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Estudos mostram que a técnica japonesa Reiki pode auxiliar no controle do estresse, na melhora do sono e também na redução de náuseas matinais

Reike em gestantes

Durante a gravidez, inúmeras mudanças ocorrem no corpo da futura mamãe. Mas é na cabeça da gestante que borbulham expectativas, inseguranças e dúvidas. Fora a ansiedade, tão comum durante os nove meses de espera.

Reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um método não-invasivo para alívio e tratamento da dor, o Reiki é uma terapia integrativa que pode auxiliar no equilíbrio da grávida durante toda a gestação e no período pré e pós-parto. “A técnica se baseia na proximidade ou toque das mãos para transmissão de energia vital (Reiki) para reestabelecer o equilíbrio natural espiritual, emocional e físico”, explica Mônica Prado Antunes, Mestre Reiki, Terapeuta sistêmica, Thetahealer e Acupuntrista auricular.

Entre os benefícios para as futuras mamães, estão a redução do estresse e da ansiedade, alívio das dores e desconfortos e melhora da qualidade do sono. Inclusive, gestantes que receberam Reiki regularmente em uma pesquisa realizada no Hospital de Hartford, em Connecticut (EUA) relataram:
– 94% de redução no estresse e na ansiedade;
– 86% de melhora na qualidade do sono;
– 80% de redução nos enjoos e náuseas matinais
– 78% de alívio nas dores.

“O Reiki não tem contraindicações e pode ser recebido desde o início da gravidez, mesmo em gestações de risco”, esclarece Mônica.

No mês de janeiro, a mestre Reiki Mônica Prado Antunes estará na Clínica Dr. Gabriel Monteiro e oferecerá uma sessão experimental da técnica para as pacientes. Para agendar, é só ligar no (11) 3078-0875 ou enviar um WhatsApp para (11) 94188-5569.

A realização ou não de tratamento para lesões de HPV na gravidez depende do tipo, da localização e do tamanho da lesão

HPV na gravidez - gestante com as mãos na barriga

Estudos mostram que o HPV não prejudica o desenvolvimento nem a saúde do bebê

Durante o pré-natal, o obstetra pede diversos exames para a futura mamãe, entre eles o Papanicolau, um teste que rastreia lesões pré-cancerosas ou cancerosas no colo do útero. O Ministério da Saúde recomenda que mulheres que já tiveram ou têm atividade sexual façam o teste a partir dos 25 anos. Os dois primeiros exames devem ser realizados com o intervalo de 1 ano entre eles. Se o resultado for negativo, os próximos rastreamentos podem ser feitos a cada três anos.

Porém, apesar da recomendação de fazer o exame preventivo rotineiramente, muitas mulheres acabam fazendo o exame pela primeira vez ou após muito tempo durante a gravidez. E algumas descobrem ter HPV (papilomavírus humano), vírus responsável por 70% dos casos de câncer de útero. Vale ressaltar que existem mais de 100 tipos de vírus diferentes e que esses agentes infecciosos são divididos em HPV de alto e de baixo risco. Os de alto risco são os subtipos de propiciam as lesões cancerígenas. Já os de baixo risco favorecem o aparecimento de verrugas benignas, os chamados condilomas.

Na maioria das vezes, o próprio organismo combate o vírus, impedindo sua manifestação e evolução. No entanto, a menor resistência imunológica e as alterações hormonais que ocorrem durante a gravidez podem favorecer o desenvolvimento de lesões, principalmente no primeiro e no segundo trimestre.

HPV na gravidez: quais os riscos?

Estou grávida e com HPV, e agora? Você não está sozinha: pesquisas sugerem que aproximadamente 33% das gestantes no Brasil têm o vírus do HPV. Caso o Papanicolau indique uma lesão, a colposcopia deverá ser realizada. No exame, o médico utiliza um microscópio grande (colposcópio) para identificar áreas anormais. A biópsia pode ser necessária, caso suspeite a existência de lesões pré-cancerígenas ou cancerígenas. Mas fique tranquila! O exame é seguro e pode ser realizado em qualquer momento da gestação.

A boa notícia é que estudos mostram que o vírus não prejudica o desenvolvimento nem a saúde do bebê, pois ele não é transmitido pelo sangue nem consegue penetrar o líquido amniótico. Mas na hora do parto, o HPV pode ser um problema, caso a gestante tenha lesões ativas, pois podem obstruir o canal de parto. Algumas pesquisas também sugerem que o bebê pode ser contaminado durante o parto – no entanto, é raro ocorrer a contaminação e geralmente o bebê elimina o vírus espontaneamente e não manifesta a doença.

Tratamentos do HPV na gravidez

A realização ou não de tratamento durante a gestação depende do tipo, da localização e do tamanho da lesão. No pós-parto, dependendo da extensão e do grau, as lesões podem regredir e até desaparecer. Inclusive, pesquisas mostram que entre 25 a 70% dos casos de NIC não tratados durante a gravidez regridem espontaneamente. Mesmo assim, é essencial o acompanhamento médico para decidir qual a melhor terapia.

Parto normal ou cesárea?

De acordo com a FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), a presença de NIC (neoplasia-epitelial cervical) ou LIE (lesão intraepitelial escamosa), independentemente do grau, não é uma contraindicação para o parto normal. No entanto, o obstetra deve avaliar individualmente o caso, priorizando sempre o desejo materno e a saúde do binômio mãe e filho.

Veja mais sobre HPV e parto normal aqui).

É papel do obstetra explicar os benefícios do leite materno e incentivar a mamãe a amamentar, se possível, logo após o parto, na chamada hora de ouro

Hora de ouro mãe amamenta após parto

Hora de ouro: amamentar após o parto traz benefícios para a mãe e para o bebê. Converse com o seu obstetra!

Durante os nove meses de gestação, as futuras mamães pensam os detalhes do enxoval e do quartinho do bebê. Durante as consultas do pré-natal, discutem com o obstetra as possibilidades para o parto: normal ou cesárea, com anestesia ou sem, com ou sem epísio… No entanto, são poucas as pacientes que abordam o tema amamentação antes do nascimento do bebê.

É papel do profissional explicar os benefícios do leite materno para o bebê e incentivar a mamãe a amamentar, se possível, imediatamente após o parto. O exame das mamas durante a gravidez também é essencial para identificar a anatomia do mamilo para que o bebê tenha uma pega adequada e diminuir o risco de desenvolver fissuras e até mastite, que pode levar a um desmame precoce. O médico também deve investigar se existe alguma alteração nas glândulas mamárias ou nódulos.

Qual o seu tipo de mamilo?

Até ficar grávida, talvez você nunca tinha reparado como são os seus mamilos. Cerca de 90% das mulheres possuem o mamilo chamado normal ou protuso. Esse formato facilita a amamentação, pois o bico fica proeminente em relação à aréola, o que facilita a pega do bebê.

No entanto, algumas mulheres têm o chamado mamilo plano, que não se sobressai da aréola e pode causar alguma dificuldade para a mulher. No entanto, alguns acessórios como conchas preparatórios e algumas técnicas ajudam a formar o mamilo.

Outras mamães têm o mamilo invertido, ou seja, voltado para dentro, como o umbigo. Esse tipo também pode atrapalhar a amamentação, mas não é um limitador desde que a mãe aprenda a fazer a pega corretamente.

O importante é, a partir do sexto ou sétimo mês, conhecer o bico, pois o obstetra pode sugerir exercícios ou uso de algum acessório, como conchas preparatórias e corretores de mamilo, para facilitar que o bico se forme.

Lembrando que as próprias mudanças hormonais que ocorrem durante a gravidez já preparam os seios para a amamentação. Os mamilos ficam mais espessos, escuros e protuberantes.

A hora de ouro da amamentação

A amamentação na primeira hora de vida, a chamada Golden hour (“hora de ouro”), é recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pelo Ministério da Saúde e pode reduzir em até 22% a mortalidade neonatal. O reflexo de sucção do bebê é mais ativo após o nascimento e o colostro que sai dos seios da mãe, apesar de ser um líquido quase transparente e em pouca quantidade, é conhecido como a “primeira vacina” por proporcionar anticorpos e nutrientes essenciais, capazes de proteger o bebê de diversas doenças e infecções.

Apesar das recomendações, é importante que você reforce com o obstetra o desejo de amamentar ainda na sala de parto, antes mesmo dos primeiros cuidados – claro, se a mãe e o recém-nascido estiverem em boas condições de saúde.

Mais:

Semana Mundial do Aleitamento Materno 2018 “Amamentar é a base da vida”

Amamentar é amor. E também é persistência e dedicação

Orientações do Ministério da Saúde sobre amamentação

A Semana Mundial do Aleitamento Materno 2018 visa reforçar os benefícios da amamentação para a saúde e o desenvolvimento dos bebês

Sheron Amamentação Semana Mundial do Aleitamento Materno

Divulgação / Ministério da Saúde

“A amamentação é a base da vida”. Este é o tema da Semana Mundial do Aleitamento Materno de 2018, que vai do dia 1º até o dia 7 de agosto. O objetivo é reforçar os benefícios do leite materno para a saúde dos bebês, como a prevenção de doenças como casos de diarreia, infecções respiratórias, diabetes e obesidade, reduzindo em 13% a mortalidade de crianças menores de 5 anos.

Neste ano, a campanha conta com a participação da atriz Sheron Menezzes, que amamentou exclusivamente por seis meses o pequeno Benjamin, de 9 meses, e pretende continuar o aleitamento até os dois anos ou mais junto com a introdução alimentar, como recomenda a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O leite materno é um alimento completo. Até os seis meses, o bebê não precisa de mais nada além dele – água, suco, chá ou complemento – para se desenvolver. Está sempre pronto, limpo e quentinho. É mais econômico também! Em 2004, estima-se que o gasto mensal com a fórmula infantil variou de 38% a 133% do salário-mínimo, dependendo da marca. Isso sem contar mamadeiras e acessórios.

Infelizmente, apesar dos avanços nos últimos anos, o Brasil ainda não alcançou as metas recomendadas pela OMS. Apenas 39% das crianças são amamentadas com o leite da mãe nos primeiros 5 meses de vida, de acordo com uma pesquisa realizada pela OMS em 2017.

A falta de apoio – do pai do bebê, da família e dos profissionais da saúde – é um fator que interfere diretamente no êxito da prática. A amamentação acaba sendo um ato solitário da mãe, que muitas vezes por falta de incentivo, orientação e ajuda acaba abrindo mão do aleitamento materno.

Amamentação é assunto para o papai, sim!


O pai ou companheiro pode participar de diversas maneiras no cuidado do bebê – vale dar banho, trocar fralda, colocar para dormir e também para arrotar. É essencial estar ao lado e cuidar da mãe – sim, a mãe também precisa de muitos cuidados no puerpério.

Fique de olho na alimentação e na ingestão de água. A mulher que amamenta precisa beber pelo menos 3 litros de líquidos por dia para dar conta da produção de leite! Um ambiente estressante também pode atrapalhar a produção, então é importante que os moradores da casa procurem manter a paz no ambiente.

Amamentação e o apoio da família e dos amigos


Não dar palpites leigos! Eis o primeiro mandamento que todos que cercam uma mãe deveriam seguir. “Mas eu dei fórmula e fulano está forte e saudável”, “O bebê está chorando porque está com fome. Seu leite não é suficiente”, ou “Dá uma mamadeira a noite e você vai ver como o bebê vai dormir a noite inteirinha”. Se você é mãe, provavelmente já ouviu alguma dessas frases. Se ainda não é, se prepare para ouvir. É importante filtrar os comentários leigos e seguir as orientações dos profissionais de saúde, como o pediatra.

Já o segundo mandamento deveria ser “ajudar a mãe que amamenta”. É extremamente importante que a família e os amigos apoiem a mãe para que ela consiga amamentar de uma forma tranquila. Não dar palpites já contribui. Mas que tal ajudar nos afazeres domésticos ou mesmo dar suporte emocional? É preciso ouvir a mãe que amamenta incentivá-la e fazer com que ela se sinta segura.

O preparo para a amamentação começa no pré-natal


O obstetra que acompanha a gestante durante os nove meses tem um papel essencial. É ele quem irá informa sobre a amamentação na primeira hora de vida do bebê, a chamada hora de ouro, e também fará o diagnóstico das mamas e do tipo de bico da futura mamãe.

Amamentar não é fácil e muitas mamães podem enfrentar dificuldades nos primeiros dias. As enfermeiras da maternidade e consultoras em aleitamento materno podem ajustar a pega do bebê e dar a assistência necessária até que a amamentação fique prazerosa tanto para a mãe como para o bebê. Com paciência, persistência e a ajuda correta, a amamentação na grande maioria das vezes dá certo, acredite!

Após a alta hospitalar, o papel do pediatra dá continuidade ao do obstetra. Ele normalmente é o profissional de saúde mais próximo nos primeiros tumultuados meses do bebê. Além de acompanhar o ganho de peso do bebê mensalmente, também pode avaliar a pega do bebê se perceber que a amamentação não está indo como esperado. Lembre-se: a mãe que não produz leite suficiente é exceção.

A insegurança em relação à amamentação é natural, por isso é importante que as mamães recebam informações corretas e contem com todo o apoio possível para que o binômio mãe e filho aproveitem todos os benefícios do aleitamento materno.

Confira aqui a campanha da Semana Mundial do Aleitamento Materno de 2018.

Mais: Laserterapia para tratar fissuras na amamentação

Antes, o bebê é considerado prematuro e, caso venha ao mundo por uma cesárea eletiva, tem três vezes mais risco de ir para a UTI Neonatal

Bebê recém-nascido cesárea

Durante as consultas, sempre busco ressaltar os benefícios do parto normal para a futura mamãe. É muito comum as pacientes já chegarem trazendo o próprio desejo para o momento da chegada do bebê, porém é meu papel, como obstetra, informar a gestante durante o pré-natal sobre os benefícios e riscos das vias de parto durante o pré-natal com o obstetra.

No entanto, o desejo materno também precisa ser respeitado e a gestante pode, sim, optar por uma cesariana. Porém, vale ressaltar que há 2 anos, o Conselho Federal de Medicina (CFM) determinou que a cesárea eletiva só pode ser agendada após a 39ª semana de que gestação. Antes, o procedimento podia ser marcado a partir da 37ª semana de gestação, quando o recém-nascido deixava de ser considerado pré-maturo.

De acordo com estudos do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG), bebês com 37 e 38 semanas ainda são imaturos e têm maior possibilidade de apresentar problemas respiratórios, como a síndrome do desconforto respiratório, e também dificuldades para manter a temperatura corporal e para mamar. Mais: os bebês com idade gestacional inferior a 39 semanas apresentam três vezes mais risco de irem para UTI Neonatal. Então, o melhor é esperar completar no mínimo 39 semanas até que o parto cesariano se torne mais seguro.

Cesárea: exceções à regra

Diante de algumas intercorrências médicas, a cesárea antecipada ainda é a melhor solução para garantir o bem-estar do binômio mãe-filho. Por exemplo, em caso de pré-eclâmpsia, que provoca um aumento significativo na pressão arterial e pode causar a morte para a mãe e para o bebê.
Se a mulher entrar em trabalho de parto antes das 39 semanas e mantiver a decisão de parto cesárea, o procedimento também poderá ser realizado.

Confira aqui as recomendações do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas e aqui a Resolução do Conselho Federal de Medicina.

A vacina da gripe é segura e deve ser tomada todo ano – inclusive por gestantes – pois os vírus têm uma alta capacidade de mutação

A vacina da gripe evita a doença e possíveis complicações na gravidez

A vacina da gripe evita a doença e possíveis complicações na gravidez

No dia 23 de abril, começou a campanha de 2018 do Ministério da Saúde de vacinação contra o influenza e as mulheres grávidas não só podem como devem tomar a vacina da gripe. Inclusive, as gestantes têm direito à versão gratuita oferecida nos postos de saúde.

A composição da vacina muda todo ano, já que os vírus da gripe têm uma alta capacidade de mutação. Então, mesmo quem tomou no ano passado deve se vacinar novamente. A rede pública disponibiliza a vacina trivalente, contra H1N1, H2N3 e o tipo B Yamagata, já as clínicas particulares oferecem a vacina quadrivalente, que inclui o tipo B Victoria. Os dois tipos podem ser tomadas em qualquer período da gestação – inclusive quem está amamentando pode se imunizar.

Vacina da gripe: Por quê é importante se imunizar?


Como durante a gestação a resposta imunológica do organismo é comprometida, os diversos vírus influenza, principalmente o H1N1 e o H2N3, podem causar complicações sérias como pneumonia e infecções respiratórias que, em situações extremas, podem levar à morte. Ao se vacinar, a mãe protege tanto a si quanto ao bebê, já que os anticorpos produzidos pelo organismo passam para o feto através da placenta.

A vacina da gripe é realmente segura?


Muitas pacientes ficam inseguras – principalmente com a divulgação na mídia sobre os efeitos adversos causados pela vacina. A vacina é composta por vírus inativados, é segura e só é contraindicada para pessoas com história de reação anafilática em doses anteriores ou para quem tem alergia a ovo de galinha. Podem ocorrer dor, endurecimento e dor no local da injeção nas primeiras 48 horas.

É mito achar que a vacina causa gripe. “Mas a fulana tomou a vacina e ficou de cama!”. O que ocorre é que o sistema imune demora alguns dias para produzir anticorpos e pode ser que a pessoa tenha entrado em contato com o vírus nesse meio tempo. É importante ressaltar que a eficácia da vacina contra o influenza é de 70%, ou seja, não protege 100%.

Vale lembrar que, ao contrário da vacina da gripe, a vacina contra a febre amarela não deve ser administrada durante a gravidez.

A laserterapia é um tratamento indolor capaz de acelerar a cicatrização das feridas. É possível ver o resultado já na primeira sessão!

Laserterapia: consultoras de amamentação já utilizam o método na casa da mamãe

Laserterapia: consultoras de amamentação já utilizam o método na casa da mamãe

Após o parto, a amamentação é o momento mais esperado pela mãe. E não é à toa! Além de todos os benefícios nutricionais e motores, o aleitamento materno ajuda a criar e fortalecer o vínculo entre mãe e filho. No entanto, o início na maioria das vezes não é fácil e algumas mulheres podem apresentar dor, sangramento e fissuras, já que os seios são muito sensíveis.

A correção na pega do bebê e o uso de pomada à base de lanolina e de placas de hidrogel normalmente contornam o problema. Mas, muitas vezes, a cicatrização pode demorar a ocorrer por causa do trauma repetido da sucção do bebê – o mamilo danificado também acaba ficando propenso a infecções bacterianas e fúngicas que podem até obstruir os ductos mamários e causar mastite.

Laserterapia: terapia com laser de baixa frequência

A laserterapia é uma solução cada vez mais utilizada para as fissuras mamárias. “A terapia com laser de baixa potência é uma alternativa que acelera a cicatrização das feridas. A maioria das mães relatam alívio da dor e nas fissuras em apenas uma sessão”, diz a enfermeira obstetra e consultora em amamentação Renata Sanches. O tratamento também é benéfico na desobstrução dos ductos mamários e no processo da cicatrização das mamas com mastite.

A aplicação do laser é rápida, indolor e pode ser realizada até o alívio dos sintomas. “Em média, são necessárias de quatro a oito sessões. Quanto antes iniciar o tratamento, melhor a resposta. A luz do laser auxilia a ‘calejar’ o mamilo, aumentando a resistência da pele”, explica Renata.

Lembre-se: O leite materno é um alimento completo e essencial para a formação do sistema imunológico da criança, protegendo contra alguns tipos de alergia e também de problemas futuros como obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares. Mas será que o meu leite é fraco? Será que tenho leite o suficiente? Abordamos essas outras questões que atormentam as mamães neste outro post!

Atenção gestantes! A vacina é contraindicada durante a gravidez e também para quem está amamentando bebês menores de 6 meses

Fonte: Jannoon028 - Freepik.com

Fonte: Jannoon028 – Freepik.com

Na última segunda (8), a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo informou que desde janeiro de 2017 foram confirmados 29 casos de febre amarela no estado, sendo que 13 pessoas morreram com a doença. O governo, então, decidiu ampliar a partir de fevereiro a vacinação para todo o estado e imunizar crianças a partir dos 9 meses até idosos com 60 anos. No entanto, a vacina contra a febre amarela tem algumas contraindicações – principalmente para quem está grávida ou acabou de ter bebê. Confira!

As gestantes podem tomar a vacina contra febre amarela?

Não, a vacina não deve ser tomada durante a gestação por ser composta de microrganismos vivos atenuados em laboratório.

Quem está tentando engravidar deve tomar a vacina contra febre amarela?

É importante certificar-se antes de que você ainda não engravidou e aguardar pelo menos 30 dias após a vacina para engravidar.

Devo tomar a vacina contra febre amarela antes de engravidar?

A vacina contra a febre amarela tem validade de 10 anos. Se você nunca foi imunizada ou não se lembra quando tomou e mora próximo a alguma área de risco, pode se vacinar antes de começar as tentativas para engravidar.

E quem está amamentando?

A vacina é contraindicada para mulheres que estejam amamentando bebês menores de 6 meses. Se a mamãe mora em uma região de risco, uma dose pode ser administrada e o aleitamento materno deve suspenso por 10 dias.

Como as grávidas devem se proteger contra a febre amarela?

A febre amarela é transmitida pela picada de mosquitos (Aedes aegypti, Haemagogus e Sabethes), então a gestante deve usar repelentes e proteger as pernas e os braços com blusas de mangas longas e calças, além de colocar telas nas janelas. Se a futura mamãe mora numa área de alto risco, é importante ela conversar com o médico para avaliar o custo-benefício de ser imunizada com a vacina.

O assunto é controverso e há divergências entre os especialistas quanto ao uso de tintura e alisamentos durante a gravidez

Quando posso tingir o cabelo? Fato: 9 entre 10 gestantes fazem esta pergunta durante o pré-natal. O assunto é controverso e há divergências entre os especialistas quanto ao uso de produtos químicos (tinturas, alisamentos, permanentes, etc.) durante a gravidez – alguns obstetras pedem para as gestantes não utilizarem durante toda a gravidez, outros liberam. Então, é importante seguir sempre a indicação do seu médico!

Boa parte dos produtos químicos que mudam a cor ou a estrutura do fio contêm substâncias como amônia, chumbo, benzeno e formol, que são absorvidas pelo couro cabeludo, uma região bastante vascularizada. Algumas pesquisas mostraram que altas doses da química da tintura podem ser prejudiciais. No entanto, as análises foram feitas com doses muito maiores do que a quantidade de química que a mulher é exposta quando colore as madeixas. Ou seja, não há estudos conclusivos se a tintura de fato prejudica a saúde do bebê em formação, nem pesquisas que mostram qual quantidade pode ser usada com segurança.

Tipos de tinturas de cabelo

As tinturas de cabelos podem ser divididas em:
– Graduais: Mais utilizadas por homens, têm efeito cumulativo (a cor depende do uso contínuo) e contêm chumbo, prata, cobre, níquel, entre outros metais.

– Semi-permanentes ou tonalizantes: Não penetram na haste do cabelo, apenas depositam os pigmentos em sua superfície. Não contém amônia na fórmula e dura até oito lavagens.

– Permanentes: À base de amônia, penetram na estrutura do fio e não podem ser removidas. Exige nova aplicação conforme a raíz fica visíveis com o crescimento dos cabelos.

– Reflexos, luzes, californianas, ombré hair e outras variações: alguns fios são descoloridos com água oxigenada. Às vezes o cabeleireiro utiliza tintura para acertar a cor buscada.

Os métodos de alisamento (até sem formol!) e as tintas graduais e permanentes devem ser evitadas durante toda a gestação. Como todo cuidado é pouco e prefiro pecar pelo excesso de zelo, costumo liberar para as minhas pacientes tonalizantes sem amônia e reflexos e suas variações (protegendo o couro cabeludo) após a 24a semana. Porém, após a 12a semana, como as chances de malformações são menores, muitas futuras mamães já utilizam tonalizantes sem amônia sem efeitos negativos para o bebê.

Vai pintar sozinha?

Para ter um contato menor com o produto, o ideal é que outra pessoa pinte o seu cabelo durante a gestação. Mas como nem sempre é possível, siga as dicas abaixo para amenizar ainda mais os riscos:

– Use luvas;
– Deixe o produto agir nos fios o tempo mínimo recomendado na embalagem;
– Faça a aplicação em um local bem ventilado;
– Se possível (e os fios brancos permitirem), evite passar o tonalizante no couro cabeludo;
– Enxague bem após o tempo de ação.

E durante a amamentação?

Também faltam estudos sobre o uso de produtos químicos para cabelos durante a amamentação. No entanto, acredita-se que mesmo que a química entre na corrente sanguínea, uma quantidade mínima seria transmitida para o bebê através do leite materno. Pergunte para o pediatra e siga suas orientações. Afinal, melhor do que ficar com os cabelos perfeitos é cuidar para que o bebê esteja sempre saudável!

Não há pesquisas conclusivas de que feijão causa cólica no bebe no bebê, nem que outros alimentos ingeridos pela mãe possam provocar gases no bebê

É difícil ver os bebês tão pequeninos chorando por horas com as crises de cólicas, típicas dos primeiros meses. E lá vem os palpites de amigos e familiares: corta o feijão, não coma brócolis… No entanto, não há pesquisas conclusivas sobre a relação da cólica do bebê com os alimentos ingeridos pelas mães. As cólicas dos recém-nascidos são consequências da maturação intestinal e tendem a desaparecer após o quarto mês.

Por que o feijão causa cólica?

O feijão nosso de cada dia é conhecido como um dos principais vilões por provocar gases após o consumo. Isso ocorre porque algumas partículas de carboidratos não são absorvidas pelo nosso organismo e fermentam no intestino, aumentando a produção, e consequentemente a emissão, de gases. Deixar os grãos de molho de um dia para o outro, por pelo menos 12 horas, e trocar a água antes do cozimento é uma dica que diminui o problema – na mãe!

O feijão causa cólica no bebê?

Não! Mas isso não significa que a mamãe que amamenta pode descuidar da alimentação! É essencial tomar muito líquido, como água e sucos naturais, para aumentar a produção de leite – quanto mais ingerir, maior será a produção – e seguir uma alimentação balanceada e variada, rica em frutas, vegetais, cereais integrais e laticínios. Evite alimentos ricos em gordura, café em excesso, refrigerante, bebidas alcóolicas e industrializados, que não acrescentam valor nutricional nem para a mamãe, nem para o bebê.

Semana Mundial da Amamentação 2017


A Semana Mundial de Amamentação 2017 (SMAM) acontece de 1o a 7 de agosto e une mais de 170 países com o objetivo de apoiar e promover a amamentação exclusiva até os seis meses e complementar até pelo menos os dois anos de idade. Durante esse período, vou abordar as dúvidas que ouço no consultório e a importância de conversar com o obstetra para que a mamãe e o bebê aproveitem melhor essa forma única e tão especial de alimentação.

Amamentar durante uma nova gravidez não representa risco para o bebê em formação – desde que a gestação seja normal

Amamentação

Antes de responder a pergunta acima, acho importante lembrar que é possível, sim, engravidar amamentando. Não é uma situação comum, mas acontece – daí a necessidade de conversar com seu ginecologista sobre métodos anticoncepcionais no pós-parto. Mas o que a mamãe grávida deve fazer: continuar amamentando ou interromper o aleitamento materno?

Grávida pode amamentar!

Amamentar durante uma nova gravidez não representa risco para o bebê em formação – não aumenta as chances de aborto, nem causa contrações, desde que a gestação seja normal. A ocitocina, hormônio liberado durante a amamentação, não é suficiente para gerar contrações uterinas capazes de provocar um aborto antes da 38a semana, pois o útero tem proteções que impedem os efeitos da substância. Não há também evidências científicas que comprovem que amamentar pode causar problemas no desenvolvimento fetal.

No entanto, por precaução alguns médicos podem indicar a suspensão da amamentação caso a gestante apresente sangramento vaginal, contrações uterinas prematuras ou tenha partos prematuros prévios.

A nova gestação também não diminui a qualidade nutricional do leite materno. Mas em alguns casos a criança pode começar a recusar e até desmamar espontaneamente devido às modificações no sabor e na quantidade do leite, causadas pelas alterações hormonais da gestação. Então, se a gravidez estiver ocorrendo normalmente, a gestante pode continuar amamentando seu filho sem problemas ou contra-indicações!

Semana Mundial da Amamentação 2017


A Semana Mundial de Amamentação 2017 (SMAM) acontece de 1o a 7 de agosto e une mais de 170 países com o objetivo de apoiar e promover a amamentação exclusiva até os seis meses e complementar até pelo menos os dois anos de idade. Durante esse período, vou abordar as dúvidas que ouço no consultório e a importância de conversar com o obstetra para que a mamãe e o bebê aproveitem melhor essa forma única e tão especial de alimentação.

A Clínica Dr. Gabriel Monteiro realiza Curso para Gestantes com os principais temas que envolvem o ciclo da gravidez, parto e pós-parto

A Clínica Gabriel Monteiro realizará no próximo sábado o 2o Curso para Gestantes na sede da Cryopraxis, em São Paulo. Durante uma deliciosa manhã, uma equipe de profissionais de diferentes especialidades apresentará os principais temas que envolvem o ciclo da gravidez, do parto e do pós-parto para preparar os pais para o momento mais esperado: a chegada do bebê!

Confira, abaixo, a programação.

PROGRAMAÇÃO

2o Curso para Gestantes
Quando: Dia 8/7 às 9h
Local: Cryopraxis (Rua Cincinato Braga, 122, Bela Vista, São Paulo)
Inscrições: (11) 94188-5569

A toxoplasmose é perigosa principalmente durante a gravidez, então é importante evitar os itens mais propícios a contaminações, como a carne crua

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Verdade! Durante a gestação, carpaccio, quibe cru, steak tartare e outros pratos com carnes cruas ou pouco cozidas devem ser evitados por conter microrganismos prejudiciais à saúde. Como esses contaminantes não resistem às altas temperaturas do cozimento, as carnes devem ser consumidas preferencialmente cozidas na gravidez.

A toxoplasmose – causada por um protozoário microscópico encontrado em carnes cruas, leite não pasteurizado e em verduras e frutas mal-lavadas – é perigosa principalmente durante a gravidez. Apesar dos sintomas leves, parecidos a uma gripe comum, pode causar malformações no feto e aborto nos primeiros meses. Logo no início do pré-natal a gestante faz um exame para saber se ela é ou não imune à toxoplasmose.

Outra preocupação é a salmonelose, infecção alimentar causada pela bactéria salmonella, também presentes em alimentos crus ou mal cozidos contaminados como carnes, ovos, leite não pasteurizado e derivados e a própria água. A doença causa febre, diarreia, cólicas abdominais e vômito e, em gestantes, pode evoluir para um quadro grave e até causar a morte se não houver tratamento.

Vale ressaltar que essas doenças são raras hoje em dia, mas como durante a gravidez o sistema imunológico fica mais debilitado, é importante tomar cuidado principalmente com a higiene dos alimentos e evitar os itens mais propícios a contaminações, como a carne crua.

Em casa, procure higienizar corretamente verduras e legumes em solução de hipoclorito de sódio (siga a recomendação do fabricante) e, depois lave novamente em água corrente para retirar o produto. Vai comer fora? Escolha restaurantes que você conheça a qualidade e as condições de higiene.

Uma pergunta que ouço praticamente todos os dias no consultório é: posso comer comida japonesa? Já falei sobre esse assunto aqui , mas as apaixonadas por sushi, sashimi e etc. podem ficar tranquilas e comer peixe cru durante a gravidez. No entanto, vale lembrar que os peixes podem se deteriorar facilmente se manipulados ou armazenados de forma incorreta, daí novamente a necessidade de escolher com muito cuidado o restaurante!

A vacina contra o H1N1 é considerada segura tanto para a gestante quanto para o feto e é recomendada em qualquer fase da gestação

Fonte: Jannoon028 - Freepik.com

Fonte: Jannoon028 – Freepik.com

Popularmente conhecida como gripe, a influenza é uma doença viral bastante comum, principalmente nos meses mais frios do ano, e na maioria das vezes não traz complicações sérias, além do incômodo dos sintomas como febre, calafrios, dor de cabeça e no corpo, tosse, dor de garganta e coriza.

No entanto, existem três tipos de vírus influenza: A, B e C. Os tipos A e B são responsáveis pelas epidemias sazonais – e o vírus influenza A, em especial, é altamente variável e está associado às epidemias mais graves que evoluem para hospitalização e até morte. Os subtipos A(H1N1) e A(H3N2) circulam atualmente em humanos e a vacinação é a forma mais importante de proteção. Já o tipo C causa problemas respiratórios brandos e, como não têm impacto na saúde pública, não compõe a vacina sazonal contra influenza.

Segundo dados do Ministério da Saúde, 1.982 pessoas morreram por H1N1 em 2016. A região sudeste foi a mais afetada, com 56,5% dos casos, sendo que São Paulo foi o estado com mais mortes. Por isso, é importante tomar anualmente a vacina contra a gripe, que inclui a imunização ao vírus H1N1.

Gestantes X Vacina Influenza


Durante a gravidez e no puerpério (até 42 dias após o parto), o sistema imunológico está comprometido pelas alterações que ocorrem na gestação e a gripe pode evoluir para formas clínicas graves, principalmente no terceiro trimestre.

A vacina contra a gripe é considerada segura tanto para a gestante quanto para o feto e é recomendada em qualquer fase da gestação – alguns médicos, no entanto, preferem indicar a imunização após a 12a semana, então converse com o seu obstetra antes. Estudos mostram que gravidas imunizadas não só afastam os riscos de complicações durante a gestação como também protegem o bebê mesmo depois do nascimento. De acordo com uma pesquisa americana, tomar a vacina durante a gravidez diminui em até 70% os riscos de infecções pelo vírus da gripe durante os primeiros seis meses de vida.

A vacina é feita com o vírus morto e raramente causa efeitos colaterais, somente o local poderá ficar um pouco dolorido e avermelhado e algumas pessoas têm um pouco de febre.

As gestantes podem tomar a vacina na rede privada ou gratuitamente na rede pública de saúde – não precisa comprovação de gestação, somente as puérperas devem levar a certidão de nascimento do recém-nascido, cartão gestante ou documento do hospital.

O Curso para gestanes da Clínica Dr. Gabriel Monteiro prepara os futuros papais para o parto e pós-parto

A chegada do bebê sempre gera muitas dúvidas e também ansiedade. Para preparar e acalmar os pais de primeira (ou segunda, ou terceira…) viagem, no sábado 26 de novembro, das 9h às 13h, a Clínica Dr. Gabriel Monteiro, em parceria com a Cryopraxis, fará o 1o Curso para Gestantes, ministrado por uma equipe multidisciplinar.

Confira, abaixo, a programação:

9h: Receios na gestação – Entender para enfrentar
Larissa Cangueiro, psicóloga

9h30: A importância do períneo saudável no pré e no pós-parto
Laira Ramos, fisioterapeuta

10h: Nutrição saudável na gestação
Flávia Monteiro, nutricionista

10h30: O que é importante saber sobre células-tronco
Dr. Alberto D’Auria, ginecologista e obstetra

11h: Coffee Break

11h15: Oficina – Os primeiros dias em casa: os cuidados com o recém-nascido e técnicas para o sucesso da amamentação
Renata Ressio Sanches, enfermeira

12h: Mudanças hormonais na gestação e suas complicações
Dra. Aletéia Casarotto, endocrinologista

12h30: Mitos e verdades do parto normal e da cesárea
Dr. Gabriel Monteiro, ginecologista e obstetra

As inscrições podem ser feitas até o dia 24/11 pelo telefone (11) 3885-6762.

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No entanto, ainda não se sabe se a transmissão do Zika também pode ocorrer por meio desses fluidos

Imagem: Fiocruz

Imagem: Fiocruz

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou nesta sexta-feira que o zika vírus foi encontrado de forma ativa, ou seja, com potencial de provocar a infecção, na saliva e na urina de dois pacientes com sintomas compatíveis com o vírus.

No entanto, ainda não é possível afirmar que a transmissão também ocorra por meio desses fluidos. Mais pesquisas são necessárias, mas as gestantes devem tomar os devidos cuidados enquanto as possíveis formas de transmissão não são totalmente conhecidas.

O Carnaval está chegando e é prudente que as gestantes evitem grandes aglomerações, assim como o compartilhamento de copos, talheres e outros utensílios levados à boca. O uso de repelente continua indispensável para evitar a picada do mosquito Aedes aegypti (veja mais informações de como se proteger aqui) e pessoas que convivem com as gestantes também podem – e devem! – utilizar o produto!

O parto normal não é contra-indicado para quem tem ou teve HPV , mas o obstetra deve analisar individualmente cada caso

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Mais de 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV (papilomavírus humano) ao longo da vida. No entanto, apesar de ser muito frequente, a infecção pelo vírus na maioria das vezes é transitória e regride espontaneamente.

O recomendado é que todas as mulheres façam os exames preventivos (Papanicolau ou citopatológico) uma vez ao ano para detectar as lesões percursoras do câncer de colo de útero causadas por HPV – também é possível realizar exames de biologia molecular (captura híbrida) que mostram a presença do vírus através da detecção de seu DNA. No entanto, infelizmente muitas mulheres não fazem esse controle frequentemente e descobrem que estão com o vírus somente durante o pré-natal.

HPV na gravidez

É essencial informar ao seu obstetra durante a consulta se você ou seu parceiro têm ou já tiveram HPV. As pacientes que têm HPV podem engravidar, mas se existem verrugas vaginas ou lesões no colo ou na vagina o ideal é tratar antes, pois as alterações hormonais, o aumento da vascularização e a diminuição da imunidade que ocorrem durante a gestação podem intensificar a proliferação do vírus e a gravidade das lesões pré-existentes.

O HPV não causa má formação no feto, mas existe a possibilidade do vírus ser transmitido para o bebê. A forma de transmissão ainda não foi totalmente esclarecida e alguns estudos sugerem que a contaminação pode ocorrer antes mesmo do parto. Assim, não há evidências que a cesariana seja eficaz na prevenção da transmissão de mãe para filho. Felizmente a maioria dos bebês elimina espontaneamente o HPV já no primeiro mês e raramente ocorre o desenvolvimento de lesões.

HPV e parto normal

O parto normal não é contra-indicado para mulheres portadoras de HPV, mas nos casos em que há lesões em atividade no canal de parto a cesárea pode ser recomendada pelo obstetra, que deve analisar individualmente cada caso.

As gestantes devem redobrar o cuidado e usar repelente para evitar a picada do Aedes aedypti, mosquito que transmite o Zika vírus

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Nas últimas semanas só se fala nele. E não é à toa! Recentemente, pesquisadores comprovaram que o zika vírus, transmitido pelo Aedes aedypti (o mesmo mosquito que transmite a dengue a febre chikungunya) é responsável pelo aumento dos casos de microcefalia no país, principalmente na região Nordeste.

A pessoa com a doença pode apresentar febre, manchas no corpo e dores na articulação – porém, acredita-se que apenas 20% dos infectados apresentam sintomas. E se o infectado for uma mulher grávida, o zika vírus pode invadir a placenta, entrar na corrente sanguínea do bebê e provocar uma inflamação que prejudica a formação e o desenvolvimento do cérebro da criança. Bebês que nascem com microcefalia, ou seja, com o cérebro com diâmetro menor que 33 cm, apresentam comprometimento intelectual em quase todos os casos, sendo variável o grau de deficiência.

Zika vírus: como evitar?

Infelizmente, ainda se sabe muito pouco sobre o vírus e a única solução no momento é entrar em guerra contra o Aedes aegypti. O mosquito costuma se proliferar dentro ou próximo das habitações, em recipientes onde se acumula água limpa, como vasos de plantas, pneus velhos, caixas d’’água, etc.

O Aedes aegypti não consegue voar mais alto que 1,5 m, mas isso não significa que quem mora em prédio está imune: o mosquito consegue se locomover para outros andares e até se deslocar para outros bairros pegando carona em elevadores e meios de transporte. Ele é parecido com um pernilongo comum, tem cor café ou preta, listras brancas no corpo e nas pernas e mede menos de um centímetro.

A recomendação é adiar os planos de gravidez até que se combata essa epidemia e se conheça mais sobre a doença. No entanto, se você está grávida, nada de pânico! Procure usar calças e blusas de mangas compridas (sei que estamos no verão, mas é importante se proteger!) e utilize sempre um repelente sobre a pele. Algumas recomendações:

– Entre os repelentes indicados para gestantes, recomendo os produtos com o princípio ativo icaridina (Exposis), pois tem duração de até 10 horas e não é necessário acordar durante a noite para reaplicar.
– Os repelentes com princípio ativo DEET (OFF e Repelex) também são recomendado para gestantes, mas têm tempo de ação de até 6 horas.
– Já os repelentes naturais, como o óleo de citronela e de eucalipto, têm curta duração. Se optar por eles, lembre-se de aplicar o produto a cada duas horas.
– O repelente deve ser o último produto aplicado na pele: passe protetor solar, hidratante e maquiagem antes.
– Na hora da aplicação, borrife o produto por cima da roupa (nunca por baixo) e sobre a pele exposta. No rosto, passe primeiro o produto nas mãos e, com muito cuidado, na face, evitando as áreas próximas dos olhos, boca e nariz.

Além dos inúmeros benefícios para a saúde, a amamentação é um momento único que só as mães experimentam

FreeImages.com/Carin Araujo


Entre os dias 1 e 7 de agosto é comemorada a Semana do Aleitamento Materno. Apesar de ser um processo fisiológico natural e instintivo, o ato de amamentar precisa compreendido, pois envolve muito mais do que a produção de leite. Muitas vezes o começo não é fácil e as fotos das mamães felizes e tranquilas com seus bebês nos seios parecem uma situação muito distante.

A amamentação deve ser iniciada dentro da primeira hora após o nascimento e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mantida com exclusividade até o bebê completar seis meses de idade e seguida como alimentação complementar até os dois anos. O leite materno é um alimento completo e essencial para a formação do sistema imunológico da criança, protegendo contra alguns tipos de alergia e também de problemas futuros como obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares.

Amamentação: o leite é fraco?

A primeira dúvida que surge na cabeça das mamães é “será que meu leite é fraco?”. O primeiro leite, o colostro, costuma causar incertezas por ser um líquido amarelado claro, quase transparente, e produzido em menor quantidade – porém, na medida para as necessidades do recém-nascido em seus primeiros dias. Se você comparar um bebê que mama no peito e outro que toma fórmula, a criança alimentada com leite artificial fica mais tempo sem mamar porque a digestão é mais lenta. Mas isso não significa que o leite materno seja menos nutritivo ou “fraco”. Aliás, não existe leite materno fraco!

Amamentação: meu leite é suficiente?

A segunda questão que atormenta as novas mamães: “será que tenho leite suficiente?”. Alguns sinais indicam se a quantidade de leite é satisfatória para o desenvolvimento do bebê: bebês calmos e satisfeitos e sensação de que as mamas esvaziam após a mamada, trocas de cerca de 8 fraldas molhadas de xixi por dia e, o mais importante, ganho de peso adequado (controlado regularmente pelo pediatra).

Lembre-se: a amamentação deve ocorrer em livre demanda e a duração de cada mamada depende de cada bebê. O importante é que ele mame o mesmo seio até o final antes de ir para a outro. E na próxima mamada, a mãe deverá oferecer primeiro o último seio da mamada anterior. O jeito como o bebê pega o peito é vital para o sucesso da amamentação e para evitar fissuras e até sangramentos: ele deve abocanhar não apenas o bico mas também a aréola ou grande parte dela.

É preciso amor, persistência e dedicação para enfrentar o estresse pós-parto, a dor nos mamilos logo no início (em no máximo 15 dias o incômodo desaparece!) e o cansaço de ter que acordar durante as madrugadas. Além dos inúmeros benefícios para a saúde, aconchegar o bebê no colo e alimentá-lo é um momento único que só as mães experimentam!

Obs.: A amamentação é o melhor para mãe e para o bebê, mas em alguns casos a amamentação exclusiva infelizmente não é possível. E a mãe que não consegue amamentar não é “menos mãe” nem deve se culpar por causa disso!

Imagem: FreeImages.com/Carin Araujo

Boa notícia! As futuras mamães não precisam deixar comida japonesa durante os nove meses, pois peixe cru não causa toxoplasmose

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Alguns alimentos podem fazer mal à saúde da mãe e do bebê e devem ser evitados durante toda a gestação. No entanto, a comida japonesa e um dos seus principais ingredientes, o peixe cru, não está nessa lista – ou seja, as futuras mamães não precisam deixar de comer sashimi, shushi, temaki e outras delícias da culinária oriental durante os nove meses – inclusive as grávidas com sorologia negativa para toxoplasmose, já que a carne de peixe não é uma fonte de transmissão do parasita.

Comida japonesa na gravidez

Atenção: apesar do peixe cru não prejudicar o desenvolvimento do bebê, é preciso cautela na hora do consumo! Dependendo da procedência e da armazenagem, o peixe pode sofrer deterioração ou ser contaminado por bactérias e protozoários. Por isso, é importante escolher bem o restaurante, observando a higiene do local para não correr o risco de ter uma intoxicação alimentar!

Os benefícios do peixe

Os peixes possuem nutrientes essenciais para o desenvolvimento cerebral e cognitivo do bebê, como Ômega 3, fósforo e proteína. É recomendado que as gestantes consumam de 3 a 4 porções durante a semana.

O ideal é optar por peixes grelhados ou assados. E evite carne de tubarão, carapau, agulha e peixe-espadas, que possuem alta concentração de mercúrio, metal prejudicial à nossa saúde e ao desenvolvimento do feto. Salmão, sardinha, tilaria, bacalhau, abadejo, anchovas e truta são opções com menor quantidade de mercúrio.

A gestação é um fator de risco para insuficiência venosa e é importante se previnir para evitar possíveis intercorrências

Na matéria do Manual da Mamãe sugiro algumas dicas de como combater a insuficiência venosa.

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A gestação promove inúmeras mudanças para que o organismo materno suporte o desenvolvimento do bebê. Dentre elas estão as alterações no sistema circulatório, respiratório e gastrointestinal. Pernas pesadas e cansadas, diminuição na sensibilidade da região posterior das pernas, inchaços nos tornozelos e até câimbra podem indicar a insuficiência venosa. “Gestantes com predisposição a determinadas doenças como insuficiência venosa estão mais suscetíveis a problemas como a trombose venosa profunda (TVP) com risco de evolução para tromboembolismo pulmonar. Daí a importância da mulher consultar seu ginecologista antes de engravidar para identificar possíveis riscos e complicações e tomar medidas para minimizar intercorrências na gravidez”, explica o Especialista em Ginecologia e Obstetrícia e Reprodução Humana, Dr. Gabriel Monteiro.

Segundo o Dr. Gabriel, o aumento hormonal e de peso que ocorre na gestação pode provocar a insuficiência venosa. Os sintomas são mais perceptíveis durante a noite, principalmente se a gestante passar muito tempo em pé ou sentada, e costumam melhorar quando as pernas são elevadas. Já alterações na coloração da pele, como manchas escuras e acastanhadas, podem indicar um agravamento do quadro. “As varizes são veias tortuosas, deformadas e dilatadas, de coloração azulada e, se não tratadas, podem evoluir para um quadro mais grave, a trombose venosa profunda, fazendo com que a gestante sinta um peso enorme nas pernas, edema (inchaço), dor, sensação de queimação e movimentação reduzida”, informa.

Para combater a insuficiência venosa e evitar que os sintomas progridam para varizes é preciso fazer algumas modificações comportamentais, como praticar atividades físicas, adotar uma alimentação saudável para controle de peso, repousar com as pernas elevadas, massoterapia, parar de fumar e evitar ficar muito tempo em uma mesma posição, em pé ou sentado. O uso de meias elásticas de compressão também é importante para alívio dos sintomas, prevenção do aparecimento de varizes e redução do risco de trombose venosa profunda.

Atenção!

A gravidez é um fator de risco para insuficiência venosa e trombose venosa. O risco relativo de trombose em uma gestação é de 5% e pode aumentar principalmente se a futura mamãe tiver idade avançada, estiver acima do peso, for fumante, ter antecedente familiar da doença e passar por períodos prolongados de imobilidade. Após o parto, o risco é 60% maior que durante a gestação. “Portanto, é essencial que toda gestante faça um bom pré-natal para garantir sua saúde e a do bebê. É importante escolher o obstetra o quanto antes para que ele acompanhe a futura mamãe para evitar possíveis intercorrências e também para que ela se sinta tranquila e segura até o parto”.

Não há problema em viajar de avião até a 33ª semana de gestação, exceto quando há contraindicações médicas, como sangramentos e pressão alta

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Sim, a mulher grávida pode viajar de avião – desde que não haja complicações, como sangramentos, pressão alta e risco do bebê nascer prematuramente! No entanto, assim como durante toda gravidez, as futuras mamães precisam de cuidados especiais. E atenção! A maioria das companhias aéreas pede a apresentação de uma carta do obstetra autorizando a viagem.

Grávida pode viajar de avião com alguns cuidados

Evite ficar muito tempo sentada para os pés não incharem. Procure esticar as pernas e fazer caminhadas nos corredores do avião. E não se esqueça de conversar com o seu obstetra sobre a necessidade de usar meias compressoras durante a viagem para combater o inchaço e diminuir as chances de trombose.

Importante: não fique também muito tempo sem comer, porém, evite alimentos e bebidas que provocam gazes, porque em altitudes elevadas o incômodo é maior.

Confira as orientações da LATAM e da Gol para viagens!

Informe-se sobre as regras com a companhia aérea

Geralmente, não há problema em viajar até a 33ª semana de gestação, exceto quando há contraindicações médicas. Porém, vale consultar a companhia aérea antes de comprar a passagem: algumas empresas permitem o voo somente até a 28ª semana. Em outras empresas, entre as 32ª e 35ª semanas, é necessário preencher a Declaração de Responsabilidade e apresentar um atestado médico, com idade gestacional e relato de eventuais patologias, se for o caso, autorizando a viagem no momento do check-in.

A partir de 38 semanas, é permitido o embarque apenas em situação de extrema necessidade e com o acompanhamento de um médico. E durante os 7 dias que antecedem o parto não é mais permitido embarcar.

E após o parto?

Se for extremamente necessário, com uma semana de vida o bebê pode viajar de avião com a apresentação de atestado médico.

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