pneumonia e infecções respiratórias que, em situações extremas, podem levar à morte. Ao se vacinar, a mãe protege tanto a si quanto ao bebê, já que os anticorpos produzidos pelo organismo passam para o feto através da placenta.

A vacina da gripe é realmente segura?


Muitas pacientes ficam inseguras – principalmente com a divulgação na mídia sobre os efeitos adversos causados pela vacina. A vacina é composta por vírus inativados, é segura e só é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática em doses anteriores ou para quem tem alergia a ovo de galinha. Podem ocorrer dor, endurecimento e dor no local da injeção nas primeiras 48 horas.

É mito achar que a vacina causa gripe. “Mas a fulana tomou a vacina e ficou de cama!”. O que ocorre é que o sistema imune demora alguns dias para produzir anticorpos e pode ser que a pessoa tenha entrado em contato com o vírus nesse meio tempo. É importante ressaltar que a eficácia da vacina contra o influenza é de 70%, ou seja, não protege 100%.

Vale lembrar que, ao contrário da vacina da gripe, a vacina contra a febre amarela não deve ser administrada durante a gravidez.

Laserterapia: consultoras de amamentação já utilizam o método na casa da mamãe

Laserterapia: consultoras de amamentação já utilizam o método na casa da mamãe

Após o parto, a amamentação é o momento mais esperado pela mãe. E não é à toa! Além de todos os benefícios nutricionais e motores, o aleitamento materno ajuda a criar e fortalecer o vínculo entre mãe e filho. No entanto, o início na maioria das vezes não é fácil e algumas mulheres podem apresentar dor, sangramento e fissuras, já que os seios são muito sensíveis.

A correção na pega do bebê e o uso de pomada à base de lanolina e de placas de hidrogel normalmente contornam o problema. Mas, muitas vezes, a cicatrização pode demorar a ocorrer por causa do trauma repetido da sucção do bebê – o mamilo danificado também acaba ficando propenso a infecções bacterianas e fúngicas que podem até obstruir os ductos mamários e causar mastite.

Laserterapia: terapia com laser de baixa frequência

A laserterapia é uma solução cada vez mais utilizada para as fissuras mamárias. “A terapia com laser de baixa potência é uma alternativa que acelera a cicatrização das feridas. A maioria das mães relatam alívio da dor e nas fissuras em apenas uma sessão”, diz a enfermeira obstetra e consultora em amamentação Renata Sanches. O tratamento também é benéfico na desobstrução dos ductos mamários e no processo da cicatrização das mamas com mastite.

A aplicação do laser é rápida, indolor e pode ser realizada até o alívio dos sintomas. “Em média, são necessárias de quatro a oito sessões. Quanto antes iniciar o tratamento, melhor a resposta. A luz do laser auxilia a ‘calejar’ o mamilo, aumentando a resistência da pele”, explica Renata.

Lembre-se: O leite materno é um alimento completo e essencial para a formação do sistema imunológico da criança, protegendo contra alguns tipos de alergia e também de problemas futuros como obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares. Mas será que o meu leite é fraco? Será que tenho leite o suficiente? Abordamos essas outras questões que atormentam as mamães neste outro post!

Congelamento de óvulos

Trinta e poucos anos? Está na hora de pensar em congelar os óvulos!

Adiar a maternidade é uma escolha cada vez mais frequente. Mas é preciso estar atenta, pois a fertilidade tem uma queda natural com o passar dos anos. Diferentemente dos homens que têm uma fábrica ativa e permanente de espermatozóides, as mulheres já nascem com o estoque de óvulos para toda sua vida fértil. Com o passar dos anos, além da diminuição do número de óvulos, também acontece uma perda na sua qualidade, o que aumenta as chances de malformações e abortos. Daí a importância de conversar com um médico especialista em reprodução humana sobre técnicas para preservar a ferilidade, como o congelamento de óvulos.

Hormônio Anti-Mulleriano

Por meio de um exame de sangue é possível avaliar a dosagem do hormônio Anti-Mulleriano (AMH) produzido pelas células ovarianas, estimando a qualidade dos óvulos e a longevidade reprodutiva. Também é utilizado para o cálculo da dose de medicações utilizadas para a indução da ovulação.

A mulher tem a maior quantidade de óvulos antes mesmo de seu nascimento – cerca de 7 milhões. Ao nascer, esse número já cai para 2 milhões e a diminuição continua com o passar dos anos. Na primeira menstruação, restam aproximadamente 500 mil óvulos e cada ciclo menstrual consome, em média, 1.000 óvulos para que apenas um fique maduro – o folículo dominante. A reserva ovariana tem sua queda acelerada após os 35 anos e, aos 38 anos, a mulher tem apenas 25 mil óvulos. Aos 50 anos, a reserva ovariana é praticamente zero. Ou seja, se você tem mais de 35 anos e pretende engravidar, a situação pode começar a ficar complicada.

Quando congelar os óvulos é a melhor opção

O congelamento de óvulos pode ser uma opção para as mulheres que desejam postergar a maternidade e o ideal é que o procedimento seja feito até os 35 anos. O principal método utilizado atualmente é a vitrificação – com a técnica, o óvulo atinge a temperatura do congelamento em poucos segundos, sem a formação de cristais de gelo no interior de suas células.

Como é o procedimento?

Logo após a menstruação, a paciente é submetida a uma série de injeções diárias de hormônio para promover o crescimento dos folículos, que é acompanhado por ultrassom. Quando atingem o tamanho esperado, do 10o ao 12o dia, a paciente utiliza uma outra injeção para amadurecer os óvulos. Após 36 horas, a aspiração dos folículos é feita em uma clínica especializada em reprodução humana, em ambiente cirúrgico e com sedação. A punção é feita pelo canal vaginal e guiada por ultrassom. Os óvulos são capturados um a um e encaminhados para o laboratório, que avaliará a viabilidade de congelamento. O procedimento é rápido e, por conta da anestesia, costuma ser indolor. No pós-operatório, a paciente pode sentir uma cólica leve. Com a vitrificação, os óvulos mantêm as características e não envelhecem mais. Não existe um tempo limite de “validade”, mas na prática os óvulos ficam congelados por até 10 anos, a as taxas de sobrevivência ao descongelamento é de cerca de 95%.

O SUS não disponibiliza o tratamento e os planos de saúde não oferecem cobertura. Os valores variam de clínica para clínica, mas é importante se planejar para três gastos. Primeiro, a estimulação e a vitrificação. Depois, o tempo em que ficarão congelados – as clínicas costumam cobrar uma taxa anual de manutenção. Depois, ainda há gastos com o descongelamento, a formação do embrião e a fertilização.

Gravidez futura após congelar os óvulos

Depois de descongelado, o óvulo se torna igual ao óvulo fresco, porém é importante ressaltar que o congelamento não garante a gravidez, já que outros fatores envolvem a fertilização e a implementação no útero.

Endometriose

Nesta semana, a atriz e diretora americana Lena Dunham ganhou as manchetes ao revelar que passou por uma histerectomia total, uma operação que remove o útero, aos 31 anos, para se livrar dos sintomas da endometriose – procedimento que, entre outras consequências, a impedirá de engravidar futuramente.

Só quem vive com a doença sabe os desconfortos que ela causa, como cólicas muito fortes durante a menstruação, dor durante as relações sexuais, infertilidade, entre outros sintomas que podem levar até à depressão.

O que é a endometriose?

A endometriose é causada por um crescimento anormal das células do endométrio, membrana que reveste o interior do útero, para fora do órgão, como nas trompas, no ovário e até mesmo no intestino e na bexiga. Infelizmente, não existe cura ainda para a doença, apenas tratamentos e cirurgias para aliviar os sintomas e controlar sua progressão.

Tirar o útero cura a endometriose?

Mas afinal, apesar de radical, a histerectomia é a cura para a endometriose? Em um primeiro momento, pode-se pensar que removendo o útero a mulher pararia de menstruar e, consequentemente, as células do endométrio não migraria para os outros órgãos, resolvendo o problema.

No entanto, na maioria das vezes a doença não acomete somente o útero, mas toda a cavidade pélvica, e se a paciente apresentar outros focos de endometriose em outras regiões, as lesões continuam ou podem reaparecer mesmo sem a presença do útero, já que os ovários continuam a produzir o estrogênio, hormônio que estimula a proliferação do tecido endometrial.

A histerectomia deve ser utilizada como um último recurso e não deve ser feita de forma rotineira para o tratamento da endometriose, tanto pelas consequências como pelo risco de não resolver o problema. E lembre-se: cada caso precisa ser sempre avaliado individualmente por um especialista!

Fonte: Jannoon028 - Freepik.com

Fonte: Jannoon028 – Freepik.com

Na última segunda (8), a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo informou que desde janeiro de 2017 foram confirmados 29 casos de febre amarela no estado, sendo que 13 pessoas morreram com a doença. O governo, então, decidiu ampliar a partir de fevereiro a vacinação para todo o estado e imunizar crianças a partir dos 9 meses até idosos com 60 anos. No entanto, a vacina contra a febre amarela tem algumas contraindicações – principalmente para quem está grávida ou acabou de ter bebê. Confira!

As gestantes podem tomar a vacina contra febre amarela?

Não, a vacina não deve ser tomada durante a gestação por ser composta de microrganismos vivos atenuados em laboratório.

Quem está tentando engravidar deve tomar a vacina contra febre amarela?

É importante certificar-se antes de que você ainda não engravidou e aguardar pelo menos 30 dias após a vacina para engravidar.

Devo tomar a vacina contra febre amarela antes de engravidar?

A vacina contra a febre amarela tem validade de 10 anos. Se você nunca foi imunizada ou não se lembra quando tomou e mora próximo a alguma área de risco, pode se vacinar antes de começar as tentativas para engravidar.

E quem está amamentando?

A vacina é contraindicada para mulheres que estejam amamentando bebês menores de 6 meses. Se a mamãe mora em uma região de risco, uma dose pode ser administrada e o aleitamento materno deve suspenso por 10 dias.

Como as grávidas devem se proteger contra a febre amarela?

A febre amarela é transmitida pela picada de mosquitos (Aedes aegypti, Haemagogus e Sabethes), então a gestante deve usar repelentes e proteger as pernas e os braços com blusas de mangas longas e calças, além de colocar telas nas janelas. Se a futura mamãe mora numa área de alto risco, é importante ela conversar com o médico para avaliar o custo-benefício de ser imunizada com a vacina.

Outubro começou e o rosa tomou conta das cidades do mundo – até o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, ganhou iluminação nova durante este mês. O objetivo é ressaltar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama.

O movimento Outubro Rosa começou em 1990, quando a Fundação Susan G. Komen for the Cure realizou a Corrida pela Cura e distribuiu laços rosas aos participantes para conscientizar a população sobre a importância da prevenção contra o câncer de mama. Em pouco tempo, outras cidades começaram a fazer ações isoladas e distribuíam os laços em locais públicos e eventos até que o Congresso Americano instituiu o mês de outubro como o mês nacional de prevenção contra o câncer de mama no país.

Hoje, o mundo abraça essa causa já que o câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres, depois do câncer de pele não melanoma. O INCA (Instituto Nacional de Câncer) estima quase 58 mil casos novos da doença por ano no Brasil (2016). Existem diversos tipos de câncer de mama, alguns evoluem rapidamente, outros, não, mas a maioria dos casos tem bom prognóstico, principalmente se diagnosticado precocemente.

Detecção precoce do câncer de mama

Na maioria dos casos, o câncer de mama pode ser detectado em fases iniciais, o que aumenta as chances de cura.

Muitas mulheres descobrem a doença a partir da observação casual de alterações na mama, então é importante que você observe e faça a autopalpação das mamas sempre – pode ser no banho, quando for trocar de roupa ou em qualquer outra situação. Diferentemente de como foi preconizado nos anos 80, não é necessário uma técnica específica para se autoexaminar ou periodicidade definida. Por isso, fique atenta a qualquer alteração na mama e marque uma consulta com seu ginecologista se notar alguma mudança.

Consulte um ginecologista pelo menos uma vez por ano para realizar exames de rotina. Exames anuais de ultrassom de mama podem detectar o tumor precocemente e, após os 40 anos, a mamografia é recomendada a cada dois anos para o rastreamento da doença.

Quem tem risco elevado para o câncer de mama deve conversar com o médico para definir uma conduta a seguir. No próximo post iremos falar sobre os fatores que aumentam o risco para a doença. Confira!

Recentemente falamos aqui sobre os fatores femininos, que representam 40% das causas de infertilidade. Agora vamos falar sobre os fatores masculinos, responsáveis também por aproximadamente 40% dos problemas de fertilidade.

Após um ano de tentativas sem sucesso, o casal deve buscar o auxílio de um profissional especialista em infertilidade e uma avaliação criteriosa será feita tanto na mulher como no homem.

Diferentemente das mulheres que já nascem com todos os óvulos formados, a produção de espermatozoides, as células reprodutoras masculinas, começa na puberdade e vai até o final da vida. Um homem saudável produz de 100 a 200 milhões de espermatozoides por dia. Bastante, né? No entanto, a produção normal de espermatozoides depende de um complexo sistema hormonal. O processo, que leva aproximadamente 72 dias, se inicia nos testículos com o desenvolvimento de células espermáticas imaturas para células espermáticas maduras (ou espermatozoides).

Nesta etapa, eles migram para o epidídimo e, após 18 a 24 horas, ganham a capacidade de se locomover. Em seguida, passam para o ducto deferente até chegarem à vesícula seminal, onde ficarão armazenados até o momento da ejaculação. Entre 200 a 500 milhões de espermatozoides são depositados na parte posterior da vagina durante a relação, porém apenas 300 a 500 conseguem alcançar o local da fecundação. No entanto, alguns problemas podem alterar a quantidade e/ou a qualidade dos espermatozoides:

Varicocele

É uma dilatação anormal das veias testiculares que pode dificultar o retorno venoso e a qualidade dos espermatozoides. Pode ser assintomática, mas em alguns casos causa dor e desconforto na região. Se comprovada a relação da varicocele com a infertilidade, a cirurgia é a opção para corrigir o problema. É um procedimento simples, realizado sob anestesia peridural ou raquidiana.

Disfunção hormonal

Os principais hormônios masculinos relacionados com a fertilidade são o FSH (Hormônio Folículo-estimulante), responsável por estimular a produção de espermatozoides, e o LH (Hormônio Luteinizante), que promove a produção de testosterona pelos testículos – baixos níveis de LH levam à perda da vontade sexual e dificuldade de ereção. Os dois hormônios podem ser repostos.

Processos infecciosos

Sífilis, gonorreia, clamídia e outras bactérias causam infecções que prejudicam as células testiculares e, em casos graves, podem obstruir o epidídimo e o ducto deferente, impedindo a liberação dos espermatozoides.

Exposição a toxinas

Alguns medicamentos, como a finasterida (usada contra a queda de cabelo) e as substâncias utilizadas na quimioterapia e na radiação ionizante podem comprometer a produção dos espermatozoides.

O uso de drogas também tem uma relação direta com a infertilidade. A maconha, por exemplo, diminui a mobilidade dos espermatozoides. Já a cocaína, altera a produção, e o álcool pode comprometer a qualidade do sêmen. Já o cigarro pode atrapalhar a ereção e provocar alterações até no DNA dos espermatozoides. Inclusive, dados da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) mostram que homens e mulheres fumantes têm chance três vezes maior de sofrerem de infertilidade.

O uso de esteroides anabolizantes também pode causar infertilidade. A testosterona sintética ocasiona o bloqueio da produção de espermatozoides – em alguns casos, definitivamente.

Diagnóstico da infertilidade masculina: espermograma

O principal exame para investigar a infertilidade masculina é a análise do sêmen, o espermograma. Ele avalia alguns parâmetros como número de espermatozoides (a diminuição do número de espermatozóides é denominada oligospermia e sua ausência é chamada de azoospermia), a mobilidade, a morfologia, entre outros, além da ocorrência de infecções.

No entanto, vale destacar que o espermograma não é um teste de fertilidade e a avaliação para constatar a infertilidade masculina também deve abranger um exame físico e a investigação histórica do paciente e do casal.

Quando posso tingir o cabelo? Fato: 9 entre 10 gestantes fazem esta pergunta durante o pré-natal. O assunto é controverso e há divergências entre os especialistas quanto ao uso de produtos químicos (tinturas, alisamentos, permanentes, etc.) durante a gravidez – alguns obstetras pedem para as gestantes não utilizarem durante toda a gravidez, outros liberam. Então, é importante seguir sempre a indicação do seu médico!

Boa parte dos produtos químicos que mudam a cor ou a estrutura do fio contêm substâncias como amônia, chumbo, benzeno e formol, que são absorvidas pelo couro cabeludo, uma região bastante vascularizada. Algumas pesquisas mostraram que altas doses da química da tintura podem ser prejudiciais. No entanto, as análises foram feitas com doses muito maiores do que a quantidade de química que a mulher é exposta quando colore as madeixas. Ou seja, não há estudos conclusivos se a tintura de fato prejudica a saúde do bebê em formação, nem pesquisas que mostram qual quantidade pode ser usada com segurança.

Tipos de tinturas de cabelo

As tinturas de cabelos podem ser divididas em:
– Graduais: Mais utilizadas por homens, têm efeito cumulativo (a cor depende do uso contínuo) e contêm chumbo, prata, cobre, níquel, entre outros metais.

– Semi-permanentes ou tonalizantes: Não penetram na haste do cabelo, apenas depositam os pigmentos em sua superfície. Não contém amônia na fórmula e dura até oito lavagens.

– Permanentes: À base de amônia, penetram na estrutura do fio e não podem ser removidas. Exige nova aplicação conforme a raíz fica visíveis com o crescimento dos cabelos.

– Reflexos, luzes, californianas, ombré hair e outras variações: alguns fios são descoloridos com água oxigenada. Às vezes o cabeleireiro utiliza tintura para acertar a cor buscada.

Os métodos de alisamento (até sem formol!) e as tintas graduais e permanentes devem ser evitadas durante toda a gestação. Como todo cuidado é pouco e prefiro pecar pelo excesso de zelo, costumo liberar para as minhas pacientes tonalizantes sem amônia e reflexos e suas variações (protegendo o couro cabeludo) após a 24a semana. Porém, após a 12a semana, como as chances de malformações são menores, muitas futuras mamães já utilizam tonalizantes sem amônia sem efeitos negativos para o bebê.

Vai pintar sozinha?

Para ter um contato menor com o produto, o ideal é que outra pessoa pinte o seu cabelo durante a gestação. Mas como nem sempre é possível, siga as dicas abaixo para amenizar ainda mais os riscos:

– Use luvas;
– Deixe o produto agir nos fios o tempo mínimo recomendado na embalagem;
– Faça a aplicação em um local bem ventilado;
– Se possível (e os fios brancos permitirem), evite passar o tonalizante no couro cabeludo;
– Enxague bem após o tempo de ação.

E durante a amamentação?

Também faltam estudos sobre o uso de produtos químicos para cabelos durante a amamentação. No entanto, acredita-se que mesmo que a química entre na corrente sanguínea, uma quantidade mínima seria transmitida para o bebê através do leite materno. Pergunte para o pediatra e siga suas orientações. Afinal, melhor do que ficar com os cabelos perfeitos é cuidar para que o bebê esteja sempre saudável!

Como falamos no último post, a infertilidade conjugal é definida como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares sem o uso de métodos anticoncepcionais e os fatores femininos representam 40% das causas de infertilidade.

Fatores femininos: idade

Existem muitas causas de infertilidade feminina. A idade é uma delas: cada vez mais as mulheres estão postergando a maternidade e a qualidade e a quantidade de óvulos diminuem com o passar dos anos. A época ideal para a mulher engravidar é entre 20 a 30 anos de idade. Muito cedo para a vida atual, né? Mas aos 35 anos, cerca de 11% das mulheres já enfrentarão problemas para engravidar. Aos 45 anos, essa taxa ultrapassa os 85% e, aos 50 anos, praticamente todas as mulheres são inférteis.

Endometriose

A endometriose é caracterizada pela presença de endométrio, revestimento interno do útero, fora do órgão, como nos ovários, tubas, peritônio, e mais raramente, no intestino e na bexiga. É uma doença cada vez mais relevante na investigação da infertilidade – estimativas sugerem que 1 em cada 10 mulheres tem endometriose e que de 20 a 50% das pacientes que realizam tratamento para infertilidade apresentam o problema.

Fator uterino

Como é no útero que ocorre a implementação do embrião, qualquer alteração no órgão pode dificultar a gestação. As alterações uterinas mais frequentes são os miomas, os pólipos uterinos e algumas malformações congênitas como útero bicorno e unicorno.

Fator ovulatório

As alterações ovulatórias são geralmente causadas por distúrbios na produção dos hormônios que regulam o ciclo menstrual. Fatores emocionais, distúrbios da tireoide, o aumento da prolactina e a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) estão entre as causas mais frequentes – inclusive, a SOP é um dos principais distúrbios que interfere no processo normal de ovulação.

Fator tubário

Muitas doenças ginecológicas, infecções e cirurgias podem danificar as tubas uterinas e atrapalhar o encontro do espermatozoide com o óvulo. Em alguns casos, a fertilização até ocorre na tuba danificada, mas o embrião gerado não consegue alcançar o útero, ocorrendo uma gestação ectópica, que é inviável e na maioria das vezes é necessária uma cirurgia de emergência para preservar a saúde da paciente.

Nos próximos posts irei detalhar mais cada uma das causas femininas, diagnósticos e tratamentos, mas no texto seguinte vamos falar sobre a infertilidade masculina!

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Antes mesmo de iniciarmos a vida sexual, somos bombardeados de avisos para evitarmos uma gravidez indesejada. Até que um dia resolvemos que é hora de ter um bebê e começam as tentativas. E o desapontamento surge quando, no primeiro mês, a menstruação desce ou os dois risquinhos do teste de farmácia não aparecem. Será que tenho algum problema?

As chances de engravidar em um único mês são pequenas: cerca de 15%. Após um ano, mantendo relações frequentes sem proteção (pelo menos três vezes por semana), essa taxa sobe para 88%. Por isso, mulheres abaixo de 35 anos só devem procurar ajuda de um médico especialista em reprodução humana para avaliação adequada após um ano sem conseguir engravidar – o período deve ser menor, de 6 meses, quando a mulher tem mais de 35 anos.

Não consigo engravidar. Devo procurar um especialista?

Claro que em algumas situações o casal deve procurar assistência médica antes de um ano. Por exemplo, quando o ciclo menstrual é irregular ou já é conhecido algum problema como endometriose, Síndrome dos Ovários Policísticos, miomas, infecção pélvica prévia, entre outros.

A infertilidade é um problema que atinge de 15 a 20% dos casais em idade fértil. Entre as causas estão os fatores femininos (40%), os fatores masculinos (40%). Os outros 20% são infertilidade sem causa aparente, mesmo após investigação completa.

Nos próximos dias, vamos falar um pouco mais sobre cada um desses fatores, como o diagnóstico é feito e também os principais tratamentos disponíveis atualmente para tratar a infertilidade. Acompanhe!

É difícil ver os bebês tão pequeninos chorando por horas com as crises de cólicas, típicas dos primeiros meses. E lá vem os palpites de amigos e familiares: corta o feijão, não coma brócolis… No entanto, não há pesquisas conclusivas sobre a relação da cólica do bebê com os alimentos ingeridos pelas mães. As cólicas dos recém-nascidos são consequências da maturação intestinal e tendem a desaparecer após o quarto mês.

O feijão causa cólica no bebê? Não! Mas isso não significa que a mamãe que amamenta pode descuidar da alimentação! É essencial tomar muito líquido, como água e sucos naturais, para aumentar a produção de leite – quanto mais ingerir, maior será a produção – e seguir uma alimentação balanceada e variada, rica em frutas, vegetais, cereais integrais e laticínios. Evite alimentos ricos em gordura, café em excesso, refrigerante, bebidas alcóolicas e industrializados, que não acrescentam valor nutricional nem para a mamãe, nem para o bebê.

Semana Mundial da Amamentação 2017


A Semana Mundial de Amamentação 2017 (SMAM) acontece de 1o a 7 de agosto e une mais de 170 países com o objetivo de apoiar e promover a amamentação exclusiva até os seis meses e complementar até pelo menos os dois anos de idade. Durante esse período, vou abordar as dúvidas que ouço no consultório e a importância de conversar com o obstetra para que a mamãe e o bebê aproveitem melhor essa forma única e tão especial de alimentação.

Amamentação

Antes de responder a pergunta acima, acho importante lembrar que é possível, sim, engravidar amamentando. Não é uma situação comum, mas acontece – daí a necessidade de conversar com seu ginecologista sobre métodos anticoncepcionais no pós-parto. Mas o que a mamãe grávida deve fazer: continuar amamentando ou interromper o aleitamento materno?

Amamentar durante uma nova gravidez não representa risco para o bebê em formação – não aumenta as chances de aborto, nem causa contrações, desde que a gestação seja normal. A ocitocina, hormônio liberado durante a amamentação, não é suficiente para gerar contrações uterinas capazes de provocar um aborto antes da 38a semana, pois o útero tem proteções que impedem os efeitos da substância. Não há também evidências científicas que comprovem que amamentar pode causar problemas no desenvolvimento fetal.

No entanto, por precaução alguns médicos podem indicar a suspensão da amamentação caso a gestante apresente sangramento vaginal, contrações uterinas prematuras ou tenha partos prematuros prévios.

A nova gestação também não diminui a qualidade nutricional do leite materno. Mas em alguns casos a criança pode começar a recusar e até desmamar espontaneamente devido às modificações no sabor e na quantidade do leite, causadas pelas alterações hormonais da gestação. Então, se a gravidez estiver ocorrendo normalmente, a gestante pode continuar amamentando seu filho sem problemas ou contra-indicações!

Semana Mundial da Amamentação 2017


A Semana Mundial de Amamentação 2017 (SMAM) acontece de 1o a 7 de agosto e une mais de 170 países com o objetivo de apoiar e promover a amamentação exclusiva até os seis meses e complementar até pelo menos os dois anos de idade. Durante esse período, vou abordar as dúvidas que ouço no consultório e a importância de conversar com o obstetra para que a mamãe e o bebê aproveitem melhor essa forma única e tão especial de alimentação.

A Clínica Gabriel Monteiro realizará no próximo sábado o 2o Curso para Gestantes na sede da Cryopraxis, em São Paulo. Durante uma deliciosa manhã, uma equipe de profissionais de diferentes especialidades apresentará os principais temas que envolvem o ciclo da gravidez, do parto e do pós-parto para preparar os pais para o momento mais esperado: a chegada do bebê!

Confira, abaixo, a programação.

PROGRAMAÇÃO

2o Curso para Gestantes
Quando: Dia 8/7 às 9h
Local: Cryopraxis (Rua Cincinato Braga, 122, Bela Vista, São Paulo)
Inscrições: (11) 94188-5569

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Verdade! Durante a gestação, carpaccio, quibe cru, steak tartare e outros pratos com carnes cruas ou pouco cozidas devem ser evitados por conter microrganismos prejudiciais à saúde. Como esses contaminantes não resistem às altas temperaturas do cozimento, as carnes devem ser consumidas preferencialmente cozidas na gravidez.

A toxoplasmose – causada por um protozoário microscópico encontrado em carnes cruas, leite não pasteurizado e em verduras e frutas mal-lavadas – é perigosa principalmente durante a gravidez. Apesar dos sintomas leves, parecidos a uma gripe comum, pode causar malformações no feto e aborto nos primeiros meses. Logo no início do pré-natal a gestante faz um exame para saber se ela é ou não imune à toxoplasmose.

Outra preocupação é a salmonelose, infecção alimentar causada pela bactéria salmonella, também presentes em alimentos crus ou mal cozidos contaminados como carnes, ovos, leite não pasteurizado e derivados e a própria água. A doença causa febre, diarreia, cólicas abdominais e vômito e, em gestantes, pode evoluir para um quadro grave e até causar a morte se não houver tratamento.

Vale ressaltar que essas doenças são raras hoje em dia, mas como durante a gravidez o sistema imunológico fica mais debilitado, é importante tomar cuidado principalmente com a higiene dos alimentos e evitar os itens mais propícios a contaminações, como a carne crua.

Em casa, procure higienizar corretamente verduras e legumes em solução de hipoclorito de sódio (siga a recomendação do fabricante) e, depois lave novamente em água corrente para retirar o produto. Vai comer fora? Escolha restaurantes que você conheça a qualidade e as condições de higiene.

Uma pergunta que ouço praticamente todos os dias no consultório é: posso comer comida japonesa? Já falei sobre esse assunto aqui , mas as apaixonadas por sushi, sashimi e etc. podem ficar tranquilas e comer peixe cru durante a gravidez. No entanto, vale lembrar que os peixes podem se deteriorar facilmente se manipulados ou armazenados de forma incorreta, daí novamente a necessidade de escolher com muito cuidado o restaurante!

Imagem: Bayer

Imagem: Bayer

Apesar de ser o método contraceptivo mais eficaz que existe, o Sistema Intrauterino, também conhecido como DIU hormonal ou Mirena, ainda causa insegurança. Por isso, resolvi listar e esclarecer as principais dúvidas que ouço das pacientes no consultório. Confira!

1 – Qual a vantagem do DIU em relação aos outros métodos contraceptivos?


O Sistema Intrauterino é um dos métodos contraceptivos mais seguros que existe – a eficácia é similar à laqueadura (esterilização feminina). Tem duração de 5 anos e é totalmente reversível. O método praticamente não tem contraindicações e efeitos colaterais. Inclusive, é uma excelente opção para pacientes com contraindicação ao uso de contraceptivos orais, como as fumantes e portadoras de hipertensão arterial, diabetes e trombose. Só não recomendo para quem tem múltiplos parceiros, pois pode aumentar o risco de infecções dentro do útero.

2 – Qual a diferença entre o DIU de cobre e o DIU hormonal?


O primeiro é um pequeno dispositivo de plástico em forma de “T” com partes revestidas de cobre, material com propriedade espermecida. Como não tem hormônio, a mulher continua ovulando e menstruando normalmente – inclusive, algumas usuárias de DIU de cobre apresentam fluxo menstrual aumentado acompanhado de cólicas intensas.

O Sistema Intrauterino, ou DIU hormonal, também é uma pequena estrutura em forma de “T”, porém tem um reservatório que libera pequenas quantidades diárias de progesterona (não contém estrógeno) no local. Age dentro do útero, tornando o muco cervical mais espesso – o que dificulta a passagem dos espermatozóides e a fertilização do óvulo – e inibindo o crescimento do endométrio (camada que reveste a parte interna do útero), o que consequentemente diminui o fluxo menstrual. Inclusive mais de 40% das mulheres que usam esse tipo de DIU param de menstruar após 6 meses da colocação.

3 – Vou sentir dor durante a colocação?


A implantação do DIU leva cerca de dez minutos e pode ser feita no consultório, sem a necessidade de sedação. Primeiro, o médico faz uma ultrassonografia transvaginal para verificar a posição do útero. Na sequência, insere um espéculo para abrir a vagina e, com o auxílio de um aplicador, insere o dispositivo. Corta a ponta do fio, retira o espéculo e pronto! A dor varia de uma mulher para outra, mas geralmente a paciente sente uma cólica forte que acaba em poucos minutos. Quem já teve filhos, principalmente por parto normal, sente menos dor. Existe também a opção de fazer a implantação em um ambiente hospitalar com anestesia.

4 – Quais são os efeitos colaterais? Engorda?


Como a ação do DIU hormonal é local, uma quantidade mínima de progesterona atinge a corrente sanguínea. Então, são poucos os efeitos colaterais quando comparado a os outros métodos hormonais como pílulas, implantes, adesivos e injeções. Algumas pacientes, no entanto, relatam aumento de retenção hídrica, surgimento de acne e irregularidade menstrual, incômodos que tentem a diminuir com o passar do tempo.

5 – Conheço uma pessoa que engravidou utilizando o DIU. O método é realmente eficaz?


Nenhum método é 100% eficaz, mas é praticamente impossível engravidar utilizando o Sistema Intrauterino porque até quando mal colocado o dispositivo continua liberando hormônio. O DIU de cobre tem uma falha de 0,5 para cada 100 usuárias por ano, já o DIU hormonal tem uma falha de 0,1 para cada 100 mulheres.

6 – O DIU pode sair do lugar?


Dificilmente, porém é importante fazer um ultrassom após um mês da colocação para avaliar a posição do dispositivo. Alguns indícios de que o DIU se deslocou: aumento no volume de sangramento durante a menstruação e dor abdominal intensa. Se você suspeita que isso aconteceu, utilize outro método contraceptivo (camisinha, por exemplo) e comunique seu médico para reavaliação.

7 – O DIU é recomendado para quem tem endometriose?


Como o DIU hormonal inibe o crescimento do endométrio, ele impede a migração células para fora do útero e é eficaz para controlar os sintomas da endometriose.

8 – O parceiro pode sentir o DIU durante a relação sexual?


O DIU fica dentro do útero, somente o fio que será utilizado para a retirada que fica um pouco para fora, a cerca de 2cm do colo do útero. No entanto, se o fio ficar muito comprido, o parceiro pode senti-lo durante a penetração – mas ele não corre o risco de se machucar! Se for um incômodo para vocês, converse com o seu ginecologista e veja se é possível diminuir um pouco o comprimento do fio.

9 – Vou conseguir engravidar depois?


O dispositivo pode ser removido a qualquer momento e é possível engravidar no mês seguinte a retirada, que é feita no consultório mesmo, sem necessidade de sedação.

10 – Posso colocar o DIU quanto tempo depois de ter bebê?


Pode ser inserido 90 dias após o parto. É um método recomendado para mamães que acabaram de ter bebê e querem evitar uma nova gravidez pois não atrapalha a amamentação.

Fonte: Jannoon028 - Freepik.com

Fonte: Jannoon028 – Freepik.com

Popularmente conhecida como gripe, a influenza é uma doença viral bastante comum, principalmente nos meses mais frios do ano, e na maioria das vezes não traz complicações sérias, além do incômodo dos sintomas como febre, calafrios, dor de cabeça e no corpo, tosse, dor de garganta e coriza.

No entanto, existem três tipos de vírus influenza: A, B e C. Os tipos A e B são responsáveis pelas epidemias sazonais – e o vírus influenza A, em especial, é altamente variável e está associado às epidemias mais graves que evoluem para hospitalização e até morte. Os subtipos A(H1N1) e A(H3N2) circulam atualmente em humanos e a vacinação é a forma mais importante de proteção. Já o tipo C causa problemas respiratórios brandos e, como não têm impacto na saúde pública, não compõe a vacina sazonal contra influenza.

Segundo dados do Ministério da Saúde, 1.982 pessoas morreram por H1N1 em 2016. A região sudeste foi a mais afetada, com 56,5% dos casos, sendo que São Paulo foi o estado com mais mortes. Por isso, é importante tomar anualmente a vacina contra a gripe, que inclui a imunização ao vírus H1N1.

Gestantes X Vacina Influenza


Durante a gravidez e no puerpério (até 42 dias após o parto), o sistema imunológico está comprometido pelas alterações que ocorrem na gestação e a gripe pode evoluir para formas clínicas graves, principalmente no terceiro trimestre.

A vacina contra a gripe é considerada segura tanto para a gestante quanto para o feto e é recomendada em qualquer fase da gestação – alguns médicos, no entanto, preferem indicar a imunização após a 12a semana, então converse com o seu obstetra antes. Estudos mostram que gravidas imunizadas não só afastam os riscos de complicações durante a gestação como também protegem o bebê mesmo depois do nascimento. De acordo com uma pesquisa americana, tomar a vacina durante a gravidez diminui em até 70% os riscos de infecções pelo vírus da gripe durante os primeiros seis meses de vida.

A vacina é feita com o vírus morto e raramente causa efeitos colaterais, somente o local poderá ficar um pouco dolorido e avermelhado e algumas pessoas têm um pouco de febre.

As gestantes podem tomar a vacina na rede privada ou gratuitamente na rede pública de saúde – não precisa comprovação de gestação, somente as puérperas devem levar a certidão de nascimento do recém-nascido, cartão gestante ou documento do hospital.

A chegada do bebê sempre gera muitas dúvidas e também ansiedade. Para preparar e acalmar os pais de primeira (ou segunda, ou terceira…) viagem, no sábado 26 de novembro, das 9h às 13h, a Clínica Dr. Gabriel Monteiro, em parceria com a Cryopraxis, fará o 1o Curso para Gestantes, ministrado por uma equipe multidisciplinar.

Confira, abaixo, a programação:

9h: Receios na gestação – Entender para enfrentar
Larissa Cangueiro, psicóloga

9h30: A importância do períneo saudável no pré e no pós-parto
Laira Ramos, fisioterapeuta

10h: Nutrição saudável na gestação
Flávia Monteiro, nutricionista

10h30: O que é importante saber sobre células-tronco
Dr. Alberto D’Auria, ginecologista e obstetra

11h: Coffee Break

11h15: Oficina – Os primeiros dias em casa: os cuidados com o recém-nascido e técnicas para o sucesso da amamentação
Renata Ressio Sanches, enfermeira

12h: Mudanças hormonais na gestação e suas complicações
Dra. Aletéia Casarotto, endocrinologista

12h30: Mitos e verdades do parto normal e da cesárea
Dr. Gabriel Monteiro, ginecologista e obstetra

As inscrições podem ser feitas até o dia 24/11 pelo telefone (11) 3885-6762.

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Imagem: Fiocruz

Imagem: Fiocruz

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou nesta sexta-feira que o zika vírus foi encontrado de forma ativa, ou seja, com potencial de provocar a infecção, na saliva e na urina de dois pacientes com sintomas compatíveis com o vírus.

No entanto, ainda não é possível afirmar que a transmissão também ocorra por meio desses fluidos. Mais pesquisas são necessárias, mas as gestantes devem tomar os devidos cuidados enquanto as possíveis formas de transmissão não são totalmente conhecidas.

O Carnaval está chegando e é prudente que as gestantes evitem grandes aglomerações, assim como o compartilhamento de copos, talheres e outros utensílios levados à boca. O uso de repelente continua indispensável para evitar a picada do mosquito Aedes aegypti (veja mais informações de como se proteger aqui) e pessoas que convivem com as gestantes também podem – e devem! – utilizar o produto!

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Mais de 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV (papilomavírus humano) ao longo da vida. No entanto, apesar de ser muito frequente, a infecção pelo vírus na maioria das vezes é transitória e regride espontaneamente.

O recomendado é que todas as mulheres façam os exames preventivos (Papanicolau ou citopatológico) uma vez ao ano para detectar as lesões percursoras do câncer de colo de útero causadas por HPV – também é possível realizar exames de biologia molecular (captura híbrida) que mostram a presença do vírus através da detecção de seu DNA. No entanto, infelizmente muitas mulheres não fazem esse controle frequentemente e descobrem que estão com o vírus somente durante o pré-natal.

HPV na gravidez

É essencial informar ao seu obstetra durante a consulta se você ou seu parceiro têm ou já tiveram HPV. As pacientes que têm HPV podem engravidar, mas se existem verrugas vaginas ou lesões no colo ou na vagina o ideal é tratar antes, pois as alterações hormonais, o aumento da vascularização e a diminuição da imunidade que ocorrem durante a gestação podem intensificar a proliferação do vírus e a gravidade das lesões pré-existentes.

O HPV não causa má formação no feto, mas existe a possibilidade do vírus ser transmitido para o bebê. A forma de transmissão ainda não foi totalmente esclarecida e alguns estudos sugerem que a contaminação pode ocorrer antes mesmo do parto. Assim, não há evidências que a cesariana seja eficaz na prevenção da transmissão de mãe para filho. Felizmente a maioria dos bebês elimina espontaneamente o HPV já no primeiro mês e raramente ocorre o desenvolvimento de lesões.

HPV e parto normal

O parto normal não é contra-indicado para mulheres portadoras de HPV, mas nos casos em que há lesões em atividade no canal de parto a cesárea pode ser recomendada pelo obstetra, que deve analisar individualmente cada caso.

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Nas últimas semanas só se fala nele. E não é à toa! Recentemente, pesquisadores comprovaram que o zika vírus, transmitido pelo Aedes aedypti (o mesmo mosquito que transmite a dengue a febre chikungunya) é responsável pelo aumento dos casos de microcefalia no país, principalmente na região Nordeste.

A pessoa com a doença pode apresentar febre, manchas no corpo e dores na articulação – porém, acredita-se que apenas 20% dos infectados apresentam sintomas. E se o infectado for uma mulher grávida, o zika vírus pode invadir a placenta, entrar na corrente sanguínea do bebê e provocar uma inflamação que prejudica a formação e o desenvolvimento do cérebro da criança. Bebês que nascem com microcefalia, ou seja, com o cérebro com diâmetro menor que 33 cm, apresentam comprometimento intelectual em quase todos os casos, sendo variável o grau de deficiência.

Zika vírus: como evitar?

Infelizmente, ainda se sabe muito pouco sobre o vírus e a única solução no momento é entrar em guerra contra o Aedes aegypti. O mosquito costuma se proliferar dentro ou próximo das habitações, em recipientes onde se acumula água limpa, como vasos de plantas, pneus velhos, caixas d’’água, etc.

O Aedes aegypti não consegue voar mais alto que 1,5 m, mas isso não significa que quem mora em prédio está imune: o mosquito consegue se locomover para outros andares e até se deslocar para outros bairros pegando carona em elevadores e meios de transporte. Ele é parecido com um pernilongo comum, tem cor café ou preta, listras brancas no corpo e nas pernas e mede menos de um centímetro.

A recomendação é adiar os planos de gravidez até que se combata essa epidemia e se conheça mais sobre a doença. No entanto, se você está grávida, nada de pânico! Procure usar calças e blusas de mangas compridas (sei que estamos no verão, mas é importante se proteger!) e utilize sempre um repelente sobre a pele. Algumas recomendações:

– Entre os repelentes indicados para gestantes, recomendo os produtos com o princípio ativo icaridina (Exposis), pois tem duração de até 10 horas e não é necessário acordar durante a noite para reaplicar.
– Os repelentes com princípio ativo DEET (OFF e Repelex) também são recomendado para gestantes, mas têm tempo de ação de até 6 horas.
– Já os repelentes naturais, como o óleo de citronela e de eucalipto, têm curta duração. Se optar por eles, lembre-se de aplicar o produto a cada duas horas.
– O repelente deve ser o último produto aplicado na pele: passe protetor solar, hidratante e maquiagem antes.
– Na hora da aplicação, borrife o produto por cima da roupa (nunca por baixo) e sobre a pele exposta. No rosto, passe primeiro o produto nas mãos e, com muito cuidado, na face, evitando as áreas próximas dos olhos, boca e nariz.

FreeImages.com/Carin Araujo


Entre os dias 1 e 7 de agosto é comemorada a Semana do Aleitamento Materno. Apesar de ser um processo fisiológico natural e instintivo, o ato de amamentar precisa compreendido, pois envolve muito mais do que a produção de leite. Muitas vezes o começo não é fácil e as fotos das mamães felizes e tranquilas com seus bebês nos seios parecem uma situação muito distante.

A amamentação deve ser iniciada dentro da primeira hora após o nascimento e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mantida com exclusividade até o bebê completar seis meses de idade e seguida como alimentação complementar até os dois anos. O leite materno é um alimento completo e essencial para a formação do sistema imunológico da criança, protegendo contra alguns tipos de alergia e também de problemas futuros como obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares.

Amamentação: o leite é fraco?

A primeira dúvida que surge na cabeça das mamães é “será que meu leite é fraco?”. O primeiro leite, o colostro, costuma causar incertezas por ser um líquido amarelado claro, quase transparente, e produzido em menor quantidade – porém, na medida para as necessidades do recém-nascido em seus primeiros dias. Se você comparar um bebê que mama no peito e outro que toma fórmula, a criança alimentada com leite artificial fica mais tempo sem mamar porque a digestão é mais lenta. Mas isso não significa que o leite materno seja menos nutritivo ou “fraco”. Aliás, não existe leite materno fraco!

Amamentação: meu leite é suficiente?

A segunda questão que atormenta as novas mamães: “será que tenho leite suficiente?”. Alguns sinais indicam se a quantidade de leite é satisfatória para o desenvolvimento do bebê: bebês calmos e satisfeitos e sensação de que as mamas esvaziam após a mamada, trocas de cerca de 8 fraldas molhadas de xixi por dia e, o mais importante, ganho de peso adequado (controlado regularmente pelo pediatra).

Lembre-se: a amamentação deve ocorrer em livre demanda e a duração de cada mamada depende de cada bebê. O importante é que ele mame o mesmo seio até o final antes de ir para a outro. E na próxima mamada, a mãe deverá oferecer primeiro o último seio da mamada anterior. O jeito como o bebê pega o peito é vital para o sucesso da amamentação e para evitar fissuras e até sangramentos: ele deve abocanhar não apenas o bico mas também a aréola ou grande parte dela.

É preciso amor, persistência e dedicação para enfrentar o estresse pós-parto, a dor nos mamilos logo no início (em no máximo 15 dias o incômodo desaparece!) e o cansaço de ter que acordar durante as madrugadas. Além dos inúmeros benefícios para a saúde, aconchegar o bebê no colo e alimentá-lo é um momento único que só as mães experimentam!

Obs.: A amamentação é o melhor para mãe e para o bebê, mas em alguns casos a amamentação exclusiva infelizmente não é possível. E a mãe que não consegue amamentar não é “menos mãe” nem deve se culpar por causa disso!

Imagem: FreeImages.com/Carin Araujo

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Estima-se que aproximadamente 6 milhões de mulheres sofram de endometriose no Brasil, uma das doenças ginecológicas mais estudadas atualmente e conhecida como a “doença da mulher moderna”.

O endométrio é um tecido que reveste a parede interna do útero – é onde o óvulo se implanta depois de fertilizado. Quando não ocorre a fecundação, grande parte do endométrio é eliminada na menstruação, processo que se repete a cada ciclo menstrual.

A endometriose ocorre quando as células do endométrio, em vez de serem expelidas, migram no sentido oposto e se implantam em outros órgãos da pelve: tubas uterinas, ovários, bexiga e intestino são os locais mais comuns. Esses focos de células endometriais são estimulados todo mês pela ação hormonal do estrógeno produzido pelos ovários, inflamando a região afetada. Inclusive, com o tempo, formam-se algumas cicatrizes (aderências) nos locais acometidos pelo problema.

Sintomas da endometriose

A endometriose pode ser assintomática, mas alguns sinais podem indicar a doença:

– Cólicas menstruais intensas que muitas vezes incapacitam as mulheres de exercerem suas atividades habituais;
– Dor durante a relação sexual (dismenorreia);
– Alterações intestinais e urinárias durante a menstruação;
– Dificuldade para engravidar ou infertilidade

Importante: a intensidade dos sintomas não é necessariamente proporcional ao estágio da doença.

Causas da endometriose

Pesquisas mostram que mulheres sem a doença também podem apresentar essa menstruação retrógada e não desenvolver endometriose. Pode-se concluir, então, que alguns fatores contribuem para o surgimento do problema – no entanto é importante ressaltar que as causas da endometriose ainda não são totalmente conhecidas.

– Predisposição genética
As chances de uma mulher ter endometriose aumentam se a mãe ou irmã teve a doença.

– Baixa imunidade
A redução da imunidade está ligada ao surgimento do problema. Quando o sistema imunológico está deficiente, o organismo não consegue identificar e combater as células endometriais que estão se proliferando para fora do útero.

– Gravidez tardia
Cada vez as mulheres têm menos filhos e demoram mais para engravidar. Consequentemente, o número de ciclos menstruais ao longo da vida é maior, prolongando a atuação do estrógeno, o que eleva as chances do endométrio migrar para onde não deveria. Desconfia-se que as características do estilo de vida atual como estresse, falta de atividade física e má alimentação também contribui para o desenvolvimento da endometriose. Daí o problema ser considerado a “doença da mulher moderna”.

Diagnóstico e tratamento da endometriose

O exame ginecológico clínico é o primeiro passo para o diagnóstico, que pode ser confirmado por exames laboratoriais e de imagem: exame de sangue (CA-125), ultrassom transvaginal, ressonância magnética pélvica e videolaparoscopia, considerado o “padrão ouro”.

Para determinar qual a melhor opção de tratamento, o médico deve levar em consideração a condição clínica e o desejo reprodutivo da paciente, caso ela esteja com dificuldade para engravidar. A cirurgia para remover os focos de endometriose é indicada para quem sofre com os sintomas relacionados acima. Anticoncepcionais via oral apropriados, DIU e hormônios também podem ser utilizados como tratamento paliativo. Dependendo do grau da endometriose, a fertilização in vitro é recomendada para casais que desejam engravidar.

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Alguns alimentos podem fazer mal à saúde da mãe e do bebê e devem ser evitados durante toda a gestação. No entanto, a comida japonesa e um dos seus principais ingredientes, o peixe cru, não está nessa lista – ou seja, as futuras mamães não precisam deixar de comer sashimi, shushi, temaki e outras delícias da culinária oriental durante os nove meses – inclusive as grávidas com sorologia negativa para toxoplasmose, já que a carne de peixe não é uma fonte de transmissão do parasita.

Atenção: apesar do peixe cru não prejudicar o desenvolvimento do bebê, é preciso cautela na hora do consumo! Dependendo da procedência e da armazenagem, o peixe pode sofrer deterioração ou ser contaminado por bactérias e protozoários. Por isso, é importante escolher bem o restaurante, observando a higiene do local para não correr o risco de ter uma intoxicação alimentar!

Na gestação ocorrem inúmeras alterações para que o organismo da futura mamãe permita o desenvolvimento do bebê. Dentre elas estão as alterações no sistema circulatório que causam insuficiência venosa na gestação e, consequentemente, problemas como inchaço e até, em casos severos, trombose venosa profunda (TVP).

Na matéria do Manual da Mamãe sugiro algumas dicas de como combater a insuficiência venosa.

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Estudos mostram que aproximadamente 15% dos casais podem enfrentar algum tipo de dificuldade para engravidar naturalmente. Após um ano de tentativas (ou 6 meses para as mulheres com mais de 35 anos), o casal que não consegue engravidar deve procurar ajuda médica e, após uma série de exames, caso algum problema seja identificado, iniciar o tratamento de reprodução assistida. Confira abaixo a entrevista completa que concedi ao site Disney Babble sobre o tema!

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Estudos apontam que cerca de 15% dos casais podem enfrentar algum tipo de dificuldade para engravidar naturalmente. O problema pode até ser mais comum do que se imagina, mas é fundamental entender bem o que significa “ter dificuldade para engravidar” e quais são as causas mais prováveis dessa situação.

Nosso corpo não é uma máquina e, por isso, não há garantias de que a gravidez vá acontecer de um dia para o outro. Portanto, o primeiro passo dos casais que estão querendo aumentar a família é ter muita paciência e tranquilidade para que o processo seja o mais natural possível. Assim como existem mulheres que engravidam de uma hora para outra sem querer, outras podem levar meses. Quando, então, essa demora sai do normal e merece atenção especial?

O médico especialista em reprodução assistida, Gabriel Monteiro Pinheiro, observa que somente após um ano de tentativas sem sucesso é que se começa a estudar a possibilidade de infertilidade. “São muitos os fatores que contribuem para que esses casais não engravidem. A reprodução assistida é o conjunto de técnicas utilizadas para identificar possíveis patologias ou fatores de risco para infertilidade”, explica.

Entre os principais obstáculos à gravidez espontânea estão a maternidade tardia, a endometriose e a anovolução – quando a ovulação não ocorre. “Hoje as mulheres optam por engravidar depois de alcançarem a estabilidade na carreira, o que não condiz com sua reserva ovariana, que começa a sofrer declínio já aos 30 anos até enfrentar uma queda vertiginosa aos 35 anos”, destaca o especialista.

No caso da endometriose, o processo inflamatório que danifica da região pélvica às tubas é um dos principais agentes dificultadores da gravidez, enquanto a ausência de ovulação pode aparecer nas pacientes com ovários policísticos. “Além disso, homens com taxas reduzidas de espermatozóides se mostram também como uma causa recorrente”, acrescenta o médico.

O lado positivo é que nem tudo está perdido. Com a evolução da medicina, existem diversos tipos de tratamento para os mais variados empecilhos à gravidez. O casal que sente dificuldades após 1 ano de tentativas (ou 6 meses para as mulheres com mais de 35 anos) deve procurar um médico para passar por uma série de diagnósticos e, caso algum problema seja identificado, iniciar um tratamento de reprodução assistida. Algumas das técnicas mais conhecidas são:

Indução de ovulação: a ovulação é estimulada por medicamentos e o processo é acompanhado por um ultrassom. A partir daí o médico indica as datas mais favoráveis para a relação sexual. É recomendado para pacientes com ovários policísticos.

Inseminação intraulterina: além da indução da ovulação, há um preparo do sêmem para seleção apenas dos espermatozóides capacitados que, em seguida, são transferidos para o colo do útero.

Fertilização in vitro: após indução da ovulação, os óvulos maduros são retirados por uma agulha fina pela vagina com ajuda de um ultrassom. Paralelamente, um espermograma seleciona os espermatozoides mais capacitados e a fertilização ocorre no laboratório. O embrião é formado e acompanhado por alguns dias até ser transferido de volta para o útero entre o terceiro e quinto dia, dependendo de seu desenvolvimento.

Injeção intracitoplasmática de espermatozoides: o processo é muito similar à fertilização in vitro, com a diferença que o melhor espermatozoide é selecionado e injetado diretamente no interior do óvulo.

Sobre a efetividade desses tratamentos, é importante gerenciar as próprias expectativas, já que, apesar de as chances de engravidar aumentarem, não há certeza de que vai dar certo. De forma geral, a indução de ovulação é bem-sucedida em 25% dos casos, enquanto a fertilização in vitro e injeção intracitoplasmática apresentam taxas de 43% de sucesso. “Essas probabilidades, entretanto, variam muito caso a caso”, pondera o médico. “A idade materna é a variável mais importante. Quanto mais nova a paciente, mais chances ela possui. A saúde dos ovários é outra variável de destaque: uma paciente que sofreu alguma cirurgia ovariana ou retirada de um ovário tem condições físicas menos favoráveis à reprodução”, esclarece Pinheiro.

A permeabilidade tubária é outro fator importante, já que gametas e embrião dependem da tuba para serem transportados até o útero. Por fim, vale lembrar que a aplicação de técnicas de fertilidade possui um outro “risco” significativo: as gestações múltiplas. “Isso acontece pela superestimulação ovariana e na transferência de um número maior de embriões para dentro do útero. Também vem associado ao aumento nos riscos de prematuridade”, afirma o especialista.

Com o crescimento da incidência de gestações múltiplas desde que as técnicas de reprodução assistida passaram a se tornar mais recorrentes, o Conselho Federal de Medicina criou uma lei que atribui um limite máximo de embriões a ser transferido para o útero, conforme a idade materna. Assim, mulheres com menos de 35 anos podem receber até dois; acima de 35, três; e, depois dos 40, elas podem receber até quatro embriões.

Grávida viagem de avião

Sim, a mulher grávida pode viajar de avião – desde que não haja complicações, como sangramentos, pressão alta e risco do bebê nascer prematuramente! No entanto, assim como durante toda gravidez, as futuras mamães precisam de cuidados especiais. A maioria das companhias aéreas pede a apresentação de uma carta do obstetra autorizando a viagem.

Informe-se sobre as regras com a companhia aérea

Geralmente, não há problema em viajar até a 33ª semana de gestação, exceto quando há contraindicações médicas. Porém, atenção ao comprar a passagem: algumas empresas permitem o voo somente até a 28ª semana. Em outras empresas, entre as 32ª e 35ª semanas, é necessário preencher a Declaração de Responsabilidade e apresentar um atestado médico, com idade gestacional e relato de eventuais patologias, se for o caso, autorizando a viagem no momento do check-in.

A partir de 38 semanas, é permitido o embarque apenas em situação de extrema necessidade e com o acompanhamento de um médico. E durante os 7 dias que antecedem o parto não é mais permitido embarcar.Depois do parto, a viagem é permitida após o 8º dia com a apresentação de atestado médico.

Durante o voo

Evite ficar muito tempo sentada para os pés não incharem. Procure esticar as pernas e fazer caminhadas nos corredores do avião. E não se esqueça de conversar com o seu obstetra sobre a necessidade de usar meias compressoras durante a viagem para combater o inchaço e diminuir as chances de trombose. Importante: não fique também muito tempo sem comer, porém, evite alimentos e bebidas que provocam gazes, porque em altitudes elevadas o incômodo é maior.

Confira as orientações da LATAM e da Gol para viagens!

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